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Não foi Joesley quem primeiro revelou a posição de Michel Temer na orcrim de Lula

Diferente do que muitos pensam, não foi Joesley Batista o iniciador do inferno de Temer, uma vez que tudo começou com as delações dos colaboradores da Odebrecht, em que o presidente Michel Temer foi várias vezes citado.

Destaca-se a citação do presidente feita pelo colaborador Cláudio Melo Filho, que relatou o papel exercido por Michel Temer na organização criminosa de Lula, além de explicitar sua atuação específica na Câmara dos Deputados como captador de recursos ilícitos para o PMDB, seus correligionários e para si próprio.

Relato de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada

Relato de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada

Relato de Cláudio Melo Filho,ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada

A colaboração premiada de Joesley Batista confirma a colaboração premiada do ex-executivo da Odebrecht, Michel Temer é o chefe da célula da organização criminosa de Lula da Silva que atua na Câmara.

“O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa”, afirmou Joesley Batista.

É preciso esclarecer que a complexa organização criminosa, instituída e liderada por Lula da Silva, está dividida em várias células ou núcleos, entre elas se destaca a célula do PMDB, liderada por José Sarney, que se subdivide em dois grandes grupos, dos que atuam no Senado Federal e dos que atuam na Câmara dos Deputados.

Ocorre que, como já foi exaustivamente tratado em outras postagens deste site, com os avanços da Operação Lava Jato, que se aproxima mais e mais da cúpula da organização criminosa e já alcançou o seu comandante máximo, além de outros membros importantes, foi necessário alçar Michel Temer à Presidência da República para substituir Dilma Rousseff, que havia perdido totalmente a capacidade para destruir a Lava Jato.

Michel Temer foi feito Presidente da República com as bênçãos de Lula da Silva para estancar a Operação Lava Jato e ilegitimamente convocar uma Assembleia Nacional Constituinte em 2018 para destruir o Estado e fundar outro que concederia anistia a todos os envolvidos nos crimes investigados pela Operação Lava Jato.

Então, foi realizado um grande acordo nacional envolvendo todos os implicados nos crimes investigados pela Operação Lava Jato, inclusive com o Supremo, para garantir a impunidade de todos, a Solução Michel.

Assim foi feito, Michel Temer tornou-se Presidente da República e desde o primeiro instante em que ocupa o cargo, desde ainda a interinidade, quando ocorria o processo de impeachment de Dilma Rousseff, tem voltado seus atos para estancar a Operação Lava Jato e executar os planos com os objetivos estabelecidos pela orcrim.

Contudo, Michel Temer, Lula da Silva, José Sarney, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Renan Calheiros, Moreira Franco, Henrique Meirelles, Dilma Rousseff, Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, José Serra e tantos outros membros da orcrim, não contavam com as colaborações premiadas, em especial, as colaborações de Sérgio Machado, Delcídio do Amaral, dos executivos da Odebrecht e da J&F, que revelaram, com detalhes e provas, o grande esquema criminoso liderado por Lula para destruir o Brasil, garantir a impunidade a todos os envolvidos nos crimes e manter os membros da orcrim no poder.

É estarrecedor.

 

SOLUÇÃO MICHEL: Sérgio Machado avisou…

Na conversa gravada por Sérgio Machado e entregue às autoridades, Machado alertou Romero Jucá de que Aécio também cairia na Lava Jato.

A conversa se deu num contexto em que o grupo criminoso planejava fazer um acordão envolvendo a todos, inclusive o Supremo, para estancar a Lava Jato e garantir a impunidade a todos os envolvidos.

Jucá sabia que a única saída seria fazer um acordão, porque a Operação Lava Jato alcançaria a todos.

Nada como um membro da própria organização criminosa para saber o que pode ocorrer em consequência dos seus crimes.

Assim como Sérgio Machado, Romero Jucá também sabe que todos cairão, o próximo será Michel Temer.

“Todos, porra. E vão pegando e vão…” 

Sérgio Machado avisou Romero Jucá que Aécio também cairia na Lava Jato

Na conversa gravada por Sérgio Machado e entregue às autoridades, Machado alertou Romero Jucá de que Aécio também cairia na Lava Jato.

A conversa se deu num contexto em que o grupo criminoso planejava fazer um acordão envolvendo a todos, inclusive o Supremo, para estancar a Lava Jato e garantir a impunidade a todos os envolvidos.

Jucá sabia que a única saída seria fazer um acordão, porque a Operação Lava Jato alcançaria a todos.

SOLUÇÃO MICHEL: “Tudo vai ser estudado e refletido”

Michel Temer

“Tudo vai ser estudado e refletido”, disse Torquato Jardim ao ser perguntado sobre a Polícia Federal.

Depois que Aécio Neves reclamou de Osmar Serraglio, afirmando que o ministro é “uma bosta do caralho” porque não conseguia interferir na Polícia Federal para atrapalhar os trabalhos da Operação Lava Jato, Michel Temer resolveu demitir Serraglio do Ministério da Justiça para nomear Torquato Jardim em seu lugar.

Isso demonstra o total alinhamento e parceria entre Aécio e Temer,  envolvidos nos crimes investigados na Lava Jato.

No contexto, a afirmação de Torquato Jardim, soa como, “tudo vai ser estudado e refletido [para destruir a Lava Jato]”.

Desesperado, Michel Temer atua no cargo de presidente da República como um verdadeiro bandido, perdeu a vergonha e age abertamente para destruir a Operação Lava Jato.

É urgente que Michel Temer seja retirado do cargo de Presidente da República.

Objetivos da Solução Michel foram acelerados

O avanço das investigações da Operação Lava Jato, as revelações trazidas pelo colaboradores que romperam com o grupo criminoso, causaram pânico entre os membros da organização criminosa que comanda o país.

Esse avanços nas investigações, que a cada dia se aproxima mais e mais da cúpula da orcrim, já alcançou alguns dos seus principais membros, fizeram o comando do grupo criminoso entrar em desespero e acelerar suas ações em direção de seus objetivos.

Os objetivos da organização criminosa, no âmbito da Solução Michel foram reunidos em seis itens, pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, conforme abaixo:

1- Atingir, por medida legislativa, a decisão do pleno STF no julgamento do Habeas Corpus n° 126292, de forma a impedir o início de cumprimento das penas após confirmação da apenação criminal por Tribunal de segundo grau de jurisdição;

2- Dificultar que os investigados e réus celebrem acordos de colaboração premiada;

3- Rever e reduzir os poderes do Ministério Público, mediante convocação de nova Constituinte;

4- Investir contra a lei de leniência, permitindo celebração de acordos independentemente de reconhecimento de crimes;

5- Atuação junto ao STF, notadamente ao então Ministro Teori Zavascki (falecido) a fim de determiná-lo, por meio ou razões não jurídicas, a manter sob sua competência, mesmo sem regra atrativa de competência, pessoa não detentora de foro por prerrogativa de função e, com isso, convencê-lo (o colaborador) a não celebrar acordo de colaboração; e,

6- Cooptação subreptícia de Ministros da Suprema Corte para assegurar plano de anistiar vários envolvidos, em grande parte agentes políticos, na investigação.

Segundo o então ministro relator da Lava Jato, Teori Zavascki (falecido), antecessor de Edson Fachin na relatoria, as gravações apresentadas e declarações de Sérgio Machado no seu termo de delação número 10, fez sobressair o plano relativo à obstrução da Operação Lava Jato, o que posteriormente passou a ser denominado de Solução Michel.

“Esse termo conjugado com as conversas gravadas mantidas com o colaborador nos dias 23 e 24 de fevereiro e 10 e 11 de março com os Senadores Renan Calheiros e Romero Jucá e com o ex-Presidente José Sarney, mostra com nitidez que está em execução um plano, com aspectos táticos e estratégicos, para, no plano judicial, articular atuação com viés político junto ao Supremo Tribunal Federal em aspecto específico da Operação Lava Jato e, no plano legislativo retirar do sistema da justiça criminal os instrumentos que estão na base do êxito do complexo investigatório. Os efeitos desse estratagema estão programados para serem implementados com a assunção da Presidência da República pelo Vice-Presidente Michel Temer e deverão ser sentidos em breve, caso o Pode Judiciário não intervenha”, relatou o falecido ministro Teori Zavascki, em 24 de maio de 2016.

O desespero pelos avanços da Operação Lava Jato fizeram com que os membros da orcrim não tivesse mais tempo de executar o plano, denominado Solução Michel, de forma disfarçada e passaram a agir abertamente.

Assim, por exemplo, o objetivo número 1, acima citado, pode ser facilmente identificado nas inúmeras declarações do ministro Gilmar Mendes, que tem trabalhado incansavelmente em prol da Solução Michel, dizendo que vai tentar reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal para que a execução das penas confirmadas em segunda instância deixem de ser aplicadas, dessa forma, contribuindo para que os processos se arrastem rumo a prescrição.

O item 2 dos objetivos da Solução Michel, dificultar que réus celebrem acordos de colaboração tem sido uma busca incansável do grupo criminoso, que lança mão de todos os artifícios para manter os  membros do grupo criminoso calados na prisão,  podemos citar entre tantos, o exemplo da tentativa da compra do silêncio de Nestor Cerveró por Lula da Silva.

O item número 3 dos objetivos da Solução Michel é um dos mais preocupantes, o grupo criminoso planeja convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para destruir o Estado e fundar outro com anistia ampla e irrestrita para todos os criminosos envolvidos nos crimes investigados na Operação Lava Jato.

O objetivo de uma Constituinte é, em último plano, garantir a impunidade, passando por reduzir os poderes do Ministério Público e conceder anistia aos criminosos.

Trecho da colaboração premiada de Sérgio Machado

Romero Jucá e Renan Calheiros, de fato, já iniciaram as tratativas para  propor um Assembleia Nacional Constituinte, como está nos planos do grupo criminoso.

De acordo com os planos do grupo, os ataques à Operação Lava Jato teriam que ser realizados em várias frentes e nos três poderes, Legislativo, Judiciário e Executivo, para que pudessem surtir os efeitos esperados pela organização criminosa, garantir a ampla impunidade por meio da anistia de todos os corruptos investigados.

A ampla anistia almejada pelo grupo fica explícita no trecho da conversa gravada entre Sérgio Machado e Renan Calheiros.

O item número 4, investir contra a lei de leniência, permitindo celebração de acordos independentemente de reconhecimento de crimes, foi uma das primeiras ações de Michel Temer, ainda quando ocupava a Presidência da República interinamente.

O item número 5 visa manter foro privilegiado no STF para os investigados, mesmo que eles não estejam ocupando cargos que lhes garanta foro especial, para mantê-los calados pela garantia de que serão absolvidos pelos ministros cooptados no Supremos Tribunal Federal. Neste mister, chama muita atenção a morte do ministro Teori Zavascki em um acidente de avião mal explicado.

O item número 6 dos objetivos da Solução Michel consiste em se fazer cooptação subreptícia de Ministros da Suprema Corte para assegurar plano de anistiar vários envolvidos, em grande parte agentes políticos, na investigação, o que nos remete ao ministro Ricardo Lewandowscki, que desde o princípio da Solução Michel colaborou com o grupo criminoso para afastar Dilma Rousseff, mas garantir que ela não sofresse as consequências previstas para o pós-impeachment, a proibição para assumir cargos públicos por oito anos.

Assim como a Lewandowscki, esse item nos remete também aos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que têm sido incansáveis trabalhadores em prol da organização criminosa, com suas decisões e militância política, maculando os cargos que ocupam.

Os planos da organização criminosa, agora mais do que nunca, andam aceleradamente.

Você leu primeiro aqui: Solução Michel, o ataque à democracia continua

Você leu primeiro aqui em Verbi Gratia, toda trama diabólica da organização criminosa, a Solução Michel.

Agora que a grande mídia está percebendo o que já noticiamos há muito tempo. Enquanto desacreditavam a colaboração premiada de Sérgio Machado, Verbi Gratia publicava sobre o grande acordo nacional, inclusive com o Supremo,  para estancar a Operação Lava Jato e garantir a impunidade aos investigados.

Desde o início do governo de Michel Temer, este site vem alertado para o grande perigo à democracia brasileira, do plano multipartidário arquitetado pela organização criminosa de Lula da Silva, chamada de Solução Michel.

Descrevemos de forma sucinta aqui, como tudo ocorreu, desde a substituição de Dilma Rousseff por Michel Temer.

Dilma Rousseff havia falhado na função que exercia no grupo criminoso e os membros da orcrim resolveram substui-la na função por alguém que consideravam reunir todas as condições necessárias para executar os planos de destruição da Operação Lava Jato, com a finalidade de garantir impunidade a todos os envolvidos, passando pela destruição do Estado brasileiro por meio de uma Assembleia Nacional Constituinte e fundando um novo Estado que concederia anistia ampla e irrestrita a todos os implicados nos crimes investigados na Lava Jato.

Era o plano perfeito.

Na organização criminosa do comandante máximo, Lula da Silva, os membros que falham, ou são apanhados pela polícia, são imediatamente substituídos por outro, que prossegue realizando a mesma função na orcrim.

Dessa forma, a orcrim garante sua sobrevivência, mesmo com a atuação ostensiva das operações policiais e investigações em curso, como os membros da grupo criminoso são considerados meras peças descartáveis, são sempre substituídos, e a orcrim continua.

Dilma Rousseff foi retirada da Presidência da República porque não estava correspondendo às expectativas do grupo criminoso para destruir a Lava Jato, que ameaça mandar os membros da orcrim de Lula para a cadeia, e a ex-presidente não gozava da simpatia dos membros do Congresso Nacional. A articulação política entre os parlamentares era essencial para que os planos do grupo criminoso investigado na Operação Lava Jato pudéssem prosperar.

Após ter substituído Dilma, que havia falhado e era considerada, por isso, uma doença terminal pelo grupo criminoso da qual faz parte, Michel Temer tratou logo de entrar em ação, era o presidente interino, mas já colocava os planos da organização criminosa em prática, conforme explica o PGR Janot, ”poucos dias após a posse provisória de Michel Temer, o plano delineado pelos integrantes da organização criminosa começou a ser colocado em prática. No dia 14 de maio de 2016 a imprensa noticiava a tentativa de alterar a legislação que rege os acordos de leniência”.

Tudo seguia conforme os planos da organização criminosa de Lula da Silva, Michel Temer, diuturnamente trabalhava para parar a Lava Jato e ainda hoje mantém um ministério composto por investigados na Operação, para lhes garantir poder e foro privilegiado.

Michel Temer tornou o seu governo uma grande galinha mãe, colocando corruptos e criminosos embaixo das asas protetoras de seu governo.

Entre tantas ações e iniciativas de Michel Temer para estrangular a Operação Lava Jato, sem que o povo soubesse, sorrateiramente,  diminuiu os recursos da Polícia Federal, com o objetivo de reduzir o seu poder de ação.

Contudo, a organização criminosa não contava com a colaboração premiada dos colaboradores da J&F, que atrapalhou os planos do grupo criminoso.

Assim como Dilma Rousseff, Michel Temer também falhou, ignorou os riscos de ser apanhado, sentiu-se seguro demais para praticar seus crimes, acreditou na impunidade e caiu, perdeu a capacidade de atuar para destruir a Lava Jato.

Caiu na gravação de Joesley Batista, caiu nas investigações da Operação Lava Jato, e o seu grupo criminoso já articula para substitui-lo na função, assim como fizeram com Dilma Rousseff.

Para a orcrim de Lula, Michel Temer também se tornou uma doença terminal.

O que era a solução, tornou-se um problema.

“”O “acordão” seria feito após a chamada “solução Michel”, isto é, para após a iminente posse de seu correligionário de partido Michel Temer então na interinidade da Presidência da República, os interlocutores planejavam uma série de medidas””, relatou o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

Leia também, Solução Michel, um ataque à democracia

SOLUÇÃO MICHEL: Uma Constituinte em 2018

A hecatombe que se abateu sobre o governo Michel Temer expôs a podridão de seu governo.

O grupo criminoso mentor da Solução Michel entrou em desespero e resolveu acelerar os planos de destruição da Operação Lava Jato e do Brasil.

Entre os objetivos da Solução Michel está a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte em 2018.

O grupo criminoso pretende fundar um novo Estado que lhes garanta a impunidade por meio de anistia ampla e irrestrita, nos mesmos moldes da anistia que foi concedida aos militares e guerrilheiros na transição do regime militar por ocasião da elaboração da Constituição da República de 1988.

De forma ilegítima, o grupo criminoso formado por Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Romero Jucá, Renan Calheiros, Michel Temer, e Lula da Silva, querem usar de um poder ilimitado e incondicionado, do qual não são titulares, uma vez que o titular do Poder Constituinte é o povo, para destruir o Brasil.

Desde quando o grupo criminoso planejou alçar Michel Temer ao cargo de Presidente da República para estancar a Lava Jato e garantir a impunidade a todos os envolvidos nos crimes, estava nos planos do quadrilhão convocar uma Assembleia Nacional Constituinte em 2018.

O grupo criminoso entendeu que mesmo que a Lava Jato seja  estancada hoje, ela já avançou muito e já alcançou a cúpula da organização criminosa, então só há uma maneira de garantir a impunidade a todos os envolvidos, destruir o Estado brasileiro e fundar outro Estado em que os criminosos implicados nos crimes investigados na Lava Jato sejam anistiados e saiam impunes.

O grupo criminoso quer fundar um novo Estado, o Estado da impunidade, é estarrecedor.

Os planos da organização criminosa são do conhecimento do Ministério Público Federal, e sobre a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, escreveu o procurador-geral da República, quando pediu  ao Supremo Tribunal Federal para investigar parte do grupo criminoso, Romero Jucá, Renan Calheiros, Sérgio Machado e José Sarney.

As provas trazidas à tona com a presente colaboração revelam o ápice dessa prática. Valer-se do poder constituinte originário para se proteger da persecução criminal estatal decerto representa uma das mais graves modalidades de desvio de finalidade já vista na história do Brasil Uma assembleia constituinte, emanação do poder constituinte originário, é manifestação de poder político de extrema excepcionalidade, correspondendo à ruptura com a ordem constitucional anterior, como no caso de revoluções ou golpes de estado. Note-se a gravidade da trama engendrada pelos integrantes da organização criminosa: as conversas gravadas desvelam esquema em curso voltado não apenas para “estancar” a Lava Jato, mas também para “cortar as asas” do Ministério Público e do Poder Judiciário, que significa interferir no livre funcionamento e nos poderes desses órgãos”, revelou Rodrigo Janot.

Conheça os planos da organização criminosa de Lula da Silva, que foram revelados pelas investigações do Ministério Público Federal e listados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Pet. N° 6.323 – 3/2/2017.

De acordo com a colaboração premiada de Sérgio Machado, a partir da qual o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou petição ao Supremo Tribunal Federal para abrir procedimento investigatório contra Sérgio Machado, Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney, o plano da organização criminosa de obstrução para paralisar a Operação Lava Jato, a “Solução Michel”, tinha os seguintes objetivos, conforme relatou Janot ao STF:

1- Atingir, por medida legislativa, a decisão do pleno STF no julgamento do Habeas Corpus n° 126292, de forma a impedir o início de cumprimento das penas após confirmação da apenação criminal por Tribunal de segundo grau de jurisdição;

2- Dificultar que os investigados e réus celebrem acordos de colaboração premiada;

3- Rever e reduzir os poderes do Ministério Público, mediante convocação de nova Constituinte;

4- Investir contra a lei de leniência, permitindo celebração de acordos independentemente de reconhecimento de crimes;

5- Atuação junto ao STF, notadamente ao então Ministro Teori Zavascki (falecido) a fim de determiná-lo, por meio ou razões não jurídicas, a manter sob sua competência, mesmo sem regra atrativa de competência, pessoa não detentora de foro por prerrogativa de função e, com isso, convencê-lo (o colaborador) a não celebrar acordo de colaboração; e,

6- Cooptação subreptícia de Ministros da Suprema Corte para assegurar plano de anistiar vários envolvidos, em grande parte agentes políticos, na investigação.

SOLUÇÃO MICHEL: Senador Ricardo Ferraço foi citado na delação de Sérgio Machado

Ricardo Ferraço

A Solução Michel foi uma trama diabólica e desesperada dos implicados nas investigações da Operação Lava Jato, para alçar Michel Temer à Presidência da República, um grande acordo nacional com o Supremo, com todos, para estancar a operação e garantir a impunidade aos envolvidos nos crimes investigados.

Quando o grupo criminoso buscava uma saída pela porta da impunidade constataram que para a Solução Michel dar certo, o “acordão” deveria envolver a todos.

Com relação à participação do PSDB nesse “acordão”, Romero Jucá fez referência direta a conversa mantida com os dirigentes do partido.

Essa conversa foi gravada e faz parte da colaboração premiada de Sérgio Machado.

Na conversa entre Sérgio Machado e o senador Romero Jucá,  o senador demonstra a preocupação dele e de Lula em busca de uma saída para sobreviverem à Lava Jato.

Em seguida, Jucá deixa claro que o acordo envolveria também as principais figuras do PSDB, entre elas, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que foi classificado ironicamente por Jucá como “psdebista histórico”.

Romero Jucá intenta tirar proveito da figura de Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que estaria, ao lado de Aécio Neves, Aloysio Nunes, José Serra e Cássio Cunha Lima, disposto a apoiar o “acordão” da impunidade.

O tempo mostrou que a trama do grupo se concretizou, logo que Michel Temer assumiu a Presidência da República, recebeu o apoio do PSDB  que passou a integrar o governo, fazia parte do “acordão”.

No momento em que o presidente Michel Temer está prestes a cair, o PSDB, capitaneado por Fernando Henrique Cardoso, reluta para não deixar a base de apoio.

O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que é o relator da reforma trabalhista, sai em socorro à Michel Temer, fazendo de tudo para dar ares de normalidade em meio a hecatombe que se abateu sobre o governo de Michel Temer e forçando o andamento de uma reforma em momento crítico, em que nada vai adiante enquanto Michel Temer for o presidente.

Mesmo não havendo clima, nem condições favoráveis para se fazer nenhuma reforma, Ferraço cumpre o seu papel no “acordão” dando andamento na reforma trabalhista, para tentar dar sobrevida ao presidente Michel Temer, que perdeu todas as condições de se manter no cargo, diante das provas de seu envolvimento nos crimes perpetrados e confessados pelo criminosos colaboradores da JBS.

SOLUÇÃO MICHEL: MICHEL TEMER É DOENÇA TERMINAL

A base aliada está partindo em debandada.

O presidente Michel Temer agoniza no cargo.

O povo, o mercado e a imprensa já discutem como se dará o processo de substituição.

Michel Temer é também uma doença terminal, a mesma doença terminal que no passado recente foi chamada de Dilma Rousseff.

Sérgio Machado na conversa que teve com Renan Calheiros, quando a situação de Dilma Rousseff no governo se tornou insustentável, afirmou que Dilma era uma doença terminal, porque havia perdido totalmente a capacidade de articular com o Congresso para destruir e paralisar a Operação Lava Jato.

O diálogo é estarrecedor e imprescindível para que se tenha melhor compreensão do que acontece com Michel Temer, que também tornou-se uma doença terminal.

Como todos sabem, Michel Temer foi alçado ao cargo de Presidente da República com a missão de executar a Solução Michel, grande acordo nacional com o Supremo, com todos, para destruir a Operação Lava Jato e garantir a impunidade de todos os envolvidos. Assim como sua antecessora, Temer falhou, embora ele tenha conseguido alguns avanços na execução dos planos do grupo criminoso, esses avanços não foram suficientes para destruir a Lava Jato.

Na máfia vermelha, quem falha é substituído imediatamente por outro membro, para que os planos criminosos não deixem de seguir o seu curso.

Agora a organização criminosa intenta colocar o seu comandante máximo na Presidência da República para realizar os objetivos da Solução Michel. Será mais uma empreitada fracassada da orcrim, que hoje, pode ser definida com uma palavra, desespero.

No vídeo abaixo, ficam claros os planos do grupo criminoso que buscava uma saída para a crise pelas portas da impunidade.

 

SOLUÇÃO MICHEL: O plano do grupo criminoso para destruir a Lava Jato deu errado

Michel Temer foi alçado à Presidência da República, levado pelas mãos do réu preso Eduardo Cunha, do réu solto Lula da Silva, do criminoso colaborador Sérgio Machado e dos investigados José Sarney, Romero Jucá e Renan Calheiros, entre outros apoiadores do PSDB e de outros partidos, num “grande acordo nacional com todos, inclusive com o Supremo” para destruir a Lava Jato e garantir a impunidade a todos os membros da organização criminosa que se infiltrou nas instituições do Estado.

Os planos não deram certo, a bomba explodiu e o caldo entornou, Michel Temer não contava que os seus amigos gravassem as conversa espúrias em que ele negociava propina e chancelava a compra de silêncio de réus presos.

A Solução Michel deu errado.

SOLUÇÃO MICHEL: Michel Temer ataca a Lava Jato por meio de críticas ao instituto da colaboração premiada

O presidente Michel Temer em entrevista concedida à Rede Vida e que foi ao ar na segunda-feira (15/5), criticou o importantíssimo instrumento de investigação de organizações criminosas, o instituto da colaboração premiada.

Temer de forma totalmente equivocada e no papel de executor da Solução Michel (grande acordo nacional para destruir a Lava Jato), afirmou que o uso da colaboração premiada tinha que ser “excepcional”, mas se “banalizou”. E disse ainda, que as colaborações viraram “feijão com arroz”.

Michel Temer foi citado diversas vezes por colaboradores da justiça como agente e partícipe de práticas delituosas e deveria estar sendo investigado, não fosse o procurador-geral Rodrigo Janot ter, ilegitimamente, atuado como uma espécie legislador constitucional para blindar presidentes, mudando a letra da Constituição, por sua própria conta.

Michel Temer usa as críticas infundadas ao uso do instrumento de investigação de organizações criminosas para atingir de forma velada e sorrateira as investigações realizadas no âmbito da Operação Lava Jato.

Primeiramente, faz-se necessário dizer que a colaboração premiada é um importantíssimo instrumento de investigação voltado à desestruturar e banir organizações criminosas, que sem as colaborações de integrantes da própria sociedade criminosa não seriam banidas e seguiriam praticando impunemente seus crimes.

O instituto da colaboração premiada, embora já pudesse ser encontrado, de forma esparsa, no ordenamento jurídico brasileiro desde as ordenações filipinas, foi consolidado e especificamente regulamentado como instrumento voltado para investigações de organizações criminosas pela Lei Nº 12.850/2013.

Dessa forma, esse importantíssimo instrumento de investigação pode e deve ser usado todas as vezes que se fizer necessário, e quando não houver outra forma de combater a impunidade, nesse ponto, surge a excepcionalidade do uso da colaboração premiada, no sentido de ser ultima ratio das investigações, para não se optar pela impunidade.

No entanto, não por isso, pode-se dizer que o instituto foi banalizado no Brasil, ao contrário, ele tem sido muito bem aplicado, e por vezes, muitos voluntários a colaboração tem tido suas colaborações recusadas, o que comprova que seu uso não é banal.

Ainda assim, as autoridades têm utilizado bastante esse instrumento de investigação, porque há uma enorme e poderosa organização criminosa que tomou o Estado brasileiro e se infiltrou como um câncer       no aparelho estatal, de forma quase generalizada. Isso, de nenhuma forma caracteriza a banalização do instituto da colaboração premiada, como sugere o presidente citado em delações, ao contrário, só demonstra a sua importância e imprescindibilidade no combate ao crime organizado.

É muito importante consignar que a finalidade do instituto da colaboração premiada é o combate ao crime, desfazer sociedades criminosas por meio de uma ruptura entre o agente criminoso e a organização criminosa do qual faz parte, nunca, o instituto é meio utilizado para deixar um criminoso impune, embora seja uma necessidade conceder prêmios de redução de penas e até perdão judicial como incentivo à colaboração, para aquele que, de livre e espontânea vontade, resolve romper com seu grupo criminoso para colaborar com a Justiça.

É muito preocupante quando um ocupante do cargo de Presidente da Repúblico se presta a criticar as leis de seu país e as instituições e institutos de combate ao crime. Isso só teria sentido, se e somente se, o próprio mandatário fosse também um criminoso.

Michel Temer não tem envergadura moral para criticar os instrumentos de investigação e de combate ao crime, quando é citado em diversas delações e mantém 8 ministros investigados na Operação Lava Jato nos cargos.

A forma como Michel Temer foi alçado à Presidência da República, levado pelas mãos do réu preso Eduardo Cunha, do réu solto Lula da Silva, do criminoso colaborador Sérgio Machado e dos investigados José Sarney, Romero Jucá e Renan Calheiros, entre outros apoiadores do PSDB e de outros partidos, num “grande acordo nacional com todos, inclusive com o Supremo” para destruir a Lava Jato e garantir a impunidade a todos os membros da organização criminosa que se infiltrou nas instituições do Estado, não faz do presidente a pessoa mais indicada para criticar os instrumentos de investigação e a forma como são utilizados e aplicados no combate ao crime organizado, organizado inclusive, para destruir o Estado brasileiro.



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Eduardo Cunha revelou como Michel Temer participou diretamente da derrubada de Dilma Rousseff

Eduardo Cunha

Edurado Cunha escreveu uma carta de punho próprio para desmentir as declarações de Michel Temer em entrevista concedida à Rede Bandeirantes no último sábado, 15 de abril.

Cunha deu detalhes da reunião marcada por Michel Temer com o criminoso colaborador Márcio Faria da Silva, ex-executivo da Odebrecht, da qual participou junto com Henrique Alves a convite de Temer.

Na entrevista, Temer negou ter tido qualquer influência no pedido de impeachment da ex-presidente.

Na carta, Eduardo Cunha desmente o presidente e narra como se deu a participação direta de Michel Temer na derrubada de Dilma Rousseff da Presidência da República.

Era a “Solução Michel” que entrava em execução.

Leia a íntegra da carta de Eduardo Cunha.

Com relação a entrevista do sr. Presidente da República à Rede Bandeirantes no último sábado, dia 15 de abril, repetida no domingo, tenho a esclarecer o que se segue:
Lamento que nesta data, onde se completa um ano da votação da abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, comandada por mim, tenha de vir a público desmentir o presidente que assumiu o cargo em decorrência desse processo.
Não existiu o diálogo descrito pelo presidente com relação aos fatos sobre o impeachment e o meu livro detalhará todos os fatos reais sobre o impeachment em ordem cronológica com farta comprovação.
O verdadeiro diálogo ocorrido sobre o impeachment com o então vice-presidente, às 14h da segunda-feira 30 de novembro de 2015, na varanda do Palácio do Jaburu, 48 horas antes da aceitação da abertura do processo de impeachment, foi submeter a ele o parecer preparado por advogados de confiança mútua, foi debatido e considerado por ele correto do ponto de vista jurídico.
Com relação a reunião com o Executivo da Odebrecht, o presidente se equivocou nos detalhes. A referida reunião não foi por mim marcada, embora tivesse tido várias outras reuniões sobre doações marcadas por mim. Nesse caso, o fato é que estava em São Paulo, juntamente com Henrique Alves e almoçamos os três juntos no restaurante Senzala, ao lado do escritório político dele após outra reunião e fomos convidados eu e o Henrique a participar dessa reunião já agendada diretamente com ele.
Efetivamente na referida reunião não se tratou de valores nem referência a qualquer contrato daquela empresa. A conversa girou sobre a possibilidade de possível doação e não corresponde a verdade o depoimento do executivo.

Michel Temer faz parte do plano para destruir a Lava Jato

O presidente Michel Temer aproveitou entrevista que concedeu à rádio JovemPan para negar o inegável, de que tenha participado de acordão para destruir a Lava Jato.

“Fazer um acordão para solucionar os problemas que hoje estão entregues ao Judiciário, ao Ministério Público e acabar com o que está aí é absolutamente inviável. Eu não participo, não promovo e jamais fui questionado ou perguntado a respeito disso, se toparia fazer uma coisa dessa natureza”, declarou Temer.

“Acordão”

A “Solução Michel”,  revelada pelas investigações do Ministério Público Federal – MPF, deixa claro que Michel Temer faz parte do “grande acordo com todo mundo”, inclusive com o Supremo Tribunal Federal, para destruir a Lava Jato e garantir a impunidade dos envolvidos.

Saiba como foi arquitetado o plano da organização criminosa aqui.

Leia aqui a manifestação do MPF que explica o plano da organização criminosa para obstruir a Operação Lava Jato.

Solução Michel, um ataque à democracia

Publicado em 26/03/2017 – 00h15

 

 

A “Solução Michel”, um ataque à democracia, foi o “grande acordo nacional” envolvendo a todos, inclusive o STF, que afastou Dilma Rousseff e alçou Michel Temer à Presidência da República com a finalidade de destruir a Lava Jato e garantir a impunidade a todos os corruptos envolvidos no esquema investigado pela mega operação.

É claro que, com isso, não estamos dizendo que não havia motivos para o impeachment de Dilma Rousseff, ao contrário, havia. Motivos que iam muito além daqueles escolhidos milimetricamente por Eduardo Cunha para aceitar a acusação e submeter ao juízo de admissibilidade da Câmara dos Deputados.

Havia motivos de sobra para o afastamento da presidente ilegítima, tão ilegítima quanto o seu sucessor e companheiro de chapa.

Para entendermos bem a trama, é necessário destacar alguns pontos importantes.

O primeiro ponto é saber o que é a “Solução Michel” e como ela surgiu.

Depois é preciso admitir a ilegitimidade de Dilma Rousseff e de Michel Temer, eleitos por campanhas irrigadas com dinheiro de propina.

Faz-se necessário ainda entender que foi um grupo criminoso, formado por Sérgio Machado, Renan Calheiros, Romero Jucá, José Sarney e Lula da Silva que criou a “Solução Michel” e tramou a substituição de Dilma Rousseff por Michel Temer com o objetivo principal de destruir a Lava Jato.

“Solução Michel”

Trecho do diálogo entre Sérgio Machado e Romero Jucá:

SERGIO MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel.

ROMERO JUCÁ – Só o Renan que está contra essa porra. Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

SERGIO MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

ROMERO JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.

SERGIO MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.

ROMERO JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.

“O “acordão” seria feito após a chamada “solução Michel”, isto é, para após a iminente posse de seu correligionário de partido Michel Temer então na interinidade da Presidência da República, os interlocutores planejavam uma série de medidas”, relatou o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

O grupo criminoso de Sérgio Machado concluiu que era preciso fazer um “grande acordo nacional” que envolveria membros PSDB, PT, PMDB e membros dos demais partidos que estivessem implicados no esquema de corrupção. Esse acordão envolveria inclusive o STF.

Fizeram um acordão para colocar Michel Temer na Presidência da República com a missão de paralisar a Lava Jato para lhes garantir a impunidade, inclusive a de Lula e Dilma.

Segundo o então ministro relator da Lava Jato, Teori Zavascki (falecido), antecessor de Edson Fachin na relatoria, as gravações apresentadas e declarações de Sérgio Machado no seu termo de delação número 10, fez sobressair o plano relativo à obstrução da Operação Lava Jato, o que posteriormente passou a ser denominado de Solução Michel.

“Esse termo conjugado com as conversas gravadas mantidas com o colaborador nos dias 23 e 24 de fevereiro e 10 e 11 de março com os Senadores Renan Calheiros e Romero Jucá e com o ex-Presidente José Sarney, mostra com nitidez que está em execução um plano, com aspectos táticos e estratégicos, para, no plano judicial, articular atuação com viés político junto ao Supremo Tribunal Federal em aspecto específico da Operação Lava Jato e, no plano legislativo retirar do sistema da justiça criminal os instrumentos que estão na base do êxito do complexo investigatório. Os efeitos desse estratagema estão programados para serem implementados com a assunção da Presidência da República pelo Vice-Presidente Michel Temer e deverão ser sentidos em breve, caso o Pode Judiciário não intervenha”, relatou o falecido ministro Teori Zavascki, em 24 de maio de 2016.

Dessa forma, de acordo com a colaboração premiada de Sérgio Machado, a partir da qual o procurador-geral Rodrigo Janot enviou petição ao Supremo Tribunal Federal para abrir procedimento investigatório contra Sérgio Machado, Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney, o plano da organização criminosa de obstrução para paralisar a Operação Lava Jato, a “Solução Michel”, tinha os seguintes objetivos, conforme relatou Janot ao STF:

  • Atingir, por medida legislativa, a decisão do pleno STF no julgamento do Habeas Corpus n° 126292, de forma a impedir o início de cumprimento das penas após confirmação da apenação criminal por Tribunal de segundo grau de jurisdição;
  • Dificultar que os investigados e réus celebrem acordos de colaboração premiada;
  • Rever e reduzir os poderes do Ministério Público, mediante convocação de nova Constituinte;
  • Investir contra a lei de leniência, permitindo celebração de acordos independentemente de reconhecimento de crimes;
  • Atuação junto ao STF, notadamente ao então Ministro Teori Zavascki (falecido) a fim de determiná-lo, por meio ou razões não jurídicas, a manter sob sua competência, mesmo sem regra atrativa de competência, pessoa não detentora de foro por prerrogativa de função e, com isso, convencê-lo (o colaborador) a não celebrar acordo de colaboração; e,
  • Cooptação subreptícia de Ministros da Suprema Corte para assegurar plano de anistiar vários envolvidos, em grande parte agentes políticos, na investigação.

 

Sérgio Machado: “Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel.”

Dessa forma, é um grande engano pensar que fomos nós, o povo, com as manifestações de protesto contra o governo Dilma, que destituímos a ex-presidente.

A verdade é que Dilma Rousseff foi arrancada da Presidência da República pelo grupo criminoso criador da “Solução Michel”, não fosse isso, mesmo com todos os crimes (comuns e de responsabilidade), equívocos e impopularidade, Dilma Rousseff, hoje, ainda seria a Presidente da República.

Dilma Rousseff foi retirada da Presidência porque não estava correspondendo às expectativas do grupo criminoso para destruir a Lava Jato, que ameaça mandar os membros da orcrim de Lula para a cadeia, e a ex-presidente não gozava da simpatia dos membros do Congresso Nacional. A articulação política entre os parlamentares era essencial para que os planos do grupo criminoso, investigado na Operação Lava Jato, pudessem prosperar.

De acordo com os planos do grupo, os ataques à Operação Lava Jato teriam que ser realizados em várias frentes e nos três poderes, Legislativo, Judiciário e Executivo, para que pudessem surtir os efeitos esperados pela organização criminosa, garantir a ampla impunidade por meio da anistia de todos os corruptos investigados.

A ampla anistia almejada pelo grupo fica explícita no trecho da conversa gravada entre Sergio Machado e Renan Calheiros.

SERGIO MACHADO — Me disseram que vai. Que na leniência, vão botar as outras pessoas pra falar, agora, meu trato com essas empresas RENAN é com os donos, é que se botarem vai ser uma merda geral, que eu nunca falei com executivo.

RENAN – É, não vão botar não (…) E da leniência (…), a leniência não tá clara ainda, ela é unia das coisas que tem que entrar no pacote.

SERGIO MACHADO — No pacote… E tem que, Renan, como foi feito na anistia dos militares, o processo de decisão (….) passar o Brasil a limpo, daqui pra frente é assim e pra trás, porque se não esse pessoal vai ficar eternamente com a espada na cabeça, não importa o governo nível de governo, tudo é igual.

Nessa Linha, relatou o procurador-geral Rodrigo Janot:

“Mas agora há dado novo aterrador, duas das mais relevantes lideranças congressionais do País estão trabalhando por essas medidas com o objetivo declarado de impedir o avanço da Operação Lava Jato em seu desfavor e no do conjunto da classe política. Não se trata apenas de subordinar o interesse público ao interesse individual, trata-se de subordinar o mais legítimo interesse público ao mais espúrio interesse individual, de integrantes de organização criminosa objeto de investigação em curso. Não bastasse a trama para mudar a legislação, os Senadores Renan Calheiros e Romero Jucá e o ex-Presidente José Sarney ainda revelam o plano de incluir o Supremo Tribunal Federal, reserva necessária de sobriedade institucional, na costura politica de um grande acordo espúrio para evitar o avanço do complexo investigatório“.

Sendo assim, com os enormes avanços da Operação Lava Jato, que se aproximava e se aproxima cada vez mais do topo da organização criminosa, era preciso que o grupo criminoso fizesse alguma coisa urgente para parar a Operação.

A saída encontrada foi a substituição de Dilma por Temer, que na opinião da quadrilha teria mais capacidade para executar o plano de paralisação da Lava Jato, única via para a impunidade almejada por todos.

Afastamento de Dilma Rouseff

A conjuntura era a ideal para afastar Dilma Rousseff e criaria a ideia de que o povo é quem a estava destituindo.

O povo estava nas ruas, Dilma não ultrapassava 8% de aceitação razoável nas pesquisas de popularidade, a maioria dos membros do Congresso Nacional atolada na lama da corrupção e odiando Dilma, o apoio de membros do STF e a presença de Michel Temer, amigo do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e vice-presidente da República, sucessor natural e constitucional de Dilma.

Os dois nomes que poderiam se opor ao “golpe” seriam, Renan Calheiros, por não gostar de Michel Temer e de sua amizade com Eduardo Cunha; e Lula da Silva, que teria que arriscar transferir o poder ao PMDB sem uma garantia de retomada.

Contudo, ao final, Renan Calheiros e Lula da Silva tiveram de se convencer que não havia outra saída para que os planos de destruição da Lava Jato pudessem prosperar, uma vez que Dilma Rousseff perdera toda capacidade de articulação no Congresso Nacional e não tinha o apoio popular, era mesmo considerada pelo grupo criminoso como uma “doença terminal”.

Assim, o grupo criminoso estava com a faca e o queijo nas mãos, Dilma foi condenada pela cúpula da orcrim a deixar o cargo, mas ela se recusava deixar o Poder, abdicar do cargo, renunciar, então o único jeito encontrado foi levar adiante o processo de impeachment para dar aparências de legalidade ao golpe, o que, de fato, se não considerarmos os aspectos constitucionais que foram desrespeitados, o processo transcorreu dentro de certos limites legais, até porque não faltavam crimes e irregularidades para enquadrar Dilma Rousseff.

Tudo foi feito “por dentro”, com se diz no jargão da máfia institucionalizada, quando se utiliza dos mecanismos da própria democracia para corrompê-la e praticar ilícitos com aparência de legalidade, v.g., as doações de propinas registradas de acordo com os preceitos da lei eleitoral, misturando-se o crime de caixa 2 com lavagem de dinheiro.

Dilma Rousseff, apesar de condenada pela máfia, era um membro importante da orcrim e que sabia demais, não poderia ser simplesmente descartada.

Surgiu um problema, o que fazer com Dilma Rousseff?

A Solução Michel começa a ser executada…

O mesmo grupo criminoso que decidiu afastá-la, também queria poupar Dilma das consequências do impedimento, a suspensão dos seus direitos políticos. E foi assim que ocorreu um dos primeiros atos ilegais de Renan Calheiros, adotados no processo de impecahment, transferir todas as decisões do processo para o ministro Ricardo Lewandowscki.

Transferindo poderes para Lewandowscki…

O parágrafo único do artigo 52 da Constituição da República dispõe:

“Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.”

Eis a primeira inconstitucionalidade.

Renan Calheiros transferiu a presidência do Senado Federal para o então presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowscki, tão logo o processo de impeachment foi instaurado no Senado, na parte que se referisse à matéria.

Todas as decisões, que se referissem ao impeachment de Dilma Rousseff passaram a ser tomadas pelo ministro Ricardo Lewandowscki.

Uma medida totalmente inconstitucional, uma vez que a Constituição da República no artigo supracitado limita expressamente a atuação do presidente do STF no processo, devendo este proferir a condenação, do qual inferimos que o presidente da Suprema Corte deverá participar tão somente da sessão-julgamento em que se colherá 2/3 dos votos dos membros do Senado Federal, quando senadores respondem ‘sim’ ou ‘não’ à pergunta formulada pelo presidente do STF, sobre se Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade no exercício do mandato de Presidente da República.

O artigo 59 da Lei n.1079/50 confirma essa interpretação quando dispõe:

“Decorridos esses prazos, com o libelo e a contrariedade ou sem eles, serão os autos remetidos, em original, ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, ou ao seu substituto legal, quando seja ele o denunciado, comunicando-se-lhe o dia designado para o julgamento e convidando-o para presidir a sessão.”

O inciso III do artigo 380 do Regimento Interno do Senado Federal dispõe para julgamento dos crimes de responsabilidade de Presidente da República e outras autoridades o seguinte:

“a comissão encerrará seu trabalho com o fornecimento do libelo acusatório, que será anexado ao processo e entregue ao Presidente do Senado Federal, para remessa, em original, ao Presidente do Supremo Tribunal Federal, com a comunicação do dia designado para o julgamento;

Dessa forma, fica claro que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowscki, somente deveria ter assumido a presidência do Senado Federal para presidir a sessão-julgamento e nunca antes disso.

Renan Calheiros declinou da presidência antes do momento constitucionalmente previsto, descumpriu, portanto, a Constituição da República, a lei específica e o Regimento Interno do Senado Federal.

Depois de revelada a Solução Michel, tudo se esclarece, os motivos de Renan Calheiros declinar da condução do processo de impeachment de Dilma Rousseff foram dois, o primeiro foi para não irritar mais ainda Dilma Rousseff com quem Renan Calheiros manteve longa parceria; o segundo e principal motivo era contar com a expertise (para não dizer esperteza) de Ricardo Lewandowscki no momento crucial e premeditado de rasgar a Constituição para afastar Dilma Rousseff definitivamente da Presidência, mas preservá-la da inabilitação por oito anos para o exercício de função pública.

Lewandowscki e Renan inventaram um destaque da Constituição para fazer votação em separado do afastamento e da inabilitação por oito anos para exercer função pública, aberração jamais vista, um destaque de lei aprovada (no caso ainda mais grave, feito na Constituição da República).

Naquele momento, a “Solução Michel” já estava em curso, era o “grande acordo nacional” envolvendo a todos que seriam implicados nas investigações da Lava Jato, de todos os partidos, inclusive o STF.

Renan e Lewandowscki, do Plenário do Congresso Nacional, por ocasião da sessão-julgamento do impeachment da Presidente da República, rasgaram a Constituição da República Federativa do Brasil para não cumprir norma expressamente prevista na Carta Política.

Michel Temer era o presidente interino, mas já colocava os planos da organização criminosa em prática…

“Poucos dias após a posse provisória de Michel Temer, o plano delineado pelos integrantes da organização criminosa começou a ser colocado em prática. No dia 14 de maio de 2016 a imprensa noticiava a tentativa de alterar a legislação que rege os acordos de leniência”, relatou o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

Deu no Estadão:

“Por consenso, governo Temer quer elaborar nova MP de leniência”

“O governo Michel Temer planeja elaborar uma nova medida pro-visória para disciplinar acordos de leniência com empresas envol- vidas em casos de corrupção, entre elas as empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.
Essa será uma das tarefas do novo Ministério da Fiscalização, Transparência e Controle, comandado pelo ministro Fabiano Silveira, de 41 anos.
O novo texto será produzido sob a supervisão da Casa Civil, che- fiada pelo ministro Eliseu Padilha. O principal objetivo é buscar um consenso em torno do tema.
Até agora, isso não foi possível devido a divergências entre o Tri- bunal de Contas da União (TCU), o Ministério Público Federal (MPF) e a extinta Controladoria-Geral da União (CGU) – que, no governo Temer, passou a se chamar Ministério da Transparên- cia.
A indicação de Silveira partiu do ministro do Planejamento, o se- nador Romero Jucá, um dos investigados na Lava Jato. Conforme o jornal “O Estado de S. Paulo” apurou, uma das razões da esco- lha foi ter bom trânsito no TCU.
A nomeação contou com o apoio de dois ministros da corte de contas:Vital do Rego (ex-senador do PMDB-PB) e Bruno Dan- tas, que foi seu colega na Consultoria do Senado. Silveira também tem boa relação com os ministros Walton Alencar Rodrigues e Raimundo Carreiro, do TCU.
Previstos na Lei Anticorrupção, aprovada no primeiro mandato de Dilma Rousseff, os acordos de leniência preveem que empresas envolvidas em corrupção mantenham contratos com o poder público, desde que admitam a participação em ilícitos, colaborem com as investigações e se comprometam a restituir os danos ao erário, além de outras exigências.
governo da agora presidente afastada cedeu a pressões das empreiteiras da Lava Jato e, no fim do ano passado, editou uma MP incluindo no texto regras de interesse das investigadas, como a permissão para voltar a prestar serviços para o poder público.
MPF contestou, argumentando que as mudanças favoreciam uma cultura de impunidade em casos de corrupção. O novo texto também irritou ministros do TCU porque determinou que o governo só comunicasse à corte de contas sobre os acordos após concluí-los.
No início do ano, o tribunal havia aprovado regra determinando que cada passo da negociação com as empresas lhe fosse comunicado.
O governo precisará convencer o Judiciário e, sobretudo, o Ministério Público de que uma nova norma vai permitir uma punição “pedagógica”, sem inviabilizar o funcionamento de empresas que prestam serviços a governos federal, estaduais e municipais, gerando empregos.
O novo ministro da Transparência soma pontos a seu favor para as tratativas com esses órgãos. Silveira já integrou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e, atualmente, cumpria mandato no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Os dois órgãos têm como função controlar e fiscalizar, respectivamente, a atuação de procuradores e promotores e de magistrados.
No CNJ, Silveira – que é doutor em Direito – atuava como uma espécie de braço direito do presidente do conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.
Como o ministro da Suprema Corte, Silveira é defensor da corrente jurídica “garantista”. Ele, inclusive, foi aluno do mentor do garantismo, o italiano Luigi Ferrajoli.” (As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”)

O abrandamento da lei de leniência, segundo Sérgio Machado, era uma das vertentes de atuação do grupo criminoso para implementação do “acordão”.

Dilma é afastada definitivamente e Michel Temer assume a Presidência da República com um único objetivo, implementar os objetivos da Solução Michel.

A montagem do ministério do governo de Michel Temer deixa muito claro que o “acordão” se consolidou, Temer nomeou ministros implicados nos crimes investigados na Lava Jato, deu amplo espaço em seu governo para nomes do PSDB também envolvidos no esquema das propinas e se transformou na personificação da “Solução Michel”, uma ilha cercada de corruptos por todos os lados.

A estrutura mecânica do governo Temer foi montada, se sai um corrupto outro entra imediatamente para garantir que o plano da impunidade continue seu curso, o mesmo mecanismo inventado por Lula na gênese da orcrim, as peças são descartáveis, mas o aparelho corrupto não para.

Uma constituinte para destruir o Estado Brasileiro e fundar um novo Estado que garanta a impunidade do grupo criminoso…

A colaboração premiada de Sérgio Machado revelou, por meio de gravações de conversas com membros de seu grupo criminoso, a trama de um plano multipartidário com atuação em todas as esferas do Poder para obstruir o avanço da Operação Lava Jato.

Entre as várias formas de atuação nos três poderes para obstruir o avanço da Operação, chama a atenção a pretensão do grupo em lançar mão do poder constituinte, de forma artificial e ilegítima, para reduzir as atribuições do Poder Judiciário e do Ministério Público.

Os membros da organização criminosa planejavam invocar o poder constituinte originário, cuja a titularidade pertence somente ao povo, para impedir a atuação estatal na persecução penal que inevitavelmente chegaria até Romero Jucá e a todo o seu grupo criminoso.

É de fato estarrecedor quando se revela que essa organização criminosa não se furtaria de destruir o Estado brasileiro, atentando contra a ordem constitucional instituída, para fundar um novo Estado que lhe garantisse a impunidade.

O Poder constituinte é o poder inicial, autônomo, ilimitado, incondicionado, pelo qual um povo manifesta sua vontade soberana para se organizar política, social e juridicamente, fundando um Estado.

Na colaboração premiada de Sérgio Machado, é possível verificar que o grupo criminoso intenta instalar uma Constituinte em 2018, último ano do governo do presidente Michel Temer.

Fica claro nos diálogos entre Sérgio Machado e Romero Jucá, que o senador articula para instalar uma Constituinte em 2018.

A primeira investida para instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte partiu dos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Miro Teixeira (Rede-RJ), que em dezembro de 2016 apresentaram a ideia esdrúxula, mas recuaram diante do tamanho levante contra a monstruosidade.

Os deputados, velhos aliados de Eduardo Cunha, amigo de Michel Temer, queriam a convocação e a instalação de uma Assembleia Nacional Constituinte a partir de fevereiro de 2017 e chegaram até a protocolar uma Proposta de Emenda à Constituição – PEC 298/16 para que a Assembleia Constituinte decidisse, preferencialmente, sobre reformas política e eleitoral, tudo o que eles precisam para destruir a Lava Jato.

Uma verdadeira aberração jurídica, uma asneira fenomenal, as duas figuras do cenário político, achavam que tinham legitimidade para convocar o Poder Constituinte, cuja titularidade pertence somente ao povo.

Na verdade, como duas hienas travestidas de deputados, Rosso e Teixeira queriam se apropriar do poder que só pertence ao povo, para concederem a si mesmos poderes ilimitados e incondicionados, para fazer e acontecer na Constituição.

Não tem tese doutrinária que consiga explicar a aberração proposta pelo deputados, Constituinte por meio de PEC para alterar uma parte da Constituição. O fato é que a aberração poderia ser tudo, menos uma Assembléia Nacional Constituinte, seja pela falta de legitimidade dos deputados para invocar o Poder Constituinte, seja pelo meio encontrado para agir de forma ilimitada e incondicional, o que já descaracterizaria o rito das PECs, uma aberração mesmo, um golpe parlamentar descarado e criminoso.

Embora tenham recuado, a ideia não está morta, espreita atrás do muro, está apenas aguardando um momento propício para ressurgir das sombras.

Assim, a alçada de Michel Temer à Presidência da República foi um grande golpe na democracia, movimentações nas sombras para colocar em prática a “Solução Michel”.

Os reais motivos do afastamento de Dilma Rousseff surgiram da necessidade urgente do grupo criminoso, que conspirou para destituí-la, em buscar uma forma de obstruir os avanços da Operação Lava Jato, que inexoravelmente os alcançará a todos, inclusive a própria Dilma Rousseff.

O Estado brasileiro está apodrecido, há um plano de impunidade em curso, raros são os políticos que não estão envolvidos no esquema criminoso, a corrupção se generalizou e contaminou o sistema político e a ordem constitucional.

Afirmou Rodrigo Janot em mensagem enviada a seus colegas do MPF no dia 14 de março de 2017:

“A expectativa em relação ao encaminhamento que daríamos aos depoimentos decorrentes do acordo da Odebrecht tem provocado muita apreensão no meio político, na imprensa e na sociedade de forma geral. As revelações que surgem dos depoimentos, embora já fossem presumidas por muitos, lançadas assim à luz do dia, em um procedimento formal perante a nossa Suprema Corte, nos confrontarão com a triste realidade de uma democracia sob ataque e, em grande medida, conspurcada na sua essência pela corrupção e pelo abuso do poder econômico e político.”

Dilma Rousseff grita aos quatro cantos do mundo que foi vítima de um golpe, mas em nenhum momento a presidente cassada explicita claramente os atos golpistas dos quais se diz vítima, não faz porque não pode, e não pode porque ela é também um membro da organização criminosa que a destituiu e a beneficiou, quando deixou de aplicar as punições constitucionais previstas para aqueles que são condenados em processos de impeachment.

Lula da Silva também grita aos quatro cantos que Dilma foi vítima de um golpe, uma trama diabólica da qual ele próprio participou ativamente. Mas ele precisa dizer isso para alimentar a minguada militância que ainda insiste em acreditar nas lorotas do político decrépito e decadente, réu em 5 ações penais na Justiça Federal. Gritar, golpe, foi o único discurso que restou para Lula.

Michel Temer, citado mais de 40 vezes nas delações dos colaboradores da Odebrecht, segue se arrastando na Presidência da República que ilegitimamente ocupa, por ser golpista e por ter sido eleito ao lado de Dilma Rousseff por campanhas irrigadas com propina.

A cada dia fica mais evidente o acordão idealizado por Sergio Machado, Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney, com as bênçãos de Lula da Silva, para afastar Dilma Rousseff e alçar Michel Temer à Presidência da República, a chamada Solução Michel.

Lula nunca deixou de dar as cartas no governo, primeiro manipulava Dilma, depois a substituiu por Temer.

O que só agora descobrimos é que parte do plano inclui a passagem do poder de Temer para Lula.

Depois que Temer declarou em entrevista que iria chamar Lula para resolver os problemas do Brasil, agora o presidente do acordão, ignorando a grave situação de Lula na Lava Jato, diz que Lula pode ser o seu substituto em 2018.

Lula da Silva, por seu turno, defende a permanência de Michel Temer até o fim do mandato.

É a “Solução Michel que segue seu curso a passos largos.

Diante da triste realidade, vendo o país esfacelado política e economicamente, só há uma reforma necessária, inadiável, imprescindível, uma reforma constitucional que permitisse eleições diretas e gerais e que vedasse a candidatura dos nomes implicados nas investigações policiais e ministeriais que estão em curso. No entanto, diante do cenário que vislumbramos, isso se mostra impossível diante com o Congresso Nacional contaminado pela corrupção.







SOLUÇÃO MICHEL: Temer diz que Lula pode ser seu substituto na Presidência da República

Publicado em 25/03/2017 – 21:h55

 

 

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A cada dia fica mais evidente o acordão idealizado por Sergio Machado, Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney, com as bênçãos de Lula da Silva, para afastar Dilma Rousseff e alçar Michel Temer à Presidência da República, a chamada Solução Michel.

Lula nunca deixou de dar as cartas no governo, primeiro manipulava Dilma, depois a substituiu por Temer.

O que só agora descobrimos é que parte do plano inclui a passagem do poder de Temer para Lula.

Depois que Temer declarou em entrevista que iria chamar Lula para resolver os problemas do Brasil, agora o presidente do acordão, ignorando a grave situação de Lula na Lava Jato, diz que Lula pode ser o seu substituto em 2018.

Lula da Silva defende a permanência de Michel Temer até o fim do mandato.

Só quem não conhece os planos do grupo criminoso e os objetivos da Solução Michel para destruir a Lava Jato é que se surpreende com as declarações da dupla.

Solução Michel

Objetivos da Solução Michel



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