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O começo do fim

Michel Temer

O deputado Sérgio Zveiter, do PMDB do RJ, proferiu parecer favorável à admissão da denúncia do presidente Michel Temer apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de corrupção passiva.

É o começo do fim de Michel Temer no cargo de Presidente da República, que teve sua primeira derrota política importante, uma vez que o relator do processo em tramitação na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça é do PMDB, mesmo partido do presidente.

A discussão do parecer está marcada para ter início na próxima quarta-feira (12/7) e será uma longa  discussão entre os 66 integrantes titulares e os 66 suplentes da CCJ, que terão 15 minutos  para se manifestar, e mais 40 deputados inscritos que não compõem a comissão, que terão 10 minutos para fazer seus pronunciamentos.

Depois, falará o relator, deputado Sérgio Zveiter, e em seguida ocorrerá a votação na CCJ.

O parecer será aprovado se tiver no mínimo 34 votos dos membros da comissão e depois seguirá  para votação no plenário da Câmara.

Colaboração premiada de Lúcio Funaro tem potencial para explodir Michel Temer

Conforme Verbi Gratia adiantou, Lúcio Bolonha Funaro surtou na cadeia depois das colaborações dos executivos da J&F.

Com o aval de Michel Temer, Lúcio Funaro era mantido em silêncio na prisão na base do “alpiste”, nome dado à propina que era paga por Joesley Batista para manter calados na cadeia Eduardo Cunha e Lúcio Funaro.

Depois da colaboração premiada dos executivos da J&F, o “alpiste” deixou de ser pago, Funaro se apressou para falar.

Lúcio Funaro já ensaiava se oferecer para fazer um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal desde que foi preso, em 1º de julho de 2016, na Operação Sépsis, mas sempre desistia, agora sabemos qual era o motivo das inúmeras vezes em que recuou, era por causa do “alpiste”.

“Tem que manter isso, viu?”, afirmou Michel Temer sobre manter o repasse da propina cala-boca para Eduardo Cunha e para Lúcio Funaro,  na conversa que teve nos porões do Palácio do Jaburu na calada da noite com Joesley Batista.

As informações de Lúcio Funaro tem potencial para arrancar a cabeça do presidente Michel Temer e para enviar muitos amigos e colaboradores do presidente para a cadeia.

Lúcio Funaro, sabia que estava sendo investigado e que cedo ou tarde cairia nas mãos da polícia, então resolveu contratar um especialista em tecnologia da informação formado em Israel, para fazer uma varreduras em todos os seus apetrechos e de seus familiares.

Computadores, celulares e tablets foram rastreados em busca de eventuais escutas e interceptações.

Embora não contasse com as colaborações dos executivos da J&F atravessando seu caminho, Funaro se preparou para ser preso e para se defender, considerado metódico e organizado, passou a registrar, armazenar e catalogar todos os contatos, reuniões, encontros que fez desde 2014 com agentes públicos e privados, incluindo e-mails, telefonemas e mensagens de celular.

Desde 2014, Funaro passou a gravar todos os frequentadores de seu escritório em áudio e vídeo, ele tem mais de 18 meses de gravações e um arsenal de outras provas e está disposto a entregar tudo às autoridades em troca de obter penas mais brandas.

Lúcio Funaro tem muito a relatar. As investigações realizadas em pelo menos três operações da Polícia Federal, envolvem os presos Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, e os investigados Geddel Vieira Lima e Michel Temer.

A Polícia Federal descobriu que a Viscaya Holding, de Lúcio Funaro, recebeu mais de R$ 12 milhões de empresas beneficiadas por recursos do FI-FGTS entre abril de 2012 e maio de 2013.

Os repasses para a empresa de Funaro ocorreram no mesmo período em que Funaro, Cunha, Geddel e Cleto trocaram mensagens sobre as tratativas de liberação dos financiamentos do FI-FGTS, administrado pela Caixa.

Numa dessas mensagens, Lúcio Funaro chama Geddel Vieira de “boca de jacaré para receber e carneirinho para trabalhar”, e diz que Geddel é um “porco” e “um folgado do caralho” e avisa a Fabio Cleto que pode queimar Geddel com Michel Temer, deixando clara a posição de comando ocupada por Michel Temer no grupo criminoso.

Trecho da conversa interceptada pela Polícia Federal:

Funaro: Me faz um favor liga p geddel e ve em qual e mail ele quer que vc passe isso ou pra quem vc entrega que se ele nao resolver vou fuder ele no Michel. Esse porco e um folgado do caralho

Cleto: Vi, Foi mandado pra minha caixa e pra do geddel. Ja encaminhei pro email institucional da arca do geddel, com medo que ele nem veja o email. E ja pedi pra secretaria dele encaminhar.

Do total de recursos repassados por empresas beneficiadas com recursos do FI-FGTS para a Viscaya Holding, de Lúcio Funaro, mais de R$ 6,7 milhões foram pagos pela J&F Investimentos S.A., via Banco Original, R$ 1,25 milhão saiu da Eldorado Brasil Celulose e R$ 2,38 milhões foram pagos pela Contern Construções, empreiteira do grupo Bertin – frigorífico comprado pela JBS.

A Polícia Federal suspeita que os R$ 300 mil de Valdir Piran, dono da Piran Factoring, também tenha origem no grupo J&F.

Lúcio Funaro é investigado em pelos menos três operações que se desdobraram da Operação Lava Jato e essas investigações desembocam direto no birô de Michel Temer.

Operação Sépsis

A Polícia Federal deflagrou a Operação Sépsis, em 1/7/2016, um dos alvos era a J&F, holding que controla as empresas JBS, Alpargatas, Vigor, Eldorado Brasil, Banco Original, Oklahoma e Canal Rural.
A J&F foi citada na delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, que delatou que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu propinas em 12 operações de grupos empresariais que obtiveram aportes milionários do FI-FGTS, entre eles a J&F.

O operador de Eduardo Cunha era Lúcio Funaro, que foi preso na Operação Sépsis, ele ameaça delatar e afirma ter mais de 18 meses de gravações dos frequentadores de seu escritório.

A Viscaya Holding, de propriedade de Lúcio Funaro, recebeu mais de R$ 12 milhões de empresas beneficiadas com recursos do FI-FGTS entre abril de 2012 e maio de 2013. Esse período corresponde, de acordo com as investigações, com o período em que Cunha, Funaro e Geddel trocaram mensagens para tratar da liberação dos financiamentos da Caixa (FI-FGTS). Desse valor repassado para Funaro, mais de R$ 6,7 milhões foram pagos pela J&F Investimentos S.A., via Banco Original, R$ 1,25 milhão via Eldorado Brasil Celulose e R$ 2,38 milhões via Contern Construções, do grupo Bertin, comprado pela JBS.

Operação Greenfield

A Operação Greenfield, deflagrada no dia 5/9/2016 pela Polícia Federal, teve como um dos alvos o grupo J&F, a holding que controla a JBS e o Banco Original, cujo conselho consultivo foi presidido por Henrique Meirelles de 2012 até maio de 2016, quando deixou a holding para assumir o Ministério da Fazenda.

A Operação Greenfield investiga fraudes bilionárias nos fundos de pensão de empregados de empresas estatais, Petros (Petrobrás), Funcef (Caixa), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios).

Operação Cui Bono

Em 13/1/2017, a Polícia Federal deflagou a Operação Cui Bono e teve entre os alvos, Geddel Vieira Lima. Mensagens trocadas entre Funaro e Cleto recuperadas nessa operação são reveladoras, sugerem que Michel Temer era o chefe do esquema montado para desviar recursos do FI-FGTS, cujo vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, era Geddel.

 

“Me faz um favor liga p Geddel e vê em qual email ele quer que vc passe isso ou pra quem vc entrega que se ele não resolver vou fuder ele no Michel. Esse porco e um folgado do caralho.”

As três operações, Sépsis, Greenfield e Cui Bono, investigam um esquema de corrupção gigantesco que, segundo os investigadores, envolve cerca de 1 trilhão de reais em recursos públicos, entre recursos do FGTS e de fundos de pensão.

Lúcio Funaro negocia um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal e promete entregar todo mundo.

No Anexo 2 da proposta colaboração de Funaro, ele promete apresentar provas, extratos bancários, data, hora e nomes de laranjas de Temer que receberam dinheiro de propina para o presidente, em transferências bancárias e dinheiro vivo e explicar o papel que de Michel Temer exercia no grupo formado por Cunha, Geddel, Meirelles, Moreira Franco, Padilha, Yunes, Joesley e outros.

Lúcio Funaro disse às autoridades que a partir de 2011 Michel Temer passou a comandar o esquema da Caixa Econômica Federal, seus indicados liberavam os financiamentos do FI-FGTS em troca de propina para o PMDB, Michel Temer, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e tantos outros correligionários de Temer, esses repasses de propina eram feitos por meio das empresas de Funaro.

Lúcio Funaro pretende contar detalhes de como o então vice-presidente, Michel Temer, atuava junto ao Banco Central para favorecer o banco BVA (faliu em 2014).

O BVA de José Augusto Ferreira dos Santos era usado pelos caciques do PMDB como lavanderia do partido. José Augusto Ferreira dos Santos é o amigo de Edison Lobão envolvido no mega escândalo revelado pela investigação jornalística internacional Panama Papers. Ferreira é sócio de João Henriques, operador do PMDB, em uma offshore e em uma conta na Suíça.

Funaro disse que vai apresentar também provas de pagamentos de propina que fez via caixa 2 para Moreira Franco, o general do governo Temer.

Funaro promete revelar o esquema de Moreira Franco com André Luís Marques de Barros, o Bocão, diretor da Infraero, indicado de Eduardo Cunha, para favorecer empresas aéreas e Paulo Skaf, quando Franco era ministro da Aviação.

Os executivos da JBS, em colaboração premiada, revelaram o pagamento de mais R$ 50 milhões de propina em troca dos recursos obtidos na Caixa e no FI- FGTS.

Lúcio Funaro afirma ter filmagens de todas as entregas de propina em dinheiro vivo feitas no seu escritório em São Paulo, que há cópias dessas gravações espalhadas e guardadas em locais seguros, como garantia de sua vida, e que as imagens seriam divulgadas caso aconteça algum atentado contra a sua vida ou de seus familiares.

O advogado Figueiredo Basto tem procuração de Lúcio Funaro para tratar do acordo de colaboração premiada com o MPF.

Michel Temer não tem o que comemorar

Michel Temer

Embora tenha sido um alívio para Michel Termer o vergonhoso resultado da absolvição pelo tribunal presidido por Gilmar Mendes, TSE, o presidente investigado não tem o que comemorar.

O céu que se vislumbra sobre a cabeça de Michel Temer é cinzento.

Além da denúncia que será apresentada pela Procuradoria-Geral da República à Justiça, a partir das investigações do presidente Michel Temer por corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa, ainda virão as informações da colaboração premiada de Lúcio Funaro, que está contando às autoridades como ocorria o esquema criminoso para desviar recursos do FI-FGTS comandado por Temer.

Há também duas grandes ameaças pairam sobre a cabeça de Michel Temer, Eduardo Cunha e Rodrigo Rocha Loures, tudo indica que os antigos parceiros do presidente não ficarão calados por muito tempo.

A base aliada está cada vez mais esvaziada e o resultado do julgamento do TSE, visto como uma vitória para Temer, só serviu para despertar ainda mais a indignação do povo.

Contudo, o que tem tirado o sono de Michel Temer é um áudio inédito entregue por Joesley Batista, capaz de complicar ainda mais a situação do presidente. A gravação é mantida em segredo pela Procuradoria-Geral da República, mas está prestes a se tornar pública.

Como se vê, Michel Temer não tem o que comemorar.

 

A POLÍCIA FEDERAL QUER SABER: Quem é Edgar, Michel Temer?

A Polícia Federal perguntou ao presidente Michel Temer se ele tem alguém chamado ‘Edgar’ no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade.

Vossa Excelência tem alguém chamado “Edgar” no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade? Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém.

O “Edgar” das indagações da Polícia Federal a Michel Temer se refere ao sujeito citado por Rodrigo Rocha Loures em diálogo com Ricardo Saud, como pessoa de confiança para recolher o dinheiro de propina que seria destinada ao presidente da República.

 

José de Carvalho Filho, ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada revelou às autoridades pagamentos de propina para Eliseu Padilha por meio de um operador chamado Edgar Santos Neto, ligado ao PMDB.

Afirmou José Carvalho Filho:

Indicaram uma pessoa com o nome Edgar Santos ligado ao partido e que repassasse a ele o valor de R$ 2 milhões”.

 Edgar que recebeu propina para Eliseu Padilha, poderá ser o mesmo Edgar citado por Rodrigo Rocha Loures para receber a propina de Michel Temer, uma vez que se trata do mesmo grupo criminoso.

Não é à toa que a Polícia Federal interroga Michel Temer sobre o “Edgar”.

Quem é Edgar, Michel Temer?

Ministro Herman Benjamin pede a cassação da chapa Dilma-Temer

Ministro Herman Benjamin

O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em votou consistente, fundamentado em provas irrefutáveis, nesta sexta-feira (9/6) pediu a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico nas eleições presidenciais de 2014.

De acordo com a análise do ministro Herman Benjamin, o abuso de poder econômico foram de tal monta que desequilibraram o pleito em favor da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer.

O julgamento ainda está em curso, e a decisão final dependerá dos votos dos outros seis ministros do Tribunal Superior Eleitoral, Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

O ministro Herman Benjamin encerrou dizendo,“eu me recuso a fazer papel de coveiro de prova viva. Posso participar do velório, mas não vou carregar esse caixão.”

Ao vivo: Julgamento da chapa Dilma-Temer

Acompanhe ao vivo o quarto dia de julgamento do pedido de cassação da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer, reeleitos para a Presidência da República em 2014.

O ministro Herman Benjamin prosseguirá a leitura de seu voto. Em seguida, os demais ministros também apresentarão seus votos sobre o pedido de cassação.

 

Tipologia para entender o voto do ministro Herman Benjamin

Ministro Herman Benjamin

O ministro Herman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), iniciou a exposição de seu voto na quinta-feira (8/6) e usou expressões próprias, porém muito didáticas, para explicar o complexo esquema de   recebimento de propinas pelos partidos e políticos por meio da lei eleitoral, as chamadas “doações oficiais”, o que configura lavagem de dinheiro.

Veja o significado das  expressões usadas pelo ministro relator.

Caixa-2-gordura ou propina-gordura: dinheiro repassados aos partidos políticos ao longo do tempo, em prestações de trato sucessivo, para serem usados durante o período de campanha. Formavam uma espécie de poupança de recursos ilícitos, para engordar o caixa dos partidos.

Conta-corrente de propina ou crédito rotativo de propina: são registros e controles das empresas mantinham controles com o montante disponível (saldo) e movimentações de depósitos e saques para cada partido ou político. Os créditos eram depositados conforme a atuação de cada um em favor da empresa e disponibilizados a pedido, poe exemplo, a Odebrecht dava nomes às contas e controlava em sistema próprio que gerava planilhas, “Italiano” (conta-propina de Antônio Palocci), “Pós-Itália” (conta-propina de Guido Mantega) e “Amigo” (conta-propina de Lula da Silva).

O ministro Herman Benjamin explicou que havia pelo menos quatro maneiras para realizar o repasse de propina para as campanhas eleitorais:

1- Quando o dinheiro ilícito, fruto de corrupção, é doado de forma oficial e registrada pela Justiça, fazendo do próprio TSE uma lavanderia de dinheiro sujo;

2- Repasse de propina por meio contratos fajutos, faziam um contrato simulado com um intermediário que seria o prestador de serviço. Nenhum serviço era prestado, o intermediário emitia nota fria, recebia o dinheiro e repassava para os partidos e políticos, dando aparência lícita à saída de dinheiro.

3- Prática do caixa 3, chamada de “barriga de aluguel”, ocorre quando um doador fictício é o responsável formal pela doação, registrada junto à Justiça Eleitoral, por exemplo, a empreiteira Odebrecht usou cervejaria Itaipava para fazer repasses de propina para partidos e políticos e omitir o próprio nome da transação.

4- Pagamentos não contabilizados, intermediados por doleiros e offshores, para esconder o caminho do dinheiro.

O ministro Herman Benjamin concentrou o seu voto em dois pontos constantes da petição inicial, no financiamento ilegal de campanha com recebimento de dinheiro do esquema criminoso na Petrobras e em gastos irregulares, por exemplo, entre outros, serviços pagos e não prestados, serviços comprovados com notas frias e serviços não registrados na Justiça Eleitoral.

 

82 perguntas do interrogatório de Michel Temer

Abaixo estão 82 perguntas formuladas pela Polícia Federal que compõem o interrogatório de Michel Temer:

1. Qual a relação de Vossa Excelência com Rodrigo da Rocha Loures?

2. Desde quando o conhece? Já o teve como componente de sua equipe de trabalho? Quais os cargos ocupados por ele, diretamente vinculados aos de Vossa Excelência?

3. Rodrigo da Rocha Loures é pessoa da estrita confiança de Vossa Excelência?

4. Vossa Excelência confirma ter realizado contribuição financeira à campanha de Rodrigo da Rocha Loures à Câmara dos Deputados, nas eleições de 2014, no valor de R$ 200.650,30? Quais os motivos dessa doação?

5. Vossa Excelência realizou contribuições a outros candidatos nessa mesma eleição? Se a resposta for afirmativa, discriminar beneficiários e valores.

6. Vossa Excelência gravou um vídeo de apoio à candidatura de Rodrigo da Rocha Loures à Câmara dos Deputados em 2014. Fez algo semelhante em prol de outro candidato? Quais?

7. Rodrigo da Rocha Loures, mesmo após ter assumido vaga na Câmara dos Deputados, manteve relação próxima com Vossa Excelência e com o gabinete presidencial?

8. Vossa Excelência confirma ter estado com Joesley Batista, presidente do Grupo J&F Investimentos S/A em 7 de março de 2017, no Palácio do Jaburu, em Brasília, conforme referido por ele em depoimento de fls. 42/51 dos autos do Inquérito nº 4483?

9. Qual o objeto do encontro e quem o solicitou a Vossa Excelência?

10. Rodrigo da Rocha Loures teve prévio conhecimento da realização desse encontro?

11. Por qual motivo a reunião em questão não estava inserida nos compromisso oficiais de Vossa Excelência?

12. Vossa Excelência tem por hábito receber empresários em horários noturnos sem prévio registro em agenda oficial? Se sim, cite ao menos três empresários cm quem manteve encontros em circunstâncias análogas ao de Joesley Batista, após ter assumido a Presidência da República.

13. Vossa Excelência já havia encontrado Joesley Batista fora da agenda oficial? Quando, onde e qual o propósito do(s) encontro(s)?

14. Em pronunciamento público acerca do ocorrido, Vossa Excelência mencionou que considerava Joesley Batista um “conhecido falastrão”. Qual o motivo, então, para tê-lo recebido em sua residência, em horário, prima facie, não usual, em compromisso extraoficial e sem que o empresário tivesse sido devidamente cadastrado quando ingressou às instalações do Palácio do Jaburu (segundo as declarações do próprio Joesley Batista)?

15. Vossa Excelência aventou a possibilidade de realizar viagem a Nova York, no período de 13 a 17 de maio de 2017? Rodrigo da Rocha Loures chegou a comentar com Vossa Excelência sobre o interesse de Joesley Batista de encontra-lo na sede da JBS, naquela cidade?

16. Vossa Excelência sabe se o ex-ministro Geddel Vieira Lima mantinha encontros ou contatos com o empresário Joesley Batista, segundo referido por este às fls. 42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?

17. Vossa Excelência tem conhecimento se o Ministro ELISEU PADILHA mantinha encontros ou contatos com o empresário JOESLEY BATISTA, segundo referido por este às fls. 42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?

18. No mesmo depoimento de fls. 42/51, JOESLEY BATISTA disse ter informado Vossa Excelência, no encontro, sobre a cessação de pagamentos de propina a EDUARDO CUNHA e da manutenção de mensalidades destinadas a LÚCIO BOLONHA FUNARO, ao que Vossa Excelência teria sugerido o prosseguimento dessa prática. Em seguida, o empresário afirmou “que sempre recebeu sinais claros de que era importante manter financeiramente ambos e as famílias, inicialmente por GEDDEL VIEIRA LIMA e depois por MICHEL TEMER para que eles ficassem ‘calmos’ e não falassem em colaboração premiada”. Vossa Excelência confirma ter recebido de JOESLEY BATISTA, na conversa havida no Palácio do Jaburu, a informação de que ele estaria prestando suporte financeiro às famílias de LÚCIO FUNARO e de EDUARDO CUNHA, como forma de mantê-los em silêncio? Em caso de resposta negativa, esclareceu a JOESLEY BATISTA, na ocasião, que não tinha qualquer receio de eventual acordo de colaboração de LÚCIO FUNARO ou de EDUARDO CUNHA?

19. Existe algum fato objetivo que envolva a pessoa de Vossa Excelência e seja passível de ser revelado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou EDUARDO CUNHA, em eventual acordo de colaboração?

20. Vossa Excelência sabe de algum fato objetivo que envolva o ex-ministro GEDDEL VIEIRA LIMA e que possa ser mencionado em acordo de colaboração premiada que eventualmente venha a ser firmado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou por EDUARDO CUNHA?

21. Vossa Excelência conhece LÚCIO BOLONHA FUNARO? Que tipo de relação mantém ou manteve com ele? Já realizou algum negócio jurídico com LÚCIO BOLONHA FUNARO ou com empresa controladas por ele? Quais?

22. LÚCIO BOLONHA FUNARO já atuou na arrecadação de fundos a campanhas eleitorais promovidas por vossa Excelência ou ao PMDB quanto Vossa Excelência estava à frente da sigla? Se sim, especificar a(s) campanha(s).

23. JOESLEY BATISTA também aduziu no depoimento de fls. 42/51 que Vossa Excelência se dispôs a “ajudar” EDUARDO CUNHA no Supremo Tribunal Federal, através de dois Ministros que lá atuam? Vossa Excelência confirma isso? Se sim, de que forma prestaria tal ajuda? Quais eram esses dois Ministros?

24. JOESLEY BATISTA afirma, no depoimento de fls 42/51, que RODRIGO ROCHA LOURES foi indicado por Vossa Excelência, em substituição a GEDDEL VIEIRA LIMA, como interlocutor ao Grupo J&F Investimentos S/A. Vossa Excelência confirma tê-lo indicado para tal função? Se sim, quais temas estavam compreendidos nessa interlocução?

27. Rodrigo da Rocha Loures reportou a Vossa Excelência algum assunto tratado com Joesley Batista? Quais?

28. Vossa Excelência esteve com Rodrigo da Rocha Loures após a conversa mantida com Joesley Batista, em 7 de março de 2017? Se sim, aponte, com a máxima precisão possível, quando e onde se deram tais encontros.

29. Recorda-se de Joesley Batista, na conversa mantida com Vossa Excelência no Palácio do Jaburu, ter feito comentários acerca do comando do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), assim como da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Receita Federal do Brasil? Qual o interesse manifestado pelo empresário acerca desses órgãos?

30. Vossa Excelência teve ciência, através de Rodrigo da Rocha Loures, do interesse do Grupo J&F Investimentos S?A em questão submetida ao CADE, envolvendo o setor de energia? Quais informações foram levadas a Vossa Excelência?

31. Vossa Excelência determinou a Rodrigo da Rocha Loures que interviesse junto ao CADE no sentido de atender a interesses do Grupo J&F Investimentos S/A?

32. Vossa Excelência tomou conhecimento (antes da divulgação jornalística) de encontros mantidos entre Rodrigo da Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor do grupo J&F Investimentos S/A? Se sim, soube do encontro antecipadamente? Qual a pauta dessas reuniões?

33. Vossa Excelência compareceu à inauguração da Casa Japão, em São Paulo, em 30 de abril de 2017. Rodrigo da Rocha Loures viajou com Vossa Excelência no avião presidencial? Se sim, Rodrigo da Rocha Loures reportou a Vossa Excelência , durante a viagem, detalhes dos encontros que tivera com Ricardo Saud, executivo do Grupo J&F Investimento S/A, naquela mesma semana? Se sim, em que termos foi o relato?

34. Vossa Excelência soube que Ricardo Saud, em encontros realizados em 24 e 28 de abril de 2017, expôs a Rodrigo da Rocha Loures, em detalhes, um “esquema” envolvendo o pagamento de vantagens indevidas decorrente da suposta intervenção do então parlamentar junto ao Cade, em prol dos interesses do Grupo J&F Investimentos S/A?

35. Em caso de resposta negativa, o que tem a dizer acerca desse episódio, mesmo que dele tenha tomado conhecimento somente por sua veiculação na imprensa?

36. Rodrigo da Rocha Loures chegou a levar ao conhecimento de Vossa Excelência a disponibilidade do grupo J&F Investimentos S/A em fazer pagamentos semanais que girariam entre R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), por conta da resolução da questão que estava em trâmite no Cade?

37. Vossa Excelência soube, também por Rodrigo da Rocha Loures, que tais pagamentos semanais estavam garantidos até dezembro do corrente ano e, a depender da extensão do contrato firmado entre empresa do Grupo J&F Investimentos e a Petrobras, poderiam se prolongar por até vinte e cinco anos?

38. Caso não tenha tomado conhecimento, Vossa Excelência acredita que Rodrigo da Rocha Loures possa ter participado de tais tratativas com o Grupo J&F Investimentos S/A com intuito de obter exclusivamente para si as quantias que, na hipótese da mencionada dilação contratual, chegariam pelo menos à casa dos R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais)?

39. Vossa Excelência tomou conhecimento (antes da divulgação na imprensa) do recebimento, por Rodrigo da Rocha Loures, de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) do Grupo J&F Investimentos S/A, em São Paulo, em 28 de abril de 2017? O que tem a dizer sobre tal fato (ainda que tenha tomado conhecimento do mesmo pela imprensa)?

40. Após a divulgação desses fatos pela imprensa, que demonstraram a participação inequívoca de Rodrigo da Rocha Loures em conduta aparentemente criminosa, Vossa Excelência manteve algum contato com ele, seja diretamente, seja por interpostas pessoas? Se sim, por qual meio e qual finalidade do contrato?

41. Ricardo Saud, em depoimento prestado na Procuradoria-Geral da República, conforme vídeo já amplamente divulgado, afirmou que tratou com Rodrigo da Rocha Loures sobre os repasses semanais já mencionados, mas ressaltou, categoricamente, que o dinheiro era direcionado a Vossa Excelência. O que Vossa Excelência tem a dizer a respeito?

42. Vossa Excelência considera a hipótese de Rodrigo da Rocha Loures ter usado o nome de Vossa Excelência para obter valores espúrios do grupo J&F Investimentos S/A?

43. Vossa Excelência conhece Ricardo Saud? Qual a relação que mantém com ele?

44. Vossa Excelência já esteve com Ricardo Saud em alguma ocasião? Onde e qual o motivo do encontro?

45. Já solicitou ou recebeu algum valor através de Ricardo Saud, pretexto de contribuição de campanha?

46. Vossa Excelência, em campanhas eleitorais nas quais foi candidato, recebeu alguma contribuição financeira de empresas pertencentes ao Grupo J&F Investimentos S/A? Discriminar as campanhas, os valores, quem os solicitou e como foram encaminhados (se via diretórios ou diretamente)

47. Vossa Excelência tem alguém chamado “Edgar” no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade? Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém.

48. Vossa Excelência conhece Antônio Celso Grecco, proprietário do Grupo Rodrimar, de Santos/SP? Qual relação mantém com ele?

49. Vossa Excelência já recebeu alguma contribuição financeira para fins eleitorais de ANTÔNIO CELSO GRECCO, da empresa RODRIMAR ou de alguma outra empresa a ela vinculada? Quando e qual o valor?

50. Vossa Excelência recebeu alguma reivindicação dessa empresa, ou de outra igualmente atuante no segmento de portos, relacionada à questão do “pré-93”? Se sim, em que termos?

51. Vossa Excelência tem conhecimento se RODRIGO DA ROCHA LOURES recebeu alguma reivindicação da RODRIMAR ou de outra empresa igualmente atuante no segmento de portos, relacionada a esse tema?

52. RODRIGO DA ROCHA LOURES chegou a demonstrar a Vossa Excelência interesse pela questão do “pré-93”?

53. Rodrigo Rocha Loures tem alguma relação com empresas do setor portuário?

54. Vossa Excelência tem relação de proximidade com empresários atuantes no segmento portuário, especialmente de Santos/SP?

55. Vossa Excelência conhece Ricardo Mesquita, vinculado à Rodrimar? Que relação mantém com tal pessoa?

56. Rodrigo da Rocha Loures mencionou a Vossa Excelência o fato de ter encontrado Ricardo Mesquita no mesmo dia (e local) em que esteve reunido Ricardo Saud? Se sim, qual o propósito do encontro com Ricardo Mesquita?

57. Vossa Excelência conhece João Batista Lima Filho, coronel inativo da Polícia Militar de São Paulo? Qual relação mantém com ele?

58. João Batista Lima Filho já teve alguma atuação em campanha eleitoral promovida por Vossa Excelência? Qual a fundação desempenhada por ele?

59. João Batista Lima Filho já atuou na arrecadação de valores a eventual campanha política de Vossa Excelência ou ao PMDB de São Paulo?

60. Joesley Batista afirmou que desde a assunção de Vossa Excelência como Presidente da República, vinha mantendo contatos com o ministro Geddel Vieira Lima. Vossa Excelência tinha conhecimento desses encontros? A que se destinavam?

61. O empresário referiu também que vinha ‘falando’ com o ministro Eliseu Padilha. Vossa Excelência tinha conhecimento desses contatos?

62. Quando Joesley Batista perguntou como estava a relação de Vossa Excelência com o ex-deputado Eduardo Cunha, Vossa Excelência menciono “o Eduardo resolveu me fustigar”, aludindo, em seguida, a questionamentos que ele havia proposto ao juiz Sérgio Moro, em seu interrogatório realizado na 13ª Vara Federal, em Curitiba/PR. Imediatamente, Joesley Batista, referiu que havia “zerado as pendências” (presumivelmente em relação a Eduardo Cunha) e que perdera o contato com Geddel, “o único companheiro dele”, não mais podendo encontra-lo, ao que Vossa Excelência fez o comentário “é complicado”. A quais pendências se referiu Josley Batista?

63. Geddel Vieira Lima efetivamente mantinha relação próxima a Eduardo Cunha?

64. Vossa Excelência via algum inconveniente na realização de encontros entre Joesley Batista e Geddel Vieira Lima? Qual o motivo de ter classificado a situação exposta como “complicada?

65. Em seguida, Joesley Batista, em outros termos, mencionou que investigações envolvendo Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima haviam tangenciado o Grupo J&F Investimentos S/A, afirmando, com conotação de prevenção, que estava “de bem com o Eduardo”, ao que Vossa Excelência interveio com a colocação “tem que manter isso, viu?”, tendo o empresário complementado dizendo “todo mês”.

66. Explique o contexto em que se deram essas colocações, esclarecendo, sobretudo, o sentido da orientação final de Vossa Excelência, nos termos “tem que manter isso”.

67. Uma das interpretações possíveis a essa passagem do diálogo é de que Joesley Batista, ao afirmar que “estava de bem”, tenha se referido a pagamentos mensais que vinha efetuando a Eduardo Cunha com o propósito de não se ver implicado em eventuais revelações que pudessem partir do ex-parlamentar. Vossa Excelência sequer considerou essa hipótese?

68. Vossa Excelência tem conhecimento de alguma ilegalidade cometida por Eduardo Cunha? Quais?

69. Avançando no diálogo, Joesley Batista ao mencionar a sua condição de investigado, afirmou “aqui, eu dei conta, de um lado, do juiz, dar uma segurada… do outro lado, um juiz substituto”, ao que Vossa Excelência complementou: “que tá segurando, os dois…”, o que foi confirmado por Joesley “segurando, os dois”. Logo em seguida, o empresário adicionou a informação “consegui um procurador dentro da força-tarefa”, “que tá me dando informação”; Adiante, o empresário complementa que estava agindo (sem explica como) para trocar um Procurador da República que estava “atrás dele”, fazendo menção, ao que o contexto indica, à atuação de um membro do Ministério Público Federal em alguma investigação. Vossa Excelência, inclusive, se certifica indagando “o que tá em cima de você?”, o que é confirmado pelo empresário. Vossa Excelência percebeu alguma ilicitude nas informações que lhe estavam sendo transmitidas por Joesley Batista?

70. Ao fazer o breve comentário “segurando, os dois”, Vossa Excelência aparenta compreender a alusão do empresário à suposta intervenção que estaria exercendo na atuação de dois magistrados com atuação em investigações instauradas em seu desfavor (de Joesley Batista). O que tem a dizer sobre isso? Caso tenha feito interpretação diversa, a exponha.

71. Se, no entanto, Vossa Excelência confira ter entendido, naquele momento, o imediato sentido que emana das expressões usadas pelo empresário, explique o porquê de não ter advertido Joesley Batista quanto à gravidade daquela revelação, e também, por qual razão não levou ao conhecimento de autoridades a ilícita ingerência na prestação jurisdicional e na atuação do Ministério público que lhe fora narrada por Joesley Batista?

72. Mais à frente, em contexto diverso, Joesley Batista aparentemente procurou estabelecer (ou restabelecer) um canal de contato com Vossa Excelência: “queria falar como é que é, para falar contigo, qual melhor maneira? Porque eu vinha através do Geddel, eu não vou lhe incomodar, evidentemente”. Vossa Excelência confirma ter mencionado Rodrigo de Rocha Loures nesse momento?

73. Qual função ele deveria efetivamente exercer?

74. Joesley Batista já conhecia Rodrigo Rocha Loures?

75. No tocante à menções feitas pelo empresário à nomeação de presidente do Conselho Administrativo de Defesa econômica (CADE), Vossa Excelência sugeriu a Joesley Batista que procurasse o novo Presidente do CADE para ter uma “conversa franca” com ele? Qual o exato significado dessa orientação?

76. Vossa Excelência, naquele momento, tinha conhecimento de algum interesse específico de Joesley no âmbito do CADE?

77. Joesley Batista mencionou também que o Presidente da Comissão de Valores Milionários (CVM) estava por ser “trocado” e que se tratava de “lugar fundamental”. Vossa excelência, então, orientou o empresário para que falasse com “ele. A quem Vossa Excelência se referiu?

78. Qual a legitimidade de Joesley Batista para interceder (ou tentar, ao menos) na nomeação do novo presidente da CVM?

79. Em seguida, Joesley Batista referiu a importância de um “alinhamento” com o ministro Henrique Meirelles, ao que Vossa Excelência manifestou concordância. Qual o sentido da expressão “alinhamento”?

80. Vossa Excelência autorizou que Joesley Batista apresentasse pontos de interesse ao Ministro Henrique Meirelles? Quais? Vossa Excelência tem conhecimento se isso realmente ocorreu?

81. Joesley Batista também mencionou determinada operação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que tinha dado certo, sendo que Vossa Excelência manifestou ter conhecimento do tema, mencionando, inclusive, que havia falado com “ela” a respeito. Qual importância referida pelo empresário?

82. A pessoa aludida por Vossa Excelência no contexto é Maria Silvia Bastos Marques, ex-Presidente do BNDES? O que solicitou a ela?

O presidente Michel Temer é investigado por três crimes: corrupção passiva, obstrução à investigação d infração penal e participação em organização criminosa.

Alckmin, Dória e Perillo declaram apoio a Temer

Michel Temer

Geraldo Alckmin, João Dória e Marconi Perillo declaram apoio ao presidente Michel Temer e defendem sua permanência na Presidência até 2018, a despeito do presidente ter sido flagrado em crimes.

A demora no desembarque do PSDB do governo moribundo já contaminou a sigla, cujos principais integrantes decidiram morrer abraçados com Michel Temer.

Só piora para Michel Temer

 

Depois de ter negado que viajou no avião particular de Joesley Batista e de ter dito que fez a viagem de São Paulo para Comandatuba com a família em avião da FAB, Michel Temer, desmentido por provas cabais, admitiu que voou no avião do delator em 2011.

Michel Temer, no entanto, segue afirmando que não sabia a quem pertencia o avião que tem o prefixo PR-JBS. Dá para acreditar?

 

 

 

De acordo com as investigações do Ministério Público Federal (MPF), a empreiteira OAS pagou R$ 500 mil de propina a Henrique Alves e usou a conta do então candidato a vice-presidente Michel Temer em 2014. O dinheiro depositado foi transferido para a conta do diretório estadual do PMDB do Rio Grande do Norte, para a campanha de Alves ao governo do Estado.

Henrique Alves foi preso na terça-feira (6/6) na Operação Manus, que investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas.

 

Cezar Roberto Bittencourt deixou nesta quarta-feira (7/6) a defesa de Lúcio Funaro porque o doleiro decidiu fazer um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Para desespero de Michel Temer, Lúcio Funaro promete revelar às autoridades, entre outros, um esquema de desvio de dinheiro do FI -FGTS.

Zanin, o pinóquio

Zanin, o Pinóquio

O advogado de Lula da Silva, Cristiano Zanin, disse que foi surpreendido com a inclusão dos vídeos da delação da Odebrecht nos autos do processo do terreno do Instituto Lula e da cobertura em São Bernardo do Campo.

Por causa dessa afirmação do advogado, o TRF-4 determinou que Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar fossem ouvidos outra vez.

O juiz Sérgio Moro revelou a mentira apresentando dados do sistema que mostram que o advogado teve acesso aos vídeos da delação com antecedência.

“Apesar da Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva não ter aberto a intimação eletrônica, consta, nos registros eletrônicos, que o advogado Cristiano Zanin Martins acessou o processo e ainda especificamente os depoimentos extrajudiciais de Alexandrino de Salles Ramos Alencar e de Emílio Alves Odebrecht ainda em 31/05/2017, por diversas vezes, e novamente, por diversas vezes, no dia 01/06/2017. Assim, salvo melhor explicação por parte da Defesa, não aparenta corresponder à realidade a afirmação do advogado Cristiano Zanin Martins de que foi surpreendido na audiência de 05/06/2017, já que os registros eletrônicos do sistema informam que teve acesso à prova com relativa antecedência, em 31/05/2017 e 01/06/2017. Salvo melhor explicação, os fatos afirmados na impetração pelos advogados, de que a Defesa teria sido surpreendida em 05/06/2017, não são lamentavelmente verdadeiros”, escreveu o juiz Sérgio Moro.

Lúcio Funaro, o próximo homem-bomba

Lúcio Funaro

Conforme Verbi Gratia adiantou, Lúcio Bolonha Funaro surtou na cadeia depois das colaborações dos executivos da J&F.

Com o aval de Michel Temer, Lúcio Funaro era mantido em silêncio na prisão na base do “alpiste”, nome dado à propina que era paga por Joesley Batista para manter calados na cadeia Eduardo Cunha e Lúcio Funaro.

Depois da colaboração premiada dos executivos da J&F, o “alpiste” deixou de ser pago, Funaro se apressou para falar.

Lúcio Funaro já ensaiava se oferecer para fazer um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal desde que foi preso, em 1º de julho de 2016, na Operação Sépsis, mas sempre desistia, agora sabemos qual era  o motivo das inúmeras vezes em que recuou, era por causa do “alpiste”.

“Tem que manter isso, viu?”

 

As informações de Lúcio Funaro tem potencial para arrancar a cabeça do presidente Michel Temer e para enviar muitos amigos e colaboradores do presidente para a cadeia.

Lúcio Funaro, sabia que estava sendo investigado e que cedo ou tarde cairia nas mãos da polícia, então resolveu contratar um especialista em tecnologia da informação formado em Israel, para fazer uma varreduras em todos os seus apetrechos e de seus familiares.

Computadores, celulares e tablets foram rastreados em busca de eventuais escutas e interceptações.

Embora não contasse com as colaborações dos executivos da J&F atravessando seu caminho, Funaro se preparou para ser preso e para se defender, considerado metódico e organizado, passou a registrar, armazenar e catalogar todos os contatos, reuniões, encontros que fez desde 2014 com agentes públicos e privados, incluindo e-mails, telefonemas e mensagens de celular.

Desde 2014, Funaro passou a gravar todos os frequentadores de seu escritório em áudio e vídeo, ele tem mais de 18 meses de gravações e um arsenal de outras provas e está disposto a entregar tudo às autoridades em troca de obter penas mais brandas.

No diálogo que Joesley Batista teve com Michel Temer no Palácio do Jaburu, chamou atenção a citação do nome do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Em um dos trechos do diálogo entre Joesley Batista e Michel Temer, Joesley perguntou sobre Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, quis saber do presidente como Meirelles estava se comportando no governo. Pelo contexto da conversa e do tom na indagação, ficou evidente que Henrique Meirelles foi uma indicação de Joesley Batista.

A relação entre Joesley Batista e Henrique Meirelles é antiga.

O atual ministro da Fazenda de Temer assumiu, em 2012, o Conselho de Administração da J&F, holding que controla a Eldorado Brasil, que pertence a Joesley Batista. A empresa está sendo acusada de envolvimento no pagamento de propina para Eduardo Cunha.

A empresa de celulose é um dos alvos da ação que investiga um recebimento de propina por parte de Eduardo Cunha, beneficiado por 12 operações de grupos empresariais que obtiveram aportes milionários do Fundo de Investimento do FI-FGTS.

Durante o período investigado pela PF, Henrique Meirelles estava no comando dos negócio da J&F, Meirelles era presidente do Conselho de Administração da J&F, desde março de 2012, a convite do empresário Joesley Batista, e deixou a holding para assumir o Ministério da Fazenda do governo de Michel Temer.

Henrique Meirelles foi também o responsável pelo relançamento do Banco Original, em março de 2016. O Banco Original é uma instituição financeira brasileira controlada pela holding J&F e considerado um dos 20 maiores bancos no Brasil.

Meirelles estava à frente dos negócios da holding investigados em várias operações da Polícia Federal.

Lúcio Funaro afirma que atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que foi presidente do Conselho de Administração da J&F tentou comprar a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish, envolvido no esquema de corrupção com Sérgio Cabral e diz que pode revelar as irregularidades do Banco Original, relançado por Meirelles em março de 2016.

As investigações envolvem os presos Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, e os investigados Geddel Vieira Lima e Michel Temer.

A Polícia Federal descobriu que a Viscaya Holding, de Lúcio Funaro, recebeu mais de R$ 12 milhões de empresas beneficiadas por recursos do FI-FGTS entre abril de 2012 e maio de 2013.

Os repasses para a empresa de Funaro ocorreram no mesmo período em que Funaro, Cunha, Geddel e Cleto trocaram mensagens sobre as tratativas de liberação dos financiamentos da Caixa.

Numa dessas mensagens, Lúcio Funaro chama Geddel Vieira de “boca de jacaré para receber e carneirinho para trabalhar”, e diz que Geddel é um “porco” e “um folgado do caralho” e avisa a Fabio Cleto que pode queimar Geddel com Michel Temer, deixando clara a posição de comando ocupada por Michel Temer no grupo criminoso.

Trecho da conversa interceptada pela Polícia Federal:

Funaro: Me faz um favor liga p geddel e ve em qual e mail ele quer que vc passe isso ou pra quem vc entrega que se ele nao resolver vou fuder ele no Michel. Esse porco e um folgado do caralho

Cleto: Vi, Foi mandado pra minha caixa e pra do geddel. Ja encaminhei pro email institucional da arca do geddel, com medo que ele nem veja o email. E ja pedi pra secretaria dele encaminhar.

Do total de recursos repassados por empresas beneficiadas com recursos do FI-FGTS para a Viscaya Holding, de Lúcio Funaro, mais de R$ 6,7 milhões foram pagos pela J&F Investimentos S.A., via Banco Original, R$ 1,25 milhão saiu da Eldorado Brasil Celulose e R$ 2,38 milhões foram pagos pela Contern Construções, empreiteira do grupo Bertin – frigorífico comprado pela JBS.

A Polícia Federal suspeita que os R$ 300 mil de Valdir Piran, dono da Piran Factoring, também tenha origem no grupo J&F.

Lúcio Funaro é investigado em pelos menos três operações que se desdobraram da Operação Lava Jato e essas investigações desembocam direto no birô de Michel Temer.

Operação Sépsis

A Polícia Federal deflagrou a Operação Sépsis, em 1/7/2016, um dos alvos era a J&F, holding que controla as empresas JBS, Alpargatas, Vigor, Eldorado Brasil, Banco Original, Oklahoma e Canal Rural.
A J&F foi citada na delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, que delatou que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu propinas em 12 operações de grupos empresariais que obtiveram aportes milionários do FI-FGTS, entre eles a J&F.

O operador de Eduardo Cunha era Lúcio Funaro, que foi preso na Operação Sépsis, ele ameaça delatar e afirma ter mais de 18 meses de gravações dos frequentadores de seu escritório.

A Viscaya Holding, de propriedade de Lúcio Funaro, recebeu mais de R$ 12 milhões de empresas beneficiadas com recursos do FI-FGTS entre abril de 2012 e maio de 2013. Esse período corresponde, de acordo com as investigações, com o período em que Cunha, Funaro e Geddel trocaram mensagens para tratar da liberação dos financiamentos da Caixa (FI-FGTS). Desse valor repassado para Funaro, mais de R$ 6,7 milhões foram pagos pela J&F Investimentos S.A., via Banco Original, R$ 1,25 milhão via Eldorado Brasil Celulose e R$ 2,38 milhões via Contern Construções, do grupo Bertin, comprado pela JBS.

Operação Greenfield

A Operação Greenfield, deflagrada no dia 5/9/2016 pela Polícia Federal, teve como um dos alvos o grupo J&F, a holding que controla a JBS e o Banco Original, cujo conselho consultivo foi presidido por Henrique Meirelles de 2012 até maio de 2016, quando deixou a holding para assumir o Ministério da Fazenda.

A Operação Greenfield investiga fraudes bilionárias nos fundos de pensão de empregados de empresas estatais, Petros (Petrobrás), Funcef (Caixa), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios).

Operação Cui Bono

Em 13/1/2017, a Polícia Federal deflagou a Operação Cui Bono e teve entre os alvos, Geddel Vieira Lima. Mensagens trocadas entre Funaro e Cleto recuperadas nessa operação são reveladoras, sugerem que Michel Temer era o chefe do esquema montado para desviar recursos do FI-FGTS, cujo vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, era Geddel.

“Me faz um favor liga p Geddel e vê em qual email ele quer que vc passe isso ou pra quem vc entrega que se ele não resolver vou fuder ele no Michel. Esse porco e um folgado do caralho.”

As três operações, Sépsis, Greenfield e Cui Bono, investigam um esquema de corrupção gigantesco que, segundo os investigadores, envolve cerca de 1 trilhão de reais em recursos públicos, entre recursos do FGTS e de fundos de pensão.

Lúcio Funaro negocia um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal e promete entregar todo mundo.

No Anexo 2 da proposta colaboração de Funaro, ele promete apresentar provas, extratos bancários, data, hora e nomes de laranjas de Temer que receberam dinheiro de propina para o presidente, em transferências bancárias e dinheiro vivo e explicar o papel que de Michel Temer exercia no grupo formado por Cunha, Geddel, Meirelles, Moreira Franco, Padilha, Yunes,  Joesley  e outros.

Lúcio Funaro disse às autoridades que a partir de 2011 Michel  Temer passou a comandar o esquema da Caixa Econômica Federal, seus indicados liberavam os financiamentos do FI-FGTS em troca de propina para o PMDB, Michel Temer, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e tantos outros correligionários de Temer, esses repasses de propina eram feitos por meio das empresas de Funaro.

Lúcio Funaro pretende contar detalhes de como o então vice-presidente, Michel Temer, atuava junto ao Banco Central para favorecer o banco BVA (faliu em 2014).

O BVA de José Augusto Ferreira dos Santos era usado pelos caciques do PMDB como lavanderia do partido. José Augusto Ferreira dos Santos é o amigo de Edison Lobão envolvido no mega escândalo revelado pela investigação jornalística internacional Panama Papers. Ferreira é sócio de João Henriques, operador do PMDB, em uma offshore e em uma conta na Suíça.

Funaro disse que vai apresentar também provas de pagamentos de propina que fez via caixa 2  para Moreira Franco, o general do governo Temer.

Funaro promete revelar o esquema de Moreira Franco com André Luís Marques de Barros, o Bocão, diretor da Infraero, indicado de Eduardo Cunha, para favorecer empresas aéreas e Paulo Skaf, quando Franco era ministro da Aviação.

Os executivos da JBS, em colaboração premiada, revelaram o pagamento de mais R$ 50 milhões de propina em troca dos recursos obtidos na Caixa e no FI- FGTS.

Lúcio Funaro afirma ter filmagens de todas as entregas de propina em dinheiro vivo feitas no seu escritório em São Paulo, que há cópias dessas gravações espalhadas e guardadas em locais seguros, como garantia de sua vida, e que as imagens seriam divulgadas caso aconteça algum atentado contra a sua vida ou de seus familiares.

Análise dos códigos-fonte das agendas de Temer aponta que sistema foi acessado para alterar informações no mesmo dia da Operação Patmos da Polícia Federal”, diz revista

Michel Temer

A revista ÉPOCA publicou uma matéria em que revela que o presidente Michel Temer modificou os dados da agenda eletrônica da vice-Presidência da República para esconder encontros e até mesmo para obstruir a Justiça.

De acordo com a ÉPOCA, os dados estão sob suspeita porque os servidores da área de informática do Palácio do Planalto registraram dezenas de modificações nas agendas antigas de Temer realizadas entre 11h20 e 11h31 de 18 de maio, dia em que foi deflagrada a Operação Patmos.

A revista publicou que “submeteu os códigos-fonte das páginas na internet que registram as agendas antigas de Temer a dois peritos da Polícia Federal especialistas em informática, que, separadamente, chegaram à mesma conclusão: o servidor do Planalto foi acessado e as agendas antigas manipuladas naquela mesma manhã em que a PF cumpria mandados na Operação Patmos.”

A matéria revelou que entre os dias nos quais constam alterações no sistema, está data de um encontro revelado pelo lobista da JBS.

“No espelho das alterações realizadas na máquina central que gerencia o programa de agendas antigas de Temer, consta: “<meta = name = DC.date.modified content = “2017-05-18 T 11:26:15”. Para os peritos, essa linha escrita em linguagem de computador, cuja data está na nomenclatura inglesa, isto é, com o dia e mês em posição invertida, atesta o acesso e modificação do documento.”

A data de 18 de agosto de 2014, foi quando o lobista do grupo J&F, Ricardo Saud, viajou para Brasília para comunicar pessoalmente ao então vice-presidente, Michel Temer (PMDB), que obteve o aval para o repasse de R$ 15 milhões ao PMDB na campanha eleitoral, fruto de um acerto espúrio para compra do apoio a Dilma Rousseff. O relato está na delação premiada do executivo, que veio a público há duas semanas. A agenda eletrônica da vice-Presidência da República registra apenas uma informação para aquele dia: “Sem compromisso oficial”.

Dessa forma, não houve registro do encontro de presidente Michel Temer com Ricardo Saud, executivo da JBS.

“Não houve alterações feitas por funcionários do gabinete nas agendas do então vice-presidente Michel Temer. O que houve foi apenas uma transferência dos calendários para bancos de dados para evitar problemas tecnológicos, realizada na verdade no dia 16 de maio. Essa mudança garantiu o acesso público aos dados sem problemas de confusão de informações por questões técnicas”, afirmou a assessoria do Planalto.

A revista ÉPOCA publicou:

“Os códigos-fonte das páginas alteradas indicam ainda um nome como criador do conteúdo: Aline Alves Sales, assessora de Temer desde a presidência da Câmara, em 2010, e que passou a acompanhá-lo na Vice e na Presidência, como uma das funcionárias que cuidam de sua agenda. Na avaliação dos peritos consultados pela reportagem, só o acesso aos servidores do Palácio do Planalto podem garantir se Aline Alves foi autora da agenda inicial ou se foi responsável pelas eventuais alterações do dia 18 de maio. Contatada por telefone na manhã desta sexta (2), Aline afirmou à reportagem que não poderia falar e recomendou que fosse feito contato com a Secretaria de Comunicação Social do Planalto. Na nota, o Planalto afirmou que Aline não fez alterações e é responsável pelos lançamentos na agenda, então seu nome consta nos códigos-fonte por ter sido responsável pelos lançamentos antigos. Para os peritos consultados pela reportagem, porém, a explicação mais consistente até o momento é que os servidores foram acessados com o intuito de modificação do conteúdo.”

Segunda Turma do STF nega liberdade a Duque do PT

Renato Duque

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou por unanimidade, nesta terça-feira (30/), um pedido de liberdade do ex-diretor da Petrobras para Renato Duque.

Duque queria usufruir do mesmo benefício de extensão da liberdade concedido a José Dirceu.

Renato Duque negocia um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Serraglio recusa o Ministério da Transparência

Osmar Serraglio

Osmar Serraglio que foi defenestrado do Ministério da Justiça por Michel Temer, a pedido de membros da organização criminosa investigada na Lava Jato, recusou o prêmio de consolação, o convite para assumir o comando do Ministério da Transparência.

Michel Temer ao oferecer para Osmar Serraglio o Ministério da Transparência tentava manter o controle em meio ao caos. Temer queria garantir foro privilegiado para o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures, que ocupa a vaga do titular Serraglio na Câmara.

A decisão de Osmar Serraglio deve complicar a vida de Michel Temer, uma vez que  Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer, que foi flagrado pela Polícia Federal (PF) carregando uma mala destinada ao presidente, com R$ 500 mil em propina pagos pelo empresário Joesley Batista, está negociando delação, a perda do foro privilegiado e das imunidades do cargo vai acelerar a colaboração de Loures com as investigações.

Rodrigo Rocha Loures está disposto a contar tudo que sabe sobre as tenebrosas transações de Michel Temer na organização criminosa investigada na Operação Lava Jato.

Rodrigo Rocha Loures, sem a imunidade parlamentar, deverá ser preso imediatamente após deixar o cargo em definitivo.

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