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Cunha vai depor no inquérito que investiga Temer

Michel Temer e Eduardo Cunha

Eduardo Cunha vai prestar depoimento nesta quarta-feira (14/6) no inquérito que investiga o presidente Michel Temer por corrupção passiva, obstrução à Justiça e participação em organização criminosa.

Cunha é investigado no mesmo inquérito.

O depoimento será às 11h na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

A Polícia Federal investiga, entre outros crimes, o pagamento de propina para Eduardo Cunha e Lúcio Funaro ficarem calados na cadeia, de acordo com a gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista, na calada da noite de 7 de março, nos porões do Palácio do Jaburu.

Ministro Edson Fachin concedeu 5 dias para PF concluir inquérito de Temer

Michel Temer

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação por mais cinco dias o prazo para que a Polícia Federal conclua a inquérito contra o presidente Michel Temer e o ex-assessor dele, Rodrigo Rocha Loures.

O ministro Fachin aguarda a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o pedido de arquivamento da investigação feito pela defesa de Temer.

 

Temer chamou Joesley de falastrão, não quando era para voar com o empresário

O presidente investigado Michel Temer, que era amigo íntimo de Joesley Batista, chamou o empresário de falastrão, mas não achava isso quando voava com a família no avião particular do delator.

Joesley Batista era para Michel Temer o que José Carlos Bumlai era para Lula da Silva, amigo íntimo.

O diário de bordo do avião particular de Joesley Batista com prefixo PR-JBS foi entregue às autoridades como mais uma prova da relação íntima que Michel Temer mantinha com o empresário.

Nos registros de viagem do avião de Joesley Batista constam o nome do passageiro Michel Temer e de sua família com a inscrição, “Família sr. Michel Temer”.

As datas dos registros mostram que o voo de ida aconteceu no dia 12 de janeiro de 2011, partindo do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino a Comandatuba, na Bahia.

A volta ocorreu no dia 14 de janeiro de 2011, partindo da pista particular para jatinhos do Hotel Transamérica Comandatuba com destino a Congonhas, entre os sete passageiros do voo estavam Michel  Temer e sua família.

Michel Temer nega a relação próxima com Joesley Batista, mas as provas mostram que o presidente e o empresário mantinham uma relação muito próxima.

Rocha Loures não quer raspar a cabeça

Olha a cabeleira do Zezé. Será que ele é? Será que ele é?

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (6/6) um pedido de liberdade de Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala de Michel Temer.

Rodrigo Rocha Loures, o longa manus de Michel Temer, está preso na  Superintendência da PF em Brasília e deve ser transferido na próxima quarta-feira  para o Presídio da Papuda.

A defesa de Loures pede que ele passe por audiência de custódia, no entanto, não cabe esse pedido, uma vez que a necessidade de prisão do custodiado já foi analisada pelo juiz que expediu o mandado de prisão.

A defesa também pediu ao STF para que Rocha Loures não tenha a cabeça raspada quando for transferido para a Papuda, como acontece com todos os outros presos.

TSE terá quatro sessões para julgar a ação que pede a cassação de Dilma e Temer

Será retomada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça (6/6) às 19h, o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral  –  AIJE 194358 – que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.

A ação foi proposta em 18 dezembro de 2014 pelo PSDB contra os Diretórios Nacionais do PT e do PMDB.

Serão realizadas quatro sessões plenárias no TSE se acordo com o seguinte cronograma:

6/6/2017 – terça-feira – 19h

7/6/2017 – quarta-feira – 9h

8/6/2017 – quinta-feira – 9h e 19h

A AIJE 194358 tramita em conjunto com a AIJE 154781, a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo – AIME 761 e a Representação – RP 846.

Procedimento

De acordo com o regimento interno, o relator da matéria, que também exerce a função de corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Herman Benjamin, dará inicio ao julgamento com a leitura do relatório da ação, que traz um resumo das diligências feitas, dos depoimentos e provas coletados, das perícias, e das providências solicitadas pelo relator durante a fase de instrução processual.

Em seguida, o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, concederá a palavra, da tribuna, aos advogados de acusação e aos de defesa das partes envolvidas, nessa ordem. Em seguida, o representante do Ministério Público Eleitoral – MPE fará suas considerações.

Depois o ministro Herman Benjamin apresentará o seu voto na AIJE e na sequência votam os ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes, nessa ordem, conforme prevê a regra do artigo 24 do Regimento Interno do TSE.

QUEM MANDOU MATAR CELSO DANIEL?

Marcos Valério

“…o que eu fiquei sabendo é muito grave. E o senhor não vai poder garantir a minha vida, senhor”

Em depoimento prestado à Justiça Federal em 12 de setembro de 2016, Marcos Valério pediu ao juiz Sérgio Moro para não responder questionamento do procurador do Ministério Público Federal sobre uma chantagem que Lula da Silva teria sofrido da parte Ronan Maria Pinto, que ameaçava revelar as circunstâncias do homicídio de Celso Daniel.

“Ouvi do Sr. Silvio Pereira que o ministro José Dirceu, o presidente Lula e o Sr. Gilberto Carvalho estavam sendo chantageados. Aí eu chamei o Sr. Silvio e falei: ‘Sr. Silvio, o senhor é maluco. Eu não vou fazer, eu não vou transferir e vou te contar uma coisa: o assunto é tão sério, que eu acho melhor o senhor arrumar alguém de confiança do Sr. presidente para resolver esse assunto”, afirmou Marcos Valério.

O Ministério Público Federal questionou qual era o motivo da chantagem, mas Valério não quis falar naquele momento por temer um atentado contra sua vida.

“Senhor, eu gostaria de não responder a essa pergunta, porque ela é muito… o que eu fiquei sabendo é muito grave. E o senhor não vai poder garantir a minha vida, senhor”, afirmou Marcos Valério.

No dia 11 de outubro de 2016, a deputada federal Mara Gabrilli encontrou-se por acaso com Marcos Valério no presídio, quando realizava uma visita para verificar a situação de presos com necessidades especiais.

A deputada conversou com o publicitário e colheu depoimentos estarrecedores sobre as circunstâncias do assassinato do ex-prefeito e seus mandantes.

A deputada entregou um dossiê sobre o assassinato de Celso Daniel no ano passado ao juiz Sérgio Moro.

Celso Daniel está morto, mas o caso não.

No dia 1º de abril de 2016 foi deflagrada a 27ª fase da Operação Lava Jato – Carbono 14 – que prendeu Ronan Maria Pinto, empresário de Santo André (SP), suspeito de receber R$ 6 milhões do esquema de corrupção da Petrobras investigado pela Polícia Federal.

No despacho em que autoriza a prisão de Ronan, o juiz Sérgio Moro cita a morte do prefeito da cidade, Celso Daniel (PT), em 2002, e diz que “é possível” que o crime tenha “alguma relação” com um esquema de corrupção que existia na prefeitura da cidade.

Ronan já havia sido condenado em 2015 por envolvimento em um esquema no setor de transportes de Santo André entre 1999 e 2001.

Ao autorizar a prisão do empresário, o juiz Moro lembrou a condenação e, em seguida, escreveu ser “possível que este esquema criminoso tenha alguma relação com o homicídio, em janeiro de 2002, do então Prefeito de Santo André, Celso Daniel, o que é ainda mais grave”.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, Celso Daniel foi morto porque descobriu a cobrança de propinas e tentou impedi-la. Os desvios abasteceriam o “caixa dois” do PT, segundo promotores. No entanto, para a polícia, o petista foi morto em um crime comum.

Mas os fatos que estão vindo à tona com as investigações da Operação Lava Jato demonstram que o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel pode ter sido encomendado.

No dia 3 de abril deste ano, a deputada Mara Gabrilli enviou um ofício ao procurador de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, em que narra todos os depoimentos que colheu do publicitário Marcos Valério e pede o prosseguimento das investigações do crime.

Em setembro de 2012, Marcos Valério prestou depoimento ao Ministério Público Federal e revelou que foi informado em 2004 pelo secretário-geral do PT, Silvio José Pereira, que o presidente Lula estava sendo chantageado em razão do assassinato de Celso Daniel, mas os procuradores não consideraram as afirmações do publicitário naquele momento. O publicitário disse que o empresário Ronan Maria Pinto exigia R$ 6 milhões para não divulgar informações relacionadas ao caso Santo André, envolvendo o presidente Lula, o ex-ministro José Dirceu e o então assessor particular Gilberto Carvalho.

Marcos Valério disse que  “Ronan ia entregar Lula como mentor do assassinato” de Celso Daniel, caso não recebesse 6 milhões de reais.

As investigações da Operação Lava Jato constataram que o dinheiro, de fato foi pago, mas ainda não estava claro os motivos, uma vez que ninguém sai por aí distribuindo R$ 6 milhões por nada e em razão de nada.

Marcos Valério, preso no mensalão, diz que quer revelar as circunstâncias da morte de Celso Daniel que teria sido encomendada por Lula.

A deputado Mara Gabrilli disse que Marcos Valério está disposto a esclarecer todos os detalhes da chantagem e afirmou “O Valério me disse que Ronan ia apontar o ex-presidente Lula como mentor do assassinato do Celso Daniel”.

Segundo a deputada, o publicitário garantiu ter as provas da chantagem.

Em depoimento prestado em colaboração premiada, Paulo Roberto Costa fala sobre a morte de Celso Daniel.

 

Marcos Valério negocia um acordo de colaboração premiada com três promotores de Minas Gerais e dois procuradores da República, que foram destacados pelo procurador-geral da República para tratar do caso.

Após o envio do ofício da deputada ao procurador de Justiça de São Paulo, dois promotores foram conversar com Marcos Valério, mas ele diz não ter confiança em depor para os promotores e diz que só vai contar tudo para a Polícia Federal.

Em breve o Brasil terá a resposta para a pergunta: Quem mandou matar Celso Daniel?

Saiba mais em:

A Chantagem – Parte 1

A Chantagem – Parte 2

O juiz Sérgio Moro, em despacho no dia 2 de março de 2017, revelou que é possível que o empréstimo investigado tenha relações com a extorsão para não revelar o assassinato de Celso Daniel, a ser esclarecida por Marcos Valério.

Trecho da sentença do juiz federal Sérgio Moro – 2 de março de 2017.

No despacho que autorizou a prisão de Ronan Maria Pinto, expedido em 15 de fevereiro de 2016, escreveu o juiz Sérgio Moro: “Se confirmado o depoimento de Marcos Valério, de que os valores lhe foram destinados em extorsão de dirigentes do Partido dos Trabalhadores, a conduta é ainda mais grave, pois, além da ousadia na extorsão de na época autoridades da elevada Administração Pública, o fato contribuiu para a obstrução da Justiça e completa apuração dos crimes havidos no âmbito da Prefeitura de Santo André”.

Em outro trecho do mesmo despacho, o juiz federal afirma que é possível que o empréstimo intermediado por José Carlos Bumlai tenha relação com o homicídio de Celso Daniel.

Trecho do despacho do juiz fedral Sérgio Moro – 15 de fevereiro de 2016.

 

Em breve o Brasil terá a resposta para a pergunta: Quem mandou matar Celso Daniel?

Rodrigo Rocha Loures vai para a Papuda

Rodrigo Rocha Loures no momento da prisão.

Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala de Michel Temer, preso na manhã deste sábado (3/6) pela Polícia Federal em Brasília, vai ver o sol nascer quadrado da Papuda, complexo penitenciário de Brasília, famoso por abrigar celebridades do crime do colarinho branco.

Rodrigo Rocha Loures vai passar o fim de semana na carceragem VIP da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e na segunda-feira (5/6) será transferido para a Papuda.

Rodrigo Rocha Loures foi preso

Loures e Temer

A Polícia Federal prendeu neste sábado (3/6) Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial do presidente Michel Temer.

O mandado de prisão preventiva foi expedido na noite de sexta (2/6) pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF),  relator da Operação Lava Jato.

Rodrigo Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal recebendo uma mala contendo R$ 500 mil, propina  destinada ao presidente Michel Temer.

O medo da interceptação telefônica

Michel Temer

Interceptação telefônica não é doença contagiosa, mas pode ter acometido ministros, assessores e pessoas próximas de Michel Temer.

Ninguém quer conversar, aproximar-se, trocar mensagens e muito menos atender ligações de qualquer pessoa que seja da convivência e do entorno do presidente Michel Temer, é a fobia da interceptação.

Emissários de Michel Temer têm tentado entrar em contato com ministros do Tribunal Superior Eleitoral para tratar do processo de cassação da chapa Dilma-Temer, mas por lá ninguém quer atender.

Gustavo Rocha, subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, tentou falar com ministros do TSE, mas ninguém quis atender.

Os ministros do TSE não querem conversa com ninguém que possa ser relacionado a Michel Temer, eles têm medo de que numa interceptação telefônica da Polícia Federal um diálogo qualquer possa ser  interpretado como obstrução de justiça ou outro crime, além do risco de serem feitos pedidos que não possam ser atendidos da parte de Michel Temer, criando situações de constrangimento para os ministros.

PGR denuncia Aécio Neves ao STF por corrupção passiva e crimes contra a administração da Justiça

Aécio Neves

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nesta sexta-feira (2/6) ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia do senador Aécio Neves (PSDB) pelos crime de corrupção passiva e contra a administração da justiça.

Foram denunciados também Andrea Neves, irmã de Aécio Neve,  Frederico Pacheco e  Mendherson Souza Lima.

A denúncia está fundamentada nas investigações da Operação Patmos.

O ministro Marco Aurélio Mello será o relator do caso que vai analisar e decidir se aceita ou não a denúncia, caso a denúncia seja aceita, Aécio Neves vai se tornar réu em ação penal que tramitará no STF, enquanto ele ainda estiver no cargo de Senador.

Se Aécio Neves deixar o cargo, o processo será encaminhado à primeira instância.

Aécio é alvo de oito inquéritos no Supremo por crimes investigados à partir das colaborações premiadas dos executivos e donos da J&F, de ex-executivos da empreiteira Odebrecht, e da colaboração de Delcídio do Amaral.

Homens de confiança de Temer na mira da Lava Jato

Os homens de confiança do presidente Michel Temer, todos envolvidos em crimes investigados na Operação Lava Jato, Rodrigo Rocha Loures, José Yunes, Tadeu Filippelli e Sandro Mabel, coincidência?

Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial da Presidência da República.

Flagrado pela Polícia Federal transportando uma mala recheada com R$ 500 mil, propina destinada a Michel Temer.

José Yunes, ex-assessor especial da Presidência da República.

Delatado por Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, por ser o intermediário de Michel Temer para receber propina em dinheiro vivo, usando o seu escritório em São Paulo como ponto de recebimento.

Tadeu Fillipelli, ex-assessor especial da Presidência da República.

Investigado por integrar organização criminosa que superfaturou custo e desviou recursos da obra na reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha.  O estádio estava previsto para custar R$ 600 milhões, mas acabou custando R$ 1, 575 bilhão.

Sandro Mabel, ex-assessor especial da Presidência da República.

O Ministério Público de Goiás investiga pagamentos de propina para Sandro Mabel por ex-executivos da construtora Odebrecht em 2010. Os colaboradores da Odebrecht, João Antônio Pacífico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz de Oliveira delataram pagamento de propina, a pretexto de doação de campanha, a Mabel que, na ocasião, era candidato a deputado federal, no valor de R$ 100 mil, pagos por meio de caixa 2, mas registrados no departamento de operações estruturadas da Odebrecht, o setor de propina da empreiteira.

OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA: Michel Temer destaca interlocutores para tentar manter Loures calado

Michel Temer

O presidente Michel Temer tem destacado emissários para conversar com Rodrigo Rocha Loures com o intuito de tentar convencer o ex-assessor a permanecer calado.

Para impedir a interceptação das conversas, os emissários de Michel Temer usam o Skype para falar com Rodrigo Rocha Loures.

A escolha do Skype pelos emissários de Temer se deu porque as conversas feitas pelo aplicativo são criptografadas e divididas em dois arquivos diferentes antes que se verifique a qualidade da tradução no receptor, não havendo como identificar quem disse o quê.

Segundo o diretor do projeto Skype, Oliver Fontana, nem a NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA) conseguiria decifrar as conversas ou mensagens trocadas pelo aplicativo.

Depois que perdeu o cargo de Deputado Federal e por consequência, a imunidade parlamentar, Rodrigo Rocha Loures poderá ser preso a qualquer momento, o que dificultaria as investidas dos emissários de Michel Temer, então eles correm contra o tempo.

Há um pedido de prisão preventiva contra Rodrigo Rocha Loures protocolado pela PGR no Supremo Tribunal Federal aguardando a decisão do ministro Edson Fachin.

O investigado Michel Temer trabalha incessantemente para manter o outro investigado, Rodrigo Rocha Loures, calado, isso é obstrução de justiça.

É urgente que Rodrigo Rocha Loures seja recolhido à prisão.

É urgente que o presidente Michel Temer deixe o cargo para ir para a cadeia também.

Confide, o aplicativo de mensagens utilizado por Joesley Batista e Rodrigo Rocha Loures

 

Joesley Batista e Rodrigo Rocha Loures usavam o aplicativo Confide para trocar mensagens sigilosas.

O aplicativo permite ler as mensagens sem salvá-las nos aparelhos, assegurando que as palavras permaneçam confidenciais e fora de registros de caixas de entrada e provedores de e-mail.

Ao passar o dedo na tela a mensagem é lida, liberando uma linha de cada vez, e depois de lida a mensagem é automaticamente apagada.

O sistema alerta o remetente assim que a mensagem é visualizada, não deixando dúvidas sobre sua leitura, além de avisar também, caso o destinatário realize uma captura de tela.

Útil para quem tem o que esconder.

Mas sabemos que não existe nenhum aplicativo totalmente seguro.

Joesley Batista usava outro aparelho para filmar e fotografar as mensagens que trocava com o assessor de Michel Temer pelo aplicativo Confide, e foram esses os registros entregues às autoridades.

Em um desses registros, Joesley tenta marcar um outro encontro secreto com Michel Temer e pede a ajuda de Rodrigo Rocha Loures para agendar o encontro.

 

 

PGR pede novamente a prisão de Rodrigo Rocha Loures

Loures e Temer

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu novamente nesta quinta-feira (1/5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão de Rodrigo Rocha Loures, depois que ele deixou o cargo de Deputado Federal.

Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala de Michel Temer, foi filmado pela Polícia Federal transportando R$ 500 mil em uma mala, propina destinada ao presidente da República.

Um outro pedido anterior de prisão, formulado pela PGR, foi negado pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo, porque Rodrigo Rocha Loures exercia mandato de deputado federal e estava protegido pelo manto da imunidade parlamentar, que proíbe a prisão de parlamentares, salvo em casos de flagrante delito em crimes inafiançáveis, de acordo com a Constituição da República.

O ministro Edson Fachin reconheceu que a prisão de Rodrigo Rocha Loures era imprescindível, no entanto, deixava de expedir mandado de prisão em face à imunidade do cargo que ocupava o investigado.

Prevalecendo o entendimento do ministro sobre a imprescindibilidade da prisão, o ex-assessor de Michel Temer para assuntos de transporte de malas de propina poderá ser preso a qualquer momento.

PGR deve pedir a prisão de Rodrigo Rocha Loures, que perdeu a imunidade

Loures e Temer

Ao ser defenestrado da pasta da Justiça por Michel Temer, Osmar Serraglio (PMDB-PR) retornou à Câmara nesta quinta-feira (1/5) para retomar o mandato de deputado federal.

Rodrigo Rocha Loures, deixa o cargo de Deputado Federal que ocupava como suplente de Osmar Serraglio.

A Procuradoria Geral da República (PGR) deverá pedir a prisão de Rodrigo Rocha Loures, o carregador de malas de propina  de Michel Temer, flagrado pela Polícia Federal transportando R$ 500 mil  destinados ao presidente.

Rodrigo Rocha Loures perdeu a imunidade parlamentar e poderá ser preso a qualquer momento.

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