Não foi Joesley quem primeiro revelou a posição de Michel Temer na orcrim de Lula

Diferente do que muitos pensam, não foi Joesley Batista o iniciador do inferno de Temer, uma vez que tudo começou com as delações dos colaboradores da Odebrecht, em que o presidente Michel Temer foi várias vezes citado.

Destaca-se a citação do presidente feita pelo colaborador Cláudio Melo Filho, que relatou o papel exercido por Michel Temer na organização criminosa de Lula, além de explicitar sua atuação específica na Câmara dos Deputados como captador de recursos ilícitos para o PMDB, seus correligionários e para si próprio.

Relato de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada

Relato de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada

Relato de Cláudio Melo Filho,ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada

A colaboração premiada de Joesley Batista confirma a colaboração premiada do ex-executivo da Odebrecht, Michel Temer é o chefe da célula da organização criminosa de Lula da Silva que atua na Câmara.

“O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa”, afirmou Joesley Batista.

É preciso esclarecer que a complexa organização criminosa, instituída e liderada por Lula da Silva, está dividida em várias células ou núcleos, entre elas se destaca a célula do PMDB, liderada por José Sarney, que se subdivide em dois grandes grupos, dos que atuam no Senado Federal e dos que atuam na Câmara dos Deputados.

Ocorre que, como já foi exaustivamente tratado em outras postagens deste site, com os avanços da Operação Lava Jato, que se aproxima mais e mais da cúpula da organização criminosa e já alcançou o seu comandante máximo, além de outros membros importantes, foi necessário alçar Michel Temer à Presidência da República para substituir Dilma Rousseff, que havia perdido totalmente a capacidade para destruir a Lava Jato.

Michel Temer foi feito Presidente da República com as bênçãos de Lula da Silva para estancar a Operação Lava Jato e ilegitimamente convocar uma Assembleia Nacional Constituinte em 2018 para destruir o Estado e fundar outro que concederia anistia a todos os envolvidos nos crimes investigados pela Operação Lava Jato.

Então, foi realizado um grande acordo nacional envolvendo todos os implicados nos crimes investigados pela Operação Lava Jato, inclusive com o Supremo, para garantir a impunidade de todos, a Solução Michel.

Assim foi feito, Michel Temer tornou-se Presidente da República e desde o primeiro instante em que ocupa o cargo, desde ainda a interinidade, quando ocorria o processo de impeachment de Dilma Rousseff, tem voltado seus atos para estancar a Operação Lava Jato e executar os planos com os objetivos estabelecidos pela orcrim.

Contudo, Michel Temer, Lula da Silva, José Sarney, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Renan Calheiros, Moreira Franco, Henrique Meirelles, Dilma Rousseff, Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, José Serra e tantos outros membros da orcrim, não contavam com as colaborações premiadas, em especial, as colaborações de Sérgio Machado, Delcídio do Amaral, dos executivos da Odebrecht e da J&F, que revelaram, com detalhes e provas, o grande esquema criminoso liderado por Lula para destruir o Brasil, garantir a impunidade a todos os envolvidos nos crimes e manter os membros da orcrim no poder.

É estarrecedor.

 

Cunha vai depor no inquérito que investiga Temer

Michel Temer e Eduardo Cunha

Eduardo Cunha vai prestar depoimento nesta quarta-feira (14/6) no inquérito que investiga o presidente Michel Temer por corrupção passiva, obstrução à Justiça e participação em organização criminosa.

Cunha é investigado no mesmo inquérito.

O depoimento será às 11h na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

A Polícia Federal investiga, entre outros crimes, o pagamento de propina para Eduardo Cunha e Lúcio Funaro ficarem calados na cadeia, de acordo com a gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista, na calada da noite de 7 de março, nos porões do Palácio do Jaburu.

Ministro Edson Fachin concedeu 5 dias para PF concluir inquérito de Temer

Michel Temer

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação por mais cinco dias o prazo para que a Polícia Federal conclua a inquérito contra o presidente Michel Temer e o ex-assessor dele, Rodrigo Rocha Loures.

O ministro Fachin aguarda a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o pedido de arquivamento da investigação feito pela defesa de Temer.

 

O Ferrete de Pilatos | Por Danilo Dias

O Ferrete de Pilatos 

 

Por Danilo Dias*

 

Em 1945, Branch Rickey, um homem branco já com seus 65 anos, dono de um dos principais times de beisebol dos Estados Unidos, o Brooklyn Dodgers, resolveu quebrar um poderoso tabu social: contratou um jogador negro (Jackie Roosevelt Robinson) para compor seu time, que disputava o principal campeonato do país. Nessa liga especial, só jogavam homens brancos.

Antes de firmar o contrato, Rickey foi cortante em relação aos desafios que estariam por vir: menosprezo, injúrias e provocações até o limite do tolerável. Uma eventual reação de Jackie à altura dos ultrajes recebidos seria suficiente para a claque apoiar os algozes, confirmando que o negro não tinha as habilitações necessárias para jogar com brancos. Os ataques contra Jackie – físicos e morais – seriam invisíveis para a plateia, que só teria olhos para a reação do negro “destemperado” e “incivilizado”. Seria necessário, explicava Rickey, fleuma e disciplina para vencer naquele ambiente hostil. Era o preço a ser pago para iniciar a mudança de uma cultura incrustada no país.

Quem acompanha com imparcialidade o cenário político atual no Brasil, entristeceu-se com o desempenho dantesco do órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira e aquilatou claramente o custo para mudar nossa cultura de corrupção e impunidade. Concebido para fazer valer a vontade legítima do eleitor, resguardando os pleitos de influências indevidas do poder político e econômico, o TSE entrou na última semana com força na refrega da política, não como árbitro, como seria curial, mas na condição de competidor que escolheu lado e pauta partidária a ser defendidos. O Ministério Público, altivo, cumpriu seu papel, mas purgou toda sorte de difamações.

Não havia nenhuma sombra de imparcialidade nos votos de alguns dos ministros. Aliás, não houve nem mesmo preocupação em aparentar isenção. No fatídico julgamento, o vício arrogante nem sequer cuidou de render homenagem à virtude para que, ao menos em simulações hipócritas, se revelasse alguma vergonha pelo malfeito: foi tudo às escâncaras e televisionado para todo o país.

Ao refletir sobre o episódio ocorrido na última semana, duas possibilidades me ocorrem: ou assistimos ao ato de um grande recomeço, ou testemunhamos o começo de um terrível fim.

Nos últimos três anos estivemos na labuta anticorrupção com amplo e ativo apoio da sociedade, mas desde o impeachment houve um claro esfriamento de ânimo em relação ao tema. Não mais se repetiu em intensidade o espetáculo cívico até então visto pelas ruas do país.

A Lava Jato, ainda assim, seguiu seu curso e intensificou o trabalho. Acuados e sem a pressão social no encalço, os investigados encorajaram-se a reagir. Nessa linha, o julgamento do TSE foi apenas a expressão mais evidente das ações destinadas a trazer o país de volta a sua antiga “normalidade”.

Como otimista convicto, recuso-me a aceitar que a sessão do TSE tenha sido o começo de um fim melancólico para a Lava Jato, para o combate à corrupção e à impunidade. Ao contrário, estou certo de que a frustração com o episódio servirá como mola propulsora de mudanças e de que estamos mesmo é diante de um grande recomeço para o país.

Para isso, ao menos duas condições precisam se fazer presentes. A primeira e mais importante diz respeito à participação da sociedade e sua intensificação na cobrança por reformas no sistema político e na defesa da pauta de combate à corrupção. A democracia exige vigilância atenta e perene.

A segunda refere-se à postura dos órgãos envolvidos na defesa do patrimônio público e da probidade, especialmente o Ministério Público e o Judiciário. Nesse ponto, retomo a história de Jackie Robinson para reavivar os conselhos do visionário cartola do beisebol: quem deseja fomentar mudanças em cultura – porque é disso que se trata – precisa ser dotado de resiliência. Ofensas e calúnias devem ser respondidas com mais trabalho; na lama da difamação, supostos “excessos”, “messianismos” e “ilegalidades” serão iluminados e realçados, enquanto as ofensas injustas e as aleivosias insidiosas serão ofuscadas e devidamente escondidas tão sistematicamente que, em algum ponto, as pessoas podem não mais enxergar crimes e corrupção, mas apenas os aparentes defeitos dos agentes da lei.

No julgamento histórico, o Ministério Público sofreu toda sorte de leviandades e acusações irresponsáveis. Nessa hora difícil, a firme resistência e a coragem ponderada foram fundamentais para a travessia tormentosa. O ilustre baiano Rui Barbosa, em passagem sugestivamente citada pelo ministro Gilmar Mendes no TSE, remete-nos ao julgamento ignominioso do Cristo, para advertir os juízes – aplicável hoje também ao Ministério Público – contra o ferrete de Pilatos: “O bom ladrão salvou-se, mas não há salvação para o magistrado covarde”.

* Danilo Dias é procurador regional da República e coordenador da assessoria criminal da PGR

 

Colaboração premiada de Lúcio Funaro tem potencial para explodir Michel Temer

Conforme Verbi Gratia adiantou, Lúcio Bolonha Funaro surtou na cadeia depois das colaborações dos executivos da J&F.

Com o aval de Michel Temer, Lúcio Funaro era mantido em silêncio na prisão na base do “alpiste”, nome dado à propina que era paga por Joesley Batista para manter calados na cadeia Eduardo Cunha e Lúcio Funaro.

Depois da colaboração premiada dos executivos da J&F, o “alpiste” deixou de ser pago, Funaro se apressou para falar.

Lúcio Funaro já ensaiava se oferecer para fazer um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal desde que foi preso, em 1º de julho de 2016, na Operação Sépsis, mas sempre desistia, agora sabemos qual era o motivo das inúmeras vezes em que recuou, era por causa do “alpiste”.

“Tem que manter isso, viu?”, afirmou Michel Temer sobre manter o repasse da propina cala-boca para Eduardo Cunha e para Lúcio Funaro,  na conversa que teve nos porões do Palácio do Jaburu na calada da noite com Joesley Batista.

As informações de Lúcio Funaro tem potencial para arrancar a cabeça do presidente Michel Temer e para enviar muitos amigos e colaboradores do presidente para a cadeia.

Lúcio Funaro, sabia que estava sendo investigado e que cedo ou tarde cairia nas mãos da polícia, então resolveu contratar um especialista em tecnologia da informação formado em Israel, para fazer uma varreduras em todos os seus apetrechos e de seus familiares.

Computadores, celulares e tablets foram rastreados em busca de eventuais escutas e interceptações.

Embora não contasse com as colaborações dos executivos da J&F atravessando seu caminho, Funaro se preparou para ser preso e para se defender, considerado metódico e organizado, passou a registrar, armazenar e catalogar todos os contatos, reuniões, encontros que fez desde 2014 com agentes públicos e privados, incluindo e-mails, telefonemas e mensagens de celular.

Desde 2014, Funaro passou a gravar todos os frequentadores de seu escritório em áudio e vídeo, ele tem mais de 18 meses de gravações e um arsenal de outras provas e está disposto a entregar tudo às autoridades em troca de obter penas mais brandas.

Lúcio Funaro tem muito a relatar. As investigações realizadas em pelo menos três operações da Polícia Federal, envolvem os presos Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, e os investigados Geddel Vieira Lima e Michel Temer.

A Polícia Federal descobriu que a Viscaya Holding, de Lúcio Funaro, recebeu mais de R$ 12 milhões de empresas beneficiadas por recursos do FI-FGTS entre abril de 2012 e maio de 2013.

Os repasses para a empresa de Funaro ocorreram no mesmo período em que Funaro, Cunha, Geddel e Cleto trocaram mensagens sobre as tratativas de liberação dos financiamentos do FI-FGTS, administrado pela Caixa.

Numa dessas mensagens, Lúcio Funaro chama Geddel Vieira de “boca de jacaré para receber e carneirinho para trabalhar”, e diz que Geddel é um “porco” e “um folgado do caralho” e avisa a Fabio Cleto que pode queimar Geddel com Michel Temer, deixando clara a posição de comando ocupada por Michel Temer no grupo criminoso.

Trecho da conversa interceptada pela Polícia Federal:

Funaro: Me faz um favor liga p geddel e ve em qual e mail ele quer que vc passe isso ou pra quem vc entrega que se ele nao resolver vou fuder ele no Michel. Esse porco e um folgado do caralho

Cleto: Vi, Foi mandado pra minha caixa e pra do geddel. Ja encaminhei pro email institucional da arca do geddel, com medo que ele nem veja o email. E ja pedi pra secretaria dele encaminhar.

Do total de recursos repassados por empresas beneficiadas com recursos do FI-FGTS para a Viscaya Holding, de Lúcio Funaro, mais de R$ 6,7 milhões foram pagos pela J&F Investimentos S.A., via Banco Original, R$ 1,25 milhão saiu da Eldorado Brasil Celulose e R$ 2,38 milhões foram pagos pela Contern Construções, empreiteira do grupo Bertin – frigorífico comprado pela JBS.

A Polícia Federal suspeita que os R$ 300 mil de Valdir Piran, dono da Piran Factoring, também tenha origem no grupo J&F.

Lúcio Funaro é investigado em pelos menos três operações que se desdobraram da Operação Lava Jato e essas investigações desembocam direto no birô de Michel Temer.

Operação Sépsis

A Polícia Federal deflagrou a Operação Sépsis, em 1/7/2016, um dos alvos era a J&F, holding que controla as empresas JBS, Alpargatas, Vigor, Eldorado Brasil, Banco Original, Oklahoma e Canal Rural.
A J&F foi citada na delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, que delatou que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu propinas em 12 operações de grupos empresariais que obtiveram aportes milionários do FI-FGTS, entre eles a J&F.

O operador de Eduardo Cunha era Lúcio Funaro, que foi preso na Operação Sépsis, ele ameaça delatar e afirma ter mais de 18 meses de gravações dos frequentadores de seu escritório.

A Viscaya Holding, de propriedade de Lúcio Funaro, recebeu mais de R$ 12 milhões de empresas beneficiadas com recursos do FI-FGTS entre abril de 2012 e maio de 2013. Esse período corresponde, de acordo com as investigações, com o período em que Cunha, Funaro e Geddel trocaram mensagens para tratar da liberação dos financiamentos da Caixa (FI-FGTS). Desse valor repassado para Funaro, mais de R$ 6,7 milhões foram pagos pela J&F Investimentos S.A., via Banco Original, R$ 1,25 milhão via Eldorado Brasil Celulose e R$ 2,38 milhões via Contern Construções, do grupo Bertin, comprado pela JBS.

Operação Greenfield

A Operação Greenfield, deflagrada no dia 5/9/2016 pela Polícia Federal, teve como um dos alvos o grupo J&F, a holding que controla a JBS e o Banco Original, cujo conselho consultivo foi presidido por Henrique Meirelles de 2012 até maio de 2016, quando deixou a holding para assumir o Ministério da Fazenda.

A Operação Greenfield investiga fraudes bilionárias nos fundos de pensão de empregados de empresas estatais, Petros (Petrobrás), Funcef (Caixa), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios).

Operação Cui Bono

Em 13/1/2017, a Polícia Federal deflagou a Operação Cui Bono e teve entre os alvos, Geddel Vieira Lima. Mensagens trocadas entre Funaro e Cleto recuperadas nessa operação são reveladoras, sugerem que Michel Temer era o chefe do esquema montado para desviar recursos do FI-FGTS, cujo vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, era Geddel.

 

“Me faz um favor liga p Geddel e vê em qual email ele quer que vc passe isso ou pra quem vc entrega que se ele não resolver vou fuder ele no Michel. Esse porco e um folgado do caralho.”

As três operações, Sépsis, Greenfield e Cui Bono, investigam um esquema de corrupção gigantesco que, segundo os investigadores, envolve cerca de 1 trilhão de reais em recursos públicos, entre recursos do FGTS e de fundos de pensão.

Lúcio Funaro negocia um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal e promete entregar todo mundo.

No Anexo 2 da proposta colaboração de Funaro, ele promete apresentar provas, extratos bancários, data, hora e nomes de laranjas de Temer que receberam dinheiro de propina para o presidente, em transferências bancárias e dinheiro vivo e explicar o papel que de Michel Temer exercia no grupo formado por Cunha, Geddel, Meirelles, Moreira Franco, Padilha, Yunes, Joesley e outros.

Lúcio Funaro disse às autoridades que a partir de 2011 Michel Temer passou a comandar o esquema da Caixa Econômica Federal, seus indicados liberavam os financiamentos do FI-FGTS em troca de propina para o PMDB, Michel Temer, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e tantos outros correligionários de Temer, esses repasses de propina eram feitos por meio das empresas de Funaro.

Lúcio Funaro pretende contar detalhes de como o então vice-presidente, Michel Temer, atuava junto ao Banco Central para favorecer o banco BVA (faliu em 2014).

O BVA de José Augusto Ferreira dos Santos era usado pelos caciques do PMDB como lavanderia do partido. José Augusto Ferreira dos Santos é o amigo de Edison Lobão envolvido no mega escândalo revelado pela investigação jornalística internacional Panama Papers. Ferreira é sócio de João Henriques, operador do PMDB, em uma offshore e em uma conta na Suíça.

Funaro disse que vai apresentar também provas de pagamentos de propina que fez via caixa 2 para Moreira Franco, o general do governo Temer.

Funaro promete revelar o esquema de Moreira Franco com André Luís Marques de Barros, o Bocão, diretor da Infraero, indicado de Eduardo Cunha, para favorecer empresas aéreas e Paulo Skaf, quando Franco era ministro da Aviação.

Os executivos da JBS, em colaboração premiada, revelaram o pagamento de mais R$ 50 milhões de propina em troca dos recursos obtidos na Caixa e no FI- FGTS.

Lúcio Funaro afirma ter filmagens de todas as entregas de propina em dinheiro vivo feitas no seu escritório em São Paulo, que há cópias dessas gravações espalhadas e guardadas em locais seguros, como garantia de sua vida, e que as imagens seriam divulgadas caso aconteça algum atentado contra a sua vida ou de seus familiares.

O advogado Figueiredo Basto tem procuração de Lúcio Funaro para tratar do acordo de colaboração premiada com o MPF.

Michel Temer não tem o que comemorar

Michel Temer

Embora tenha sido um alívio para Michel Termer o vergonhoso resultado da absolvição pelo tribunal presidido por Gilmar Mendes, TSE, o presidente investigado não tem o que comemorar.

O céu que se vislumbra sobre a cabeça de Michel Temer é cinzento.

Além da denúncia que será apresentada pela Procuradoria-Geral da República à Justiça, a partir das investigações do presidente Michel Temer por corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa, ainda virão as informações da colaboração premiada de Lúcio Funaro, que está contando às autoridades como ocorria o esquema criminoso para desviar recursos do FI-FGTS comandado por Temer.

Há também duas grandes ameaças pairam sobre a cabeça de Michel Temer, Eduardo Cunha e Rodrigo Rocha Loures, tudo indica que os antigos parceiros do presidente não ficarão calados por muito tempo.

A base aliada está cada vez mais esvaziada e o resultado do julgamento do TSE, visto como uma vitória para Temer, só serviu para despertar ainda mais a indignação do povo.

Contudo, o que tem tirado o sono de Michel Temer é um áudio inédito entregue por Joesley Batista, capaz de complicar ainda mais a situação do presidente. A gravação é mantida em segredo pela Procuradoria-Geral da República, mas está prestes a se tornar pública.

Como se vê, Michel Temer não tem o que comemorar.

 

A POLÍCIA FEDERAL QUER SABER: Quem é Edgar, Michel Temer?

A Polícia Federal perguntou ao presidente Michel Temer se ele tem alguém chamado ‘Edgar’ no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade.

Vossa Excelência tem alguém chamado “Edgar” no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade? Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém.

O “Edgar” das indagações da Polícia Federal a Michel Temer se refere ao sujeito citado por Rodrigo Rocha Loures em diálogo com Ricardo Saud, como pessoa de confiança para recolher o dinheiro de propina que seria destinada ao presidente da República.

 

José de Carvalho Filho, ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada revelou às autoridades pagamentos de propina para Eliseu Padilha por meio de um operador chamado Edgar Santos Neto, ligado ao PMDB.

Afirmou José Carvalho Filho:

Indicaram uma pessoa com o nome Edgar Santos ligado ao partido e que repassasse a ele o valor de R$ 2 milhões”.

 Edgar que recebeu propina para Eliseu Padilha, poderá ser o mesmo Edgar citado por Rodrigo Rocha Loures para receber a propina de Michel Temer, uma vez que se trata do mesmo grupo criminoso.

Não é à toa que a Polícia Federal interroga Michel Temer sobre o “Edgar”.

Quem é Edgar, Michel Temer?

Ministro Herman Benjamin pede a cassação da chapa Dilma-Temer

Ministro Herman Benjamin

O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em votou consistente, fundamentado em provas irrefutáveis, nesta sexta-feira (9/6) pediu a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico nas eleições presidenciais de 2014.

De acordo com a análise do ministro Herman Benjamin, o abuso de poder econômico foram de tal monta que desequilibraram o pleito em favor da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer.

O julgamento ainda está em curso, e a decisão final dependerá dos votos dos outros seis ministros do Tribunal Superior Eleitoral, Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

O ministro Herman Benjamin encerrou dizendo,“eu me recuso a fazer papel de coveiro de prova viva. Posso participar do velório, mas não vou carregar esse caixão.”

Ao vivo: Julgamento da chapa Dilma-Temer

Acompanhe ao vivo o quarto dia de julgamento do pedido de cassação da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer, reeleitos para a Presidência da República em 2014.

O ministro Herman Benjamin prosseguirá a leitura de seu voto. Em seguida, os demais ministros também apresentarão seus votos sobre o pedido de cassação.

 

Tipologia para entender o voto do ministro Herman Benjamin

Ministro Herman Benjamin

O ministro Herman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), iniciou a exposição de seu voto na quinta-feira (8/6) e usou expressões próprias, porém muito didáticas, para explicar o complexo esquema de   recebimento de propinas pelos partidos e políticos por meio da lei eleitoral, as chamadas “doações oficiais”, o que configura lavagem de dinheiro.

Veja o significado das  expressões usadas pelo ministro relator.

Caixa-2-gordura ou propina-gordura: dinheiro repassados aos partidos políticos ao longo do tempo, em prestações de trato sucessivo, para serem usados durante o período de campanha. Formavam uma espécie de poupança de recursos ilícitos, para engordar o caixa dos partidos.

Conta-corrente de propina ou crédito rotativo de propina: são registros e controles das empresas mantinham controles com o montante disponível (saldo) e movimentações de depósitos e saques para cada partido ou político. Os créditos eram depositados conforme a atuação de cada um em favor da empresa e disponibilizados a pedido, poe exemplo, a Odebrecht dava nomes às contas e controlava em sistema próprio que gerava planilhas, “Italiano” (conta-propina de Antônio Palocci), “Pós-Itália” (conta-propina de Guido Mantega) e “Amigo” (conta-propina de Lula da Silva).

O ministro Herman Benjamin explicou que havia pelo menos quatro maneiras para realizar o repasse de propina para as campanhas eleitorais:

1- Quando o dinheiro ilícito, fruto de corrupção, é doado de forma oficial e registrada pela Justiça, fazendo do próprio TSE uma lavanderia de dinheiro sujo;

2- Repasse de propina por meio contratos fajutos, faziam um contrato simulado com um intermediário que seria o prestador de serviço. Nenhum serviço era prestado, o intermediário emitia nota fria, recebia o dinheiro e repassava para os partidos e políticos, dando aparência lícita à saída de dinheiro.

3- Prática do caixa 3, chamada de “barriga de aluguel”, ocorre quando um doador fictício é o responsável formal pela doação, registrada junto à Justiça Eleitoral, por exemplo, a empreiteira Odebrecht usou cervejaria Itaipava para fazer repasses de propina para partidos e políticos e omitir o próprio nome da transação.

4- Pagamentos não contabilizados, intermediados por doleiros e offshores, para esconder o caminho do dinheiro.

O ministro Herman Benjamin concentrou o seu voto em dois pontos constantes da petição inicial, no financiamento ilegal de campanha com recebimento de dinheiro do esquema criminoso na Petrobras e em gastos irregulares, por exemplo, entre outros, serviços pagos e não prestados, serviços comprovados com notas frias e serviços não registrados na Justiça Eleitoral.

 

82 perguntas do interrogatório de Michel Temer

Abaixo estão 82 perguntas formuladas pela Polícia Federal que compõem o interrogatório de Michel Temer:

1. Qual a relação de Vossa Excelência com Rodrigo da Rocha Loures?

2. Desde quando o conhece? Já o teve como componente de sua equipe de trabalho? Quais os cargos ocupados por ele, diretamente vinculados aos de Vossa Excelência?

3. Rodrigo da Rocha Loures é pessoa da estrita confiança de Vossa Excelência?

4. Vossa Excelência confirma ter realizado contribuição financeira à campanha de Rodrigo da Rocha Loures à Câmara dos Deputados, nas eleições de 2014, no valor de R$ 200.650,30? Quais os motivos dessa doação?

5. Vossa Excelência realizou contribuições a outros candidatos nessa mesma eleição? Se a resposta for afirmativa, discriminar beneficiários e valores.

6. Vossa Excelência gravou um vídeo de apoio à candidatura de Rodrigo da Rocha Loures à Câmara dos Deputados em 2014. Fez algo semelhante em prol de outro candidato? Quais?

7. Rodrigo da Rocha Loures, mesmo após ter assumido vaga na Câmara dos Deputados, manteve relação próxima com Vossa Excelência e com o gabinete presidencial?

8. Vossa Excelência confirma ter estado com Joesley Batista, presidente do Grupo J&F Investimentos S/A em 7 de março de 2017, no Palácio do Jaburu, em Brasília, conforme referido por ele em depoimento de fls. 42/51 dos autos do Inquérito nº 4483?

9. Qual o objeto do encontro e quem o solicitou a Vossa Excelência?

10. Rodrigo da Rocha Loures teve prévio conhecimento da realização desse encontro?

11. Por qual motivo a reunião em questão não estava inserida nos compromisso oficiais de Vossa Excelência?

12. Vossa Excelência tem por hábito receber empresários em horários noturnos sem prévio registro em agenda oficial? Se sim, cite ao menos três empresários cm quem manteve encontros em circunstâncias análogas ao de Joesley Batista, após ter assumido a Presidência da República.

13. Vossa Excelência já havia encontrado Joesley Batista fora da agenda oficial? Quando, onde e qual o propósito do(s) encontro(s)?

14. Em pronunciamento público acerca do ocorrido, Vossa Excelência mencionou que considerava Joesley Batista um “conhecido falastrão”. Qual o motivo, então, para tê-lo recebido em sua residência, em horário, prima facie, não usual, em compromisso extraoficial e sem que o empresário tivesse sido devidamente cadastrado quando ingressou às instalações do Palácio do Jaburu (segundo as declarações do próprio Joesley Batista)?

15. Vossa Excelência aventou a possibilidade de realizar viagem a Nova York, no período de 13 a 17 de maio de 2017? Rodrigo da Rocha Loures chegou a comentar com Vossa Excelência sobre o interesse de Joesley Batista de encontra-lo na sede da JBS, naquela cidade?

16. Vossa Excelência sabe se o ex-ministro Geddel Vieira Lima mantinha encontros ou contatos com o empresário Joesley Batista, segundo referido por este às fls. 42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?

17. Vossa Excelência tem conhecimento se o Ministro ELISEU PADILHA mantinha encontros ou contatos com o empresário JOESLEY BATISTA, segundo referido por este às fls. 42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?

18. No mesmo depoimento de fls. 42/51, JOESLEY BATISTA disse ter informado Vossa Excelência, no encontro, sobre a cessação de pagamentos de propina a EDUARDO CUNHA e da manutenção de mensalidades destinadas a LÚCIO BOLONHA FUNARO, ao que Vossa Excelência teria sugerido o prosseguimento dessa prática. Em seguida, o empresário afirmou “que sempre recebeu sinais claros de que era importante manter financeiramente ambos e as famílias, inicialmente por GEDDEL VIEIRA LIMA e depois por MICHEL TEMER para que eles ficassem ‘calmos’ e não falassem em colaboração premiada”. Vossa Excelência confirma ter recebido de JOESLEY BATISTA, na conversa havida no Palácio do Jaburu, a informação de que ele estaria prestando suporte financeiro às famílias de LÚCIO FUNARO e de EDUARDO CUNHA, como forma de mantê-los em silêncio? Em caso de resposta negativa, esclareceu a JOESLEY BATISTA, na ocasião, que não tinha qualquer receio de eventual acordo de colaboração de LÚCIO FUNARO ou de EDUARDO CUNHA?

19. Existe algum fato objetivo que envolva a pessoa de Vossa Excelência e seja passível de ser revelado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou EDUARDO CUNHA, em eventual acordo de colaboração?

20. Vossa Excelência sabe de algum fato objetivo que envolva o ex-ministro GEDDEL VIEIRA LIMA e que possa ser mencionado em acordo de colaboração premiada que eventualmente venha a ser firmado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou por EDUARDO CUNHA?

21. Vossa Excelência conhece LÚCIO BOLONHA FUNARO? Que tipo de relação mantém ou manteve com ele? Já realizou algum negócio jurídico com LÚCIO BOLONHA FUNARO ou com empresa controladas por ele? Quais?

22. LÚCIO BOLONHA FUNARO já atuou na arrecadação de fundos a campanhas eleitorais promovidas por vossa Excelência ou ao PMDB quanto Vossa Excelência estava à frente da sigla? Se sim, especificar a(s) campanha(s).

23. JOESLEY BATISTA também aduziu no depoimento de fls. 42/51 que Vossa Excelência se dispôs a “ajudar” EDUARDO CUNHA no Supremo Tribunal Federal, através de dois Ministros que lá atuam? Vossa Excelência confirma isso? Se sim, de que forma prestaria tal ajuda? Quais eram esses dois Ministros?

24. JOESLEY BATISTA afirma, no depoimento de fls 42/51, que RODRIGO ROCHA LOURES foi indicado por Vossa Excelência, em substituição a GEDDEL VIEIRA LIMA, como interlocutor ao Grupo J&F Investimentos S/A. Vossa Excelência confirma tê-lo indicado para tal função? Se sim, quais temas estavam compreendidos nessa interlocução?

27. Rodrigo da Rocha Loures reportou a Vossa Excelência algum assunto tratado com Joesley Batista? Quais?

28. Vossa Excelência esteve com Rodrigo da Rocha Loures após a conversa mantida com Joesley Batista, em 7 de março de 2017? Se sim, aponte, com a máxima precisão possível, quando e onde se deram tais encontros.

29. Recorda-se de Joesley Batista, na conversa mantida com Vossa Excelência no Palácio do Jaburu, ter feito comentários acerca do comando do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), assim como da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Receita Federal do Brasil? Qual o interesse manifestado pelo empresário acerca desses órgãos?

30. Vossa Excelência teve ciência, através de Rodrigo da Rocha Loures, do interesse do Grupo J&F Investimentos S?A em questão submetida ao CADE, envolvendo o setor de energia? Quais informações foram levadas a Vossa Excelência?

31. Vossa Excelência determinou a Rodrigo da Rocha Loures que interviesse junto ao CADE no sentido de atender a interesses do Grupo J&F Investimentos S/A?

32. Vossa Excelência tomou conhecimento (antes da divulgação jornalística) de encontros mantidos entre Rodrigo da Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor do grupo J&F Investimentos S/A? Se sim, soube do encontro antecipadamente? Qual a pauta dessas reuniões?

33. Vossa Excelência compareceu à inauguração da Casa Japão, em São Paulo, em 30 de abril de 2017. Rodrigo da Rocha Loures viajou com Vossa Excelência no avião presidencial? Se sim, Rodrigo da Rocha Loures reportou a Vossa Excelência , durante a viagem, detalhes dos encontros que tivera com Ricardo Saud, executivo do Grupo J&F Investimento S/A, naquela mesma semana? Se sim, em que termos foi o relato?

34. Vossa Excelência soube que Ricardo Saud, em encontros realizados em 24 e 28 de abril de 2017, expôs a Rodrigo da Rocha Loures, em detalhes, um “esquema” envolvendo o pagamento de vantagens indevidas decorrente da suposta intervenção do então parlamentar junto ao Cade, em prol dos interesses do Grupo J&F Investimentos S/A?

35. Em caso de resposta negativa, o que tem a dizer acerca desse episódio, mesmo que dele tenha tomado conhecimento somente por sua veiculação na imprensa?

36. Rodrigo da Rocha Loures chegou a levar ao conhecimento de Vossa Excelência a disponibilidade do grupo J&F Investimentos S/A em fazer pagamentos semanais que girariam entre R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), por conta da resolução da questão que estava em trâmite no Cade?

37. Vossa Excelência soube, também por Rodrigo da Rocha Loures, que tais pagamentos semanais estavam garantidos até dezembro do corrente ano e, a depender da extensão do contrato firmado entre empresa do Grupo J&F Investimentos e a Petrobras, poderiam se prolongar por até vinte e cinco anos?

38. Caso não tenha tomado conhecimento, Vossa Excelência acredita que Rodrigo da Rocha Loures possa ter participado de tais tratativas com o Grupo J&F Investimentos S/A com intuito de obter exclusivamente para si as quantias que, na hipótese da mencionada dilação contratual, chegariam pelo menos à casa dos R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais)?

39. Vossa Excelência tomou conhecimento (antes da divulgação na imprensa) do recebimento, por Rodrigo da Rocha Loures, de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) do Grupo J&F Investimentos S/A, em São Paulo, em 28 de abril de 2017? O que tem a dizer sobre tal fato (ainda que tenha tomado conhecimento do mesmo pela imprensa)?

40. Após a divulgação desses fatos pela imprensa, que demonstraram a participação inequívoca de Rodrigo da Rocha Loures em conduta aparentemente criminosa, Vossa Excelência manteve algum contato com ele, seja diretamente, seja por interpostas pessoas? Se sim, por qual meio e qual finalidade do contrato?

41. Ricardo Saud, em depoimento prestado na Procuradoria-Geral da República, conforme vídeo já amplamente divulgado, afirmou que tratou com Rodrigo da Rocha Loures sobre os repasses semanais já mencionados, mas ressaltou, categoricamente, que o dinheiro era direcionado a Vossa Excelência. O que Vossa Excelência tem a dizer a respeito?

42. Vossa Excelência considera a hipótese de Rodrigo da Rocha Loures ter usado o nome de Vossa Excelência para obter valores espúrios do grupo J&F Investimentos S/A?

43. Vossa Excelência conhece Ricardo Saud? Qual a relação que mantém com ele?

44. Vossa Excelência já esteve com Ricardo Saud em alguma ocasião? Onde e qual o motivo do encontro?

45. Já solicitou ou recebeu algum valor através de Ricardo Saud, pretexto de contribuição de campanha?

46. Vossa Excelência, em campanhas eleitorais nas quais foi candidato, recebeu alguma contribuição financeira de empresas pertencentes ao Grupo J&F Investimentos S/A? Discriminar as campanhas, os valores, quem os solicitou e como foram encaminhados (se via diretórios ou diretamente)

47. Vossa Excelência tem alguém chamado “Edgar” no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade? Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém.

48. Vossa Excelência conhece Antônio Celso Grecco, proprietário do Grupo Rodrimar, de Santos/SP? Qual relação mantém com ele?

49. Vossa Excelência já recebeu alguma contribuição financeira para fins eleitorais de ANTÔNIO CELSO GRECCO, da empresa RODRIMAR ou de alguma outra empresa a ela vinculada? Quando e qual o valor?

50. Vossa Excelência recebeu alguma reivindicação dessa empresa, ou de outra igualmente atuante no segmento de portos, relacionada à questão do “pré-93”? Se sim, em que termos?

51. Vossa Excelência tem conhecimento se RODRIGO DA ROCHA LOURES recebeu alguma reivindicação da RODRIMAR ou de outra empresa igualmente atuante no segmento de portos, relacionada a esse tema?

52. RODRIGO DA ROCHA LOURES chegou a demonstrar a Vossa Excelência interesse pela questão do “pré-93”?

53. Rodrigo Rocha Loures tem alguma relação com empresas do setor portuário?

54. Vossa Excelência tem relação de proximidade com empresários atuantes no segmento portuário, especialmente de Santos/SP?

55. Vossa Excelência conhece Ricardo Mesquita, vinculado à Rodrimar? Que relação mantém com tal pessoa?

56. Rodrigo da Rocha Loures mencionou a Vossa Excelência o fato de ter encontrado Ricardo Mesquita no mesmo dia (e local) em que esteve reunido Ricardo Saud? Se sim, qual o propósito do encontro com Ricardo Mesquita?

57. Vossa Excelência conhece João Batista Lima Filho, coronel inativo da Polícia Militar de São Paulo? Qual relação mantém com ele?

58. João Batista Lima Filho já teve alguma atuação em campanha eleitoral promovida por Vossa Excelência? Qual a fundação desempenhada por ele?

59. João Batista Lima Filho já atuou na arrecadação de valores a eventual campanha política de Vossa Excelência ou ao PMDB de São Paulo?

60. Joesley Batista afirmou que desde a assunção de Vossa Excelência como Presidente da República, vinha mantendo contatos com o ministro Geddel Vieira Lima. Vossa Excelência tinha conhecimento desses encontros? A que se destinavam?

61. O empresário referiu também que vinha ‘falando’ com o ministro Eliseu Padilha. Vossa Excelência tinha conhecimento desses contatos?

62. Quando Joesley Batista perguntou como estava a relação de Vossa Excelência com o ex-deputado Eduardo Cunha, Vossa Excelência menciono “o Eduardo resolveu me fustigar”, aludindo, em seguida, a questionamentos que ele havia proposto ao juiz Sérgio Moro, em seu interrogatório realizado na 13ª Vara Federal, em Curitiba/PR. Imediatamente, Joesley Batista, referiu que havia “zerado as pendências” (presumivelmente em relação a Eduardo Cunha) e que perdera o contato com Geddel, “o único companheiro dele”, não mais podendo encontra-lo, ao que Vossa Excelência fez o comentário “é complicado”. A quais pendências se referiu Josley Batista?

63. Geddel Vieira Lima efetivamente mantinha relação próxima a Eduardo Cunha?

64. Vossa Excelência via algum inconveniente na realização de encontros entre Joesley Batista e Geddel Vieira Lima? Qual o motivo de ter classificado a situação exposta como “complicada?

65. Em seguida, Joesley Batista, em outros termos, mencionou que investigações envolvendo Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima haviam tangenciado o Grupo J&F Investimentos S/A, afirmando, com conotação de prevenção, que estava “de bem com o Eduardo”, ao que Vossa Excelência interveio com a colocação “tem que manter isso, viu?”, tendo o empresário complementado dizendo “todo mês”.

66. Explique o contexto em que se deram essas colocações, esclarecendo, sobretudo, o sentido da orientação final de Vossa Excelência, nos termos “tem que manter isso”.

67. Uma das interpretações possíveis a essa passagem do diálogo é de que Joesley Batista, ao afirmar que “estava de bem”, tenha se referido a pagamentos mensais que vinha efetuando a Eduardo Cunha com o propósito de não se ver implicado em eventuais revelações que pudessem partir do ex-parlamentar. Vossa Excelência sequer considerou essa hipótese?

68. Vossa Excelência tem conhecimento de alguma ilegalidade cometida por Eduardo Cunha? Quais?

69. Avançando no diálogo, Joesley Batista ao mencionar a sua condição de investigado, afirmou “aqui, eu dei conta, de um lado, do juiz, dar uma segurada… do outro lado, um juiz substituto”, ao que Vossa Excelência complementou: “que tá segurando, os dois…”, o que foi confirmado por Joesley “segurando, os dois”. Logo em seguida, o empresário adicionou a informação “consegui um procurador dentro da força-tarefa”, “que tá me dando informação”; Adiante, o empresário complementa que estava agindo (sem explica como) para trocar um Procurador da República que estava “atrás dele”, fazendo menção, ao que o contexto indica, à atuação de um membro do Ministério Público Federal em alguma investigação. Vossa Excelência, inclusive, se certifica indagando “o que tá em cima de você?”, o que é confirmado pelo empresário. Vossa Excelência percebeu alguma ilicitude nas informações que lhe estavam sendo transmitidas por Joesley Batista?

70. Ao fazer o breve comentário “segurando, os dois”, Vossa Excelência aparenta compreender a alusão do empresário à suposta intervenção que estaria exercendo na atuação de dois magistrados com atuação em investigações instauradas em seu desfavor (de Joesley Batista). O que tem a dizer sobre isso? Caso tenha feito interpretação diversa, a exponha.

71. Se, no entanto, Vossa Excelência confira ter entendido, naquele momento, o imediato sentido que emana das expressões usadas pelo empresário, explique o porquê de não ter advertido Joesley Batista quanto à gravidade daquela revelação, e também, por qual razão não levou ao conhecimento de autoridades a ilícita ingerência na prestação jurisdicional e na atuação do Ministério público que lhe fora narrada por Joesley Batista?

72. Mais à frente, em contexto diverso, Joesley Batista aparentemente procurou estabelecer (ou restabelecer) um canal de contato com Vossa Excelência: “queria falar como é que é, para falar contigo, qual melhor maneira? Porque eu vinha através do Geddel, eu não vou lhe incomodar, evidentemente”. Vossa Excelência confirma ter mencionado Rodrigo de Rocha Loures nesse momento?

73. Qual função ele deveria efetivamente exercer?

74. Joesley Batista já conhecia Rodrigo Rocha Loures?

75. No tocante à menções feitas pelo empresário à nomeação de presidente do Conselho Administrativo de Defesa econômica (CADE), Vossa Excelência sugeriu a Joesley Batista que procurasse o novo Presidente do CADE para ter uma “conversa franca” com ele? Qual o exato significado dessa orientação?

76. Vossa Excelência, naquele momento, tinha conhecimento de algum interesse específico de Joesley no âmbito do CADE?

77. Joesley Batista mencionou também que o Presidente da Comissão de Valores Milionários (CVM) estava por ser “trocado” e que se tratava de “lugar fundamental”. Vossa excelência, então, orientou o empresário para que falasse com “ele. A quem Vossa Excelência se referiu?

78. Qual a legitimidade de Joesley Batista para interceder (ou tentar, ao menos) na nomeação do novo presidente da CVM?

79. Em seguida, Joesley Batista referiu a importância de um “alinhamento” com o ministro Henrique Meirelles, ao que Vossa Excelência manifestou concordância. Qual o sentido da expressão “alinhamento”?

80. Vossa Excelência autorizou que Joesley Batista apresentasse pontos de interesse ao Ministro Henrique Meirelles? Quais? Vossa Excelência tem conhecimento se isso realmente ocorreu?

81. Joesley Batista também mencionou determinada operação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que tinha dado certo, sendo que Vossa Excelência manifestou ter conhecimento do tema, mencionando, inclusive, que havia falado com “ela” a respeito. Qual importância referida pelo empresário?

82. A pessoa aludida por Vossa Excelência no contexto é Maria Silvia Bastos Marques, ex-Presidente do BNDES? O que solicitou a ela?

O presidente Michel Temer é investigado por três crimes: corrupção passiva, obstrução à investigação d infração penal e participação em organização criminosa.

Alckmin, Dória e Perillo declaram apoio a Temer

Michel Temer

Geraldo Alckmin, João Dória e Marconi Perillo declaram apoio ao presidente Michel Temer e defendem sua permanência na Presidência até 2018, a despeito do presidente ter sido flagrado em crimes.

A demora no desembarque do PSDB do governo moribundo já contaminou a sigla, cujos principais integrantes decidiram morrer abraçados com Michel Temer.

Só piora para Michel Temer

 

Depois de ter negado que viajou no avião particular de Joesley Batista e de ter dito que fez a viagem de São Paulo para Comandatuba com a família em avião da FAB, Michel Temer, desmentido por provas cabais, admitiu que voou no avião do delator em 2011.

Michel Temer, no entanto, segue afirmando que não sabia a quem pertencia o avião que tem o prefixo PR-JBS. Dá para acreditar?

 

 

 

De acordo com as investigações do Ministério Público Federal (MPF), a empreiteira OAS pagou R$ 500 mil de propina a Henrique Alves e usou a conta do então candidato a vice-presidente Michel Temer em 2014. O dinheiro depositado foi transferido para a conta do diretório estadual do PMDB do Rio Grande do Norte, para a campanha de Alves ao governo do Estado.

Henrique Alves foi preso na terça-feira (6/6) na Operação Manus, que investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas.

 

Cezar Roberto Bittencourt deixou nesta quarta-feira (7/6) a defesa de Lúcio Funaro porque o doleiro decidiu fazer um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Para desespero de Michel Temer, Lúcio Funaro promete revelar às autoridades, entre outros, um esquema de desvio de dinheiro do FI -FGTS.

Zanin, o pinóquio

Zanin, o Pinóquio

O advogado de Lula da Silva, Cristiano Zanin, disse que foi surpreendido com a inclusão dos vídeos da delação da Odebrecht nos autos do processo do terreno do Instituto Lula e da cobertura em São Bernardo do Campo.

Por causa dessa afirmação do advogado, o TRF-4 determinou que Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar fossem ouvidos outra vez.

O juiz Sérgio Moro revelou a mentira apresentando dados do sistema que mostram que o advogado teve acesso aos vídeos da delação com antecedência.

“Apesar da Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva não ter aberto a intimação eletrônica, consta, nos registros eletrônicos, que o advogado Cristiano Zanin Martins acessou o processo e ainda especificamente os depoimentos extrajudiciais de Alexandrino de Salles Ramos Alencar e de Emílio Alves Odebrecht ainda em 31/05/2017, por diversas vezes, e novamente, por diversas vezes, no dia 01/06/2017. Assim, salvo melhor explicação por parte da Defesa, não aparenta corresponder à realidade a afirmação do advogado Cristiano Zanin Martins de que foi surpreendido na audiência de 05/06/2017, já que os registros eletrônicos do sistema informam que teve acesso à prova com relativa antecedência, em 31/05/2017 e 01/06/2017. Salvo melhor explicação, os fatos afirmados na impetração pelos advogados, de que a Defesa teria sido surpreendida em 05/06/2017, não são lamentavelmente verdadeiros”, escreveu o juiz Sérgio Moro.

Temer chamou Joesley de falastrão, não quando era para voar com o empresário

O presidente investigado Michel Temer, que era amigo íntimo de Joesley Batista, chamou o empresário de falastrão, mas não achava isso quando voava com a família no avião particular do delator.

Joesley Batista era para Michel Temer o que José Carlos Bumlai era para Lula da Silva, amigo íntimo.

O diário de bordo do avião particular de Joesley Batista com prefixo PR-JBS foi entregue às autoridades como mais uma prova da relação íntima que Michel Temer mantinha com o empresário.

Nos registros de viagem do avião de Joesley Batista constam o nome do passageiro Michel Temer e de sua família com a inscrição, “Família sr. Michel Temer”.

As datas dos registros mostram que o voo de ida aconteceu no dia 12 de janeiro de 2011, partindo do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com destino a Comandatuba, na Bahia.

A volta ocorreu no dia 14 de janeiro de 2011, partindo da pista particular para jatinhos do Hotel Transamérica Comandatuba com destino a Congonhas, entre os sete passageiros do voo estavam Michel  Temer e sua família.

Michel Temer nega a relação próxima com Joesley Batista, mas as provas mostram que o presidente e o empresário mantinham uma relação muito próxima.

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