Lula da Silva está interditado para o exercício de cargo ou função pública

Lula da Silva está interditado para o exercício de cargo ou função pública.

Leia aqui a íntegra da sentença condenatória de Lula da Silva.

 

 

 

Anúncios

LULA DA SILVA É CONDENADO POR CORRUPÇÃO E LAVAGEM DE DINHEIRO

Lula da Silva

Lula da Silva foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado.

O juiz Sérgio Moro, titular da 13ª vara da Justiça Federal de Curitiba, condenou o ex-presidente em ação penal que envolve o apartamento triplex em Guarujá, patrimônio ocultado por Lula.

A sentença foi publicada nesta quarta-feira (12/7).

O começo do fim

Michel Temer

O deputado Sérgio Zveiter, do PMDB do RJ, proferiu parecer favorável à admissão da denúncia do presidente Michel Temer apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de corrupção passiva.

É o começo do fim de Michel Temer no cargo de Presidente da República, que teve sua primeira derrota política importante, uma vez que o relator do processo em tramitação na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça é do PMDB, mesmo partido do presidente.

A discussão do parecer está marcada para ter início na próxima quarta-feira (12/7) e será uma longa  discussão entre os 66 integrantes titulares e os 66 suplentes da CCJ, que terão 15 minutos  para se manifestar, e mais 40 deputados inscritos que não compõem a comissão, que terão 10 minutos para fazer seus pronunciamentos.

Depois, falará o relator, deputado Sérgio Zveiter, e em seguida ocorrerá a votação na CCJ.

O parecer será aprovado se tiver no mínimo 34 votos dos membros da comissão e depois seguirá  para votação no plenário da Câmara.

Só piora para Michel Temer

Conforme as previsões deste site, a situação do presidente Michel Temer só piora, mas não nos surpreende, esta situação já era esperada.

Era óbvio que após ter sido citado por diversas vezes nas colaborações premiadas dos ex-executivos da Odebrecht, sobre os pedidos de propina em encontros escusos com empresários no Palácio do Jaburu, a situação jurídica e política de Michel Temer se complicaria, principalmente depois que veio à baila o nome de Lúcio Funaro como a pessoa que entregou envelope de dinheiro destinado a Michel Temer no escritório de José Yunes, ex-assessor especial da Presidência da República, que se demitiu depois do escândalo.

Somente esse fato já seria de extrema gravidade, mas quando pensávamos que a situação não poderia piorar, explodiu a bomba atômica da colaboração premiada dos executivos do grupo J&F.

As informações de Joesley Batista e o áudio da conversa criminosa que Michel Temer manteve com o empresário colocaram a cabeça do presidente da República na guilhotina, situação extrema que levou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot,  a oferecer denúncia em face de Michel Temer e de seu carregador de malas de propinas, Rodrigo Rocha Loures.

Novamente, a situação gravíssima nos levou a pensar que não poderia piorar, mas piorou muito.

Geddel Vieira Lima, que foi o  homem de Michel Temer na Caixa Econômica Federal, foi preso preventivamente por intimidar a mulher de Lúcio Funaro para tentar interferir e impedir futura colaboração do operador do esquemão que desviava recursos do FI-FGTS para favorecer as empresas de Joesley Batista.

Lúcio Funaro presta depoimentos em sede de colaboração premiada, Eduardo Cunha negocia um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal, e o protagonista dos fatos criminosos que a dupla de delinquentes pretende entregar é o presidente da República.

Michel Temer, por tudo que está posto, deverá ser encaminhado à prisão tão logo seja deposto do cargo e perca a imunidade, assim, é muito provável que deixe o Palácio do Jaburu e vá direto para a carceragem da Polícia Federal e de lá para a penitenciária da Papuda.

Triste e justo fim para um presidente da República que foi alçado ao cargo para trabalhar a favor do crime.

Só piora para Michel Temer.

 

PGR DIVULGA NOTA

Diante dos ataques desesperados e abusivos  do denunciado Michel Temer, a Procuradoria-Geral da República divulgou nota de esclarecimento sobre a denúncia do Presidente da República flagrado em crimes.

Nota da PGR

Leia abaixo a íntegra da nota

Nota de esclarecimento sobre denúncia contra o presidente da República

A denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da República, Michel Temer, nessa segunda-feira, 26 de junho, é pública e baseada em fartos elementos de prova, tais como laudos da Polícia Federal, relatórios circunstanciados, registro de voos, contratos, depoimentos, gravações ambientais, imagens, vídeos, certidões, entre outros documentos, que não deixam dúvida quanto à materialidade e a autoria do crime de corrupção passiva. A peça foi submetida à análise do Supremo Tribunal Federal e seguirá o trâmite previsto na Constituição Federal.

O procurador-geral da República pauta-se por uma atuação técnica, no estrito rigor da lei, tanto na esfera judicial quanto na administrativa, e não se furta em cumprir as responsabilidades inerentes ao exercício do ofício. Rodrigo Janot cumpre à risca o comando constitucional de que ninguém está acima da lei ou fora do seu alcance, cuja transgressão requer o pleno funcionamento das instituições para buscar as devidas punições. Se assim não fosse, não haveria um Estado Democrático de Direito.

Sobre o ex-procurador da República e hoje advogado Marcello Miller, a Procuradoria-Geral da República esclarece que ele não participou das negociações do acordo de colaboração premiada dos executivos do Grupo J&F. Ele integrou a Assessoria Criminal do procurador-geral da República de setembro de 2013 a maio de 2015. De maio de 2015 a julho de 2016, ele foi designado para integrar o Grupo de Trabalho da Operação Lava Jato na PGR, em Brasília. A partir de 4 de julho de 2016, ele voltou a ser lotado na PR/RJ, com processos distribuídos ao seu ofício, atuando junto ao Grupo de Trabalho somente como membro colaborador. Ele solicitou exoneração do cargo de procurador da República em 23 de fevereiro de 2017, a qual foi efetivada em 5 de abril de 2017.

O procurador-geral da República reafirma o compromisso do trabalho realizado como chefe do Ministério Público da União com o propósito de garantir a probidade, a transparência e a responsabilidade no trato da coisa pública.

Assessoria de Comunicação Estratégica do PGR

Procuradoria-Geral da República

PROCRADOR-GERAL DA REPÚBLICA OFERECEU DENÚNCIA EM FACE DE MICHEL TEMER E RODRIGO ROCHA LOURES

Michel Temer

Em documento bombástico recheado de provas, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia do presidente da República, Michel Temer, e de seu ex-assessor, Rodrigo da Rocha Loures pela prática do crime de corrupção passiva.

Leia aqui a íntegra da denúncia.

 

Michel Temer chafurda na lama

No relatório conclusivo da Polícia Federal com a perícia do áudio da conversa entre Michel Temer e Joesley Batista, a PF constata que ao ouvir o relato de Joesley Batista sobre os pagamentos para silenciar Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, o presidente da República  “avalizou e aderiu à ação que estava em curso”.

Leia aqui (Inquérito 4483)

Laudo pericial da conversa entre Michel Temer e Joesley Batista foi concluído

A Polícia Federal concluiu nesta sexta-feira (23/6)  o laudo da perícia da conversa gravadas por Joesley Batista, em um encontro secreto na calada da noite Com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, no dia 7 de março.

O Instituto Nacional de Criminalística (INC) concluiu que não houve edições no áudio e que as 180 interrupções ocorreram naturalmente porque o dispositivo utilizado para gravação pausa automaticamente a captação do áudio quando há períodos de silêncio.

O resultado da perícia será encaminhada ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.

Ouça o áudio.

 

 

 

Não foi Joesley quem primeiro revelou a posição de Michel Temer na orcrim de Lula

Diferente do que muitos pensam, não foi Joesley Batista o iniciador do inferno de Temer, uma vez que tudo começou com as delações dos colaboradores da Odebrecht, em que o presidente Michel Temer foi várias vezes citado.

Destaca-se a citação do presidente feita pelo colaborador Cláudio Melo Filho, que relatou o papel exercido por Michel Temer na organização criminosa de Lula, além de explicitar sua atuação específica na Câmara dos Deputados como captador de recursos ilícitos para o PMDB, seus correligionários e para si próprio.

Relato de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada

Relato de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada

Relato de Cláudio Melo Filho,ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada

A colaboração premiada de Joesley Batista confirma a colaboração premiada do ex-executivo da Odebrecht, Michel Temer é o chefe da célula da organização criminosa de Lula da Silva que atua na Câmara.

“O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa”, afirmou Joesley Batista.

É preciso esclarecer que a complexa organização criminosa, instituída e liderada por Lula da Silva, está dividida em várias células ou núcleos, entre elas se destaca a célula do PMDB, liderada por José Sarney, que se subdivide em dois grandes grupos, dos que atuam no Senado Federal e dos que atuam na Câmara dos Deputados.

Ocorre que, como já foi exaustivamente tratado em outras postagens deste site, com os avanços da Operação Lava Jato, que se aproxima mais e mais da cúpula da organização criminosa e já alcançou o seu comandante máximo, além de outros membros importantes, foi necessário alçar Michel Temer à Presidência da República para substituir Dilma Rousseff, que havia perdido totalmente a capacidade para destruir a Lava Jato.

Michel Temer foi feito Presidente da República com as bênçãos de Lula da Silva para estancar a Operação Lava Jato e ilegitimamente convocar uma Assembleia Nacional Constituinte em 2018 para destruir o Estado e fundar outro que concederia anistia a todos os envolvidos nos crimes investigados pela Operação Lava Jato.

Então, foi realizado um grande acordo nacional envolvendo todos os implicados nos crimes investigados pela Operação Lava Jato, inclusive com o Supremo, para garantir a impunidade de todos, a Solução Michel.

Assim foi feito, Michel Temer tornou-se Presidente da República e desde o primeiro instante em que ocupa o cargo, desde ainda a interinidade, quando ocorria o processo de impeachment de Dilma Rousseff, tem voltado seus atos para estancar a Operação Lava Jato e executar os planos com os objetivos estabelecidos pela orcrim.

Contudo, Michel Temer, Lula da Silva, José Sarney, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Renan Calheiros, Moreira Franco, Henrique Meirelles, Dilma Rousseff, Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, José Serra e tantos outros membros da orcrim, não contavam com as colaborações premiadas, em especial, as colaborações de Sérgio Machado, Delcídio do Amaral, dos executivos da Odebrecht e da J&F, que revelaram, com detalhes e provas, o grande esquema criminoso liderado por Lula para destruir o Brasil, garantir a impunidade a todos os envolvidos nos crimes e manter os membros da orcrim no poder.

É estarrecedor.

 

Cunha vai depor no inquérito que investiga Temer

Michel Temer e Eduardo Cunha

Eduardo Cunha vai prestar depoimento nesta quarta-feira (14/6) no inquérito que investiga o presidente Michel Temer por corrupção passiva, obstrução à Justiça e participação em organização criminosa.

Cunha é investigado no mesmo inquérito.

O depoimento será às 11h na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

A Polícia Federal investiga, entre outros crimes, o pagamento de propina para Eduardo Cunha e Lúcio Funaro ficarem calados na cadeia, de acordo com a gravação da conversa entre Temer e Joesley Batista, na calada da noite de 7 de março, nos porões do Palácio do Jaburu.

Ministro Edson Fachin concedeu 5 dias para PF concluir inquérito de Temer

Michel Temer

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação por mais cinco dias o prazo para que a Polícia Federal conclua a inquérito contra o presidente Michel Temer e o ex-assessor dele, Rodrigo Rocha Loures.

O ministro Fachin aguarda a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o pedido de arquivamento da investigação feito pela defesa de Temer.

 

O Ferrete de Pilatos | Por Danilo Dias

O Ferrete de Pilatos 

 

Por Danilo Dias*

 

Em 1945, Branch Rickey, um homem branco já com seus 65 anos, dono de um dos principais times de beisebol dos Estados Unidos, o Brooklyn Dodgers, resolveu quebrar um poderoso tabu social: contratou um jogador negro (Jackie Roosevelt Robinson) para compor seu time, que disputava o principal campeonato do país. Nessa liga especial, só jogavam homens brancos.

Antes de firmar o contrato, Rickey foi cortante em relação aos desafios que estariam por vir: menosprezo, injúrias e provocações até o limite do tolerável. Uma eventual reação de Jackie à altura dos ultrajes recebidos seria suficiente para a claque apoiar os algozes, confirmando que o negro não tinha as habilitações necessárias para jogar com brancos. Os ataques contra Jackie – físicos e morais – seriam invisíveis para a plateia, que só teria olhos para a reação do negro “destemperado” e “incivilizado”. Seria necessário, explicava Rickey, fleuma e disciplina para vencer naquele ambiente hostil. Era o preço a ser pago para iniciar a mudança de uma cultura incrustada no país.

Quem acompanha com imparcialidade o cenário político atual no Brasil, entristeceu-se com o desempenho dantesco do órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira e aquilatou claramente o custo para mudar nossa cultura de corrupção e impunidade. Concebido para fazer valer a vontade legítima do eleitor, resguardando os pleitos de influências indevidas do poder político e econômico, o TSE entrou na última semana com força na refrega da política, não como árbitro, como seria curial, mas na condição de competidor que escolheu lado e pauta partidária a ser defendidos. O Ministério Público, altivo, cumpriu seu papel, mas purgou toda sorte de difamações.

Não havia nenhuma sombra de imparcialidade nos votos de alguns dos ministros. Aliás, não houve nem mesmo preocupação em aparentar isenção. No fatídico julgamento, o vício arrogante nem sequer cuidou de render homenagem à virtude para que, ao menos em simulações hipócritas, se revelasse alguma vergonha pelo malfeito: foi tudo às escâncaras e televisionado para todo o país.

Ao refletir sobre o episódio ocorrido na última semana, duas possibilidades me ocorrem: ou assistimos ao ato de um grande recomeço, ou testemunhamos o começo de um terrível fim.

Nos últimos três anos estivemos na labuta anticorrupção com amplo e ativo apoio da sociedade, mas desde o impeachment houve um claro esfriamento de ânimo em relação ao tema. Não mais se repetiu em intensidade o espetáculo cívico até então visto pelas ruas do país.

A Lava Jato, ainda assim, seguiu seu curso e intensificou o trabalho. Acuados e sem a pressão social no encalço, os investigados encorajaram-se a reagir. Nessa linha, o julgamento do TSE foi apenas a expressão mais evidente das ações destinadas a trazer o país de volta a sua antiga “normalidade”.

Como otimista convicto, recuso-me a aceitar que a sessão do TSE tenha sido o começo de um fim melancólico para a Lava Jato, para o combate à corrupção e à impunidade. Ao contrário, estou certo de que a frustração com o episódio servirá como mola propulsora de mudanças e de que estamos mesmo é diante de um grande recomeço para o país.

Para isso, ao menos duas condições precisam se fazer presentes. A primeira e mais importante diz respeito à participação da sociedade e sua intensificação na cobrança por reformas no sistema político e na defesa da pauta de combate à corrupção. A democracia exige vigilância atenta e perene.

A segunda refere-se à postura dos órgãos envolvidos na defesa do patrimônio público e da probidade, especialmente o Ministério Público e o Judiciário. Nesse ponto, retomo a história de Jackie Robinson para reavivar os conselhos do visionário cartola do beisebol: quem deseja fomentar mudanças em cultura – porque é disso que se trata – precisa ser dotado de resiliência. Ofensas e calúnias devem ser respondidas com mais trabalho; na lama da difamação, supostos “excessos”, “messianismos” e “ilegalidades” serão iluminados e realçados, enquanto as ofensas injustas e as aleivosias insidiosas serão ofuscadas e devidamente escondidas tão sistematicamente que, em algum ponto, as pessoas podem não mais enxergar crimes e corrupção, mas apenas os aparentes defeitos dos agentes da lei.

No julgamento histórico, o Ministério Público sofreu toda sorte de leviandades e acusações irresponsáveis. Nessa hora difícil, a firme resistência e a coragem ponderada foram fundamentais para a travessia tormentosa. O ilustre baiano Rui Barbosa, em passagem sugestivamente citada pelo ministro Gilmar Mendes no TSE, remete-nos ao julgamento ignominioso do Cristo, para advertir os juízes – aplicável hoje também ao Ministério Público – contra o ferrete de Pilatos: “O bom ladrão salvou-se, mas não há salvação para o magistrado covarde”.

* Danilo Dias é procurador regional da República e coordenador da assessoria criminal da PGR

 

Colaboração premiada de Lúcio Funaro tem potencial para explodir Michel Temer

Conforme Verbi Gratia adiantou, Lúcio Bolonha Funaro surtou na cadeia depois das colaborações dos executivos da J&F.

Com o aval de Michel Temer, Lúcio Funaro era mantido em silêncio na prisão na base do “alpiste”, nome dado à propina que era paga por Joesley Batista para manter calados na cadeia Eduardo Cunha e Lúcio Funaro.

Depois da colaboração premiada dos executivos da J&F, o “alpiste” deixou de ser pago, Funaro se apressou para falar.

Lúcio Funaro já ensaiava se oferecer para fazer um acordo de colaboração com o Ministério Público Federal desde que foi preso, em 1º de julho de 2016, na Operação Sépsis, mas sempre desistia, agora sabemos qual era o motivo das inúmeras vezes em que recuou, era por causa do “alpiste”.

“Tem que manter isso, viu?”, afirmou Michel Temer sobre manter o repasse da propina cala-boca para Eduardo Cunha e para Lúcio Funaro,  na conversa que teve nos porões do Palácio do Jaburu na calada da noite com Joesley Batista.

As informações de Lúcio Funaro tem potencial para arrancar a cabeça do presidente Michel Temer e para enviar muitos amigos e colaboradores do presidente para a cadeia.

Lúcio Funaro, sabia que estava sendo investigado e que cedo ou tarde cairia nas mãos da polícia, então resolveu contratar um especialista em tecnologia da informação formado em Israel, para fazer uma varreduras em todos os seus apetrechos e de seus familiares.

Computadores, celulares e tablets foram rastreados em busca de eventuais escutas e interceptações.

Embora não contasse com as colaborações dos executivos da J&F atravessando seu caminho, Funaro se preparou para ser preso e para se defender, considerado metódico e organizado, passou a registrar, armazenar e catalogar todos os contatos, reuniões, encontros que fez desde 2014 com agentes públicos e privados, incluindo e-mails, telefonemas e mensagens de celular.

Desde 2014, Funaro passou a gravar todos os frequentadores de seu escritório em áudio e vídeo, ele tem mais de 18 meses de gravações e um arsenal de outras provas e está disposto a entregar tudo às autoridades em troca de obter penas mais brandas.

Lúcio Funaro tem muito a relatar. As investigações realizadas em pelo menos três operações da Polícia Federal, envolvem os presos Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, e os investigados Geddel Vieira Lima e Michel Temer.

A Polícia Federal descobriu que a Viscaya Holding, de Lúcio Funaro, recebeu mais de R$ 12 milhões de empresas beneficiadas por recursos do FI-FGTS entre abril de 2012 e maio de 2013.

Os repasses para a empresa de Funaro ocorreram no mesmo período em que Funaro, Cunha, Geddel e Cleto trocaram mensagens sobre as tratativas de liberação dos financiamentos do FI-FGTS, administrado pela Caixa.

Numa dessas mensagens, Lúcio Funaro chama Geddel Vieira de “boca de jacaré para receber e carneirinho para trabalhar”, e diz que Geddel é um “porco” e “um folgado do caralho” e avisa a Fabio Cleto que pode queimar Geddel com Michel Temer, deixando clara a posição de comando ocupada por Michel Temer no grupo criminoso.

Trecho da conversa interceptada pela Polícia Federal:

Funaro: Me faz um favor liga p geddel e ve em qual e mail ele quer que vc passe isso ou pra quem vc entrega que se ele nao resolver vou fuder ele no Michel. Esse porco e um folgado do caralho

Cleto: Vi, Foi mandado pra minha caixa e pra do geddel. Ja encaminhei pro email institucional da arca do geddel, com medo que ele nem veja o email. E ja pedi pra secretaria dele encaminhar.

Do total de recursos repassados por empresas beneficiadas com recursos do FI-FGTS para a Viscaya Holding, de Lúcio Funaro, mais de R$ 6,7 milhões foram pagos pela J&F Investimentos S.A., via Banco Original, R$ 1,25 milhão saiu da Eldorado Brasil Celulose e R$ 2,38 milhões foram pagos pela Contern Construções, empreiteira do grupo Bertin – frigorífico comprado pela JBS.

A Polícia Federal suspeita que os R$ 300 mil de Valdir Piran, dono da Piran Factoring, também tenha origem no grupo J&F.

Lúcio Funaro é investigado em pelos menos três operações que se desdobraram da Operação Lava Jato e essas investigações desembocam direto no birô de Michel Temer.

Operação Sépsis

A Polícia Federal deflagrou a Operação Sépsis, em 1/7/2016, um dos alvos era a J&F, holding que controla as empresas JBS, Alpargatas, Vigor, Eldorado Brasil, Banco Original, Oklahoma e Canal Rural.
A J&F foi citada na delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, que delatou que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) recebeu propinas em 12 operações de grupos empresariais que obtiveram aportes milionários do FI-FGTS, entre eles a J&F.

O operador de Eduardo Cunha era Lúcio Funaro, que foi preso na Operação Sépsis, ele ameaça delatar e afirma ter mais de 18 meses de gravações dos frequentadores de seu escritório.

A Viscaya Holding, de propriedade de Lúcio Funaro, recebeu mais de R$ 12 milhões de empresas beneficiadas com recursos do FI-FGTS entre abril de 2012 e maio de 2013. Esse período corresponde, de acordo com as investigações, com o período em que Cunha, Funaro e Geddel trocaram mensagens para tratar da liberação dos financiamentos da Caixa (FI-FGTS). Desse valor repassado para Funaro, mais de R$ 6,7 milhões foram pagos pela J&F Investimentos S.A., via Banco Original, R$ 1,25 milhão via Eldorado Brasil Celulose e R$ 2,38 milhões via Contern Construções, do grupo Bertin, comprado pela JBS.

Operação Greenfield

A Operação Greenfield, deflagrada no dia 5/9/2016 pela Polícia Federal, teve como um dos alvos o grupo J&F, a holding que controla a JBS e o Banco Original, cujo conselho consultivo foi presidido por Henrique Meirelles de 2012 até maio de 2016, quando deixou a holding para assumir o Ministério da Fazenda.

A Operação Greenfield investiga fraudes bilionárias nos fundos de pensão de empregados de empresas estatais, Petros (Petrobrás), Funcef (Caixa), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios).

Operação Cui Bono

Em 13/1/2017, a Polícia Federal deflagou a Operação Cui Bono e teve entre os alvos, Geddel Vieira Lima. Mensagens trocadas entre Funaro e Cleto recuperadas nessa operação são reveladoras, sugerem que Michel Temer era o chefe do esquema montado para desviar recursos do FI-FGTS, cujo vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, era Geddel.

 

“Me faz um favor liga p Geddel e vê em qual email ele quer que vc passe isso ou pra quem vc entrega que se ele não resolver vou fuder ele no Michel. Esse porco e um folgado do caralho.”

As três operações, Sépsis, Greenfield e Cui Bono, investigam um esquema de corrupção gigantesco que, segundo os investigadores, envolve cerca de 1 trilhão de reais em recursos públicos, entre recursos do FGTS e de fundos de pensão.

Lúcio Funaro negocia um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal e promete entregar todo mundo.

No Anexo 2 da proposta colaboração de Funaro, ele promete apresentar provas, extratos bancários, data, hora e nomes de laranjas de Temer que receberam dinheiro de propina para o presidente, em transferências bancárias e dinheiro vivo e explicar o papel que de Michel Temer exercia no grupo formado por Cunha, Geddel, Meirelles, Moreira Franco, Padilha, Yunes, Joesley e outros.

Lúcio Funaro disse às autoridades que a partir de 2011 Michel Temer passou a comandar o esquema da Caixa Econômica Federal, seus indicados liberavam os financiamentos do FI-FGTS em troca de propina para o PMDB, Michel Temer, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e tantos outros correligionários de Temer, esses repasses de propina eram feitos por meio das empresas de Funaro.

Lúcio Funaro pretende contar detalhes de como o então vice-presidente, Michel Temer, atuava junto ao Banco Central para favorecer o banco BVA (faliu em 2014).

O BVA de José Augusto Ferreira dos Santos era usado pelos caciques do PMDB como lavanderia do partido. José Augusto Ferreira dos Santos é o amigo de Edison Lobão envolvido no mega escândalo revelado pela investigação jornalística internacional Panama Papers. Ferreira é sócio de João Henriques, operador do PMDB, em uma offshore e em uma conta na Suíça.

Funaro disse que vai apresentar também provas de pagamentos de propina que fez via caixa 2 para Moreira Franco, o general do governo Temer.

Funaro promete revelar o esquema de Moreira Franco com André Luís Marques de Barros, o Bocão, diretor da Infraero, indicado de Eduardo Cunha, para favorecer empresas aéreas e Paulo Skaf, quando Franco era ministro da Aviação.

Os executivos da JBS, em colaboração premiada, revelaram o pagamento de mais R$ 50 milhões de propina em troca dos recursos obtidos na Caixa e no FI- FGTS.

Lúcio Funaro afirma ter filmagens de todas as entregas de propina em dinheiro vivo feitas no seu escritório em São Paulo, que há cópias dessas gravações espalhadas e guardadas em locais seguros, como garantia de sua vida, e que as imagens seriam divulgadas caso aconteça algum atentado contra a sua vida ou de seus familiares.

O advogado Figueiredo Basto tem procuração de Lúcio Funaro para tratar do acordo de colaboração premiada com o MPF.

Michel Temer não tem o que comemorar

Michel Temer

Embora tenha sido um alívio para Michel Termer o vergonhoso resultado da absolvição pelo tribunal presidido por Gilmar Mendes, TSE, o presidente investigado não tem o que comemorar.

O céu que se vislumbra sobre a cabeça de Michel Temer é cinzento.

Além da denúncia que será apresentada pela Procuradoria-Geral da República à Justiça, a partir das investigações do presidente Michel Temer por corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa, ainda virão as informações da colaboração premiada de Lúcio Funaro, que está contando às autoridades como ocorria o esquema criminoso para desviar recursos do FI-FGTS comandado por Temer.

Há também duas grandes ameaças pairam sobre a cabeça de Michel Temer, Eduardo Cunha e Rodrigo Rocha Loures, tudo indica que os antigos parceiros do presidente não ficarão calados por muito tempo.

A base aliada está cada vez mais esvaziada e o resultado do julgamento do TSE, visto como uma vitória para Temer, só serviu para despertar ainda mais a indignação do povo.

Contudo, o que tem tirado o sono de Michel Temer é um áudio inédito entregue por Joesley Batista, capaz de complicar ainda mais a situação do presidente. A gravação é mantida em segredo pela Procuradoria-Geral da República, mas está prestes a se tornar pública.

Como se vê, Michel Temer não tem o que comemorar.

 

A POLÍCIA FEDERAL QUER SABER: Quem é Edgar, Michel Temer?

A Polícia Federal perguntou ao presidente Michel Temer se ele tem alguém chamado ‘Edgar’ no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade.

Vossa Excelência tem alguém chamado “Edgar” no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade? Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém.

O “Edgar” das indagações da Polícia Federal a Michel Temer se refere ao sujeito citado por Rodrigo Rocha Loures em diálogo com Ricardo Saud, como pessoa de confiança para recolher o dinheiro de propina que seria destinada ao presidente da República.

 

José de Carvalho Filho, ex-executivo da Odebrecht, em colaboração premiada revelou às autoridades pagamentos de propina para Eliseu Padilha por meio de um operador chamado Edgar Santos Neto, ligado ao PMDB.

Afirmou José Carvalho Filho:

Indicaram uma pessoa com o nome Edgar Santos ligado ao partido e que repassasse a ele o valor de R$ 2 milhões”.

 Edgar que recebeu propina para Eliseu Padilha, poderá ser o mesmo Edgar citado por Rodrigo Rocha Loures para receber a propina de Michel Temer, uma vez que se trata do mesmo grupo criminoso.

Não é à toa que a Polícia Federal interroga Michel Temer sobre o “Edgar”.

Quem é Edgar, Michel Temer?

%d bloggers like this: